8 de Março:

A origem revisitada do Dia Internacional da Mulher

Mulheres samurais

no Japão medieval

Quando Deus era mulher:

sociedades mais pacíficas e participativas

Aserá,

a esposa de Deus que foi apagada da História

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Brasil em chamas, e eles planejam depredar mais

Tentativa de invasão do Palácio do Itamaraty (Foto: Beto Barata / AFP)
Grupo de manifestantes se reúne para discutir os rumos dos protestos em Porto Alegre
Alas radicais defendem ações violentas e depredações para chamar a atenção

Em reunião da terça-feira, integrantes de um bloco que participa dos protestos em Porto Alegre discutiu futuros atos, entre eles ações violentas. Participaram do encontro militantes de sindicatos, partidos e movimentos sociais.

A sede de um sindicato no centro de Porto Alegre serviu de base, na noite de terça-feira, para articulações de um dos principais grupos que lideram os protestos em Porto Alegre. Durante os debates, que duraram três horas, houve defesas de ações violentas para chamar a atenção. Entre elas, depredações.

Entre os 200 manifestantes na reunião, havia militantes de PSOL, PSTU, PT, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Sindbancários, Sindicato dos Correios, DCE da PUC-RS, DCE da UFRGS, Movimento Pula Roleta, PoA Protesta e Movimento de Proteção Indígena.

O encontro foi convocado pelo Bloco de Luta em Defesa do Transporte Público, um dos principais grupos organizadores de protestos no Rio Grande do Sul e foi realizado das 18h às 21h. A reunião foi na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Processamento de Dados (Sindppd-RS), na Rua Washington Luís, centro da Capital. Segundo relatos colhidos por Zero Hora, todos participantes tiveram de se identificar e dizer os motivos pelos quais estavam ali. No momento da entrada, todos tinham de abrir bolsas e mochilas para provar que não carregavam gravadores.

Possíveis alvos foram listados

Em meio às discussões, foram feitas defesas veementes de depredações como forma justa de chamar atenção às demandas do grupo. Um dos participantes, que se disse estudante de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), declarou:

– Nós vamos para a rua novamente. Se tiver de depredar prédio público, vamos depredar. Se tiver de incendiar ônibus, vamos fazer isso. Porque agora o Brasil acordou para combater esses políticos corruptos.

Cada vez que alguém mencionava a possibilidade de depredação, brincadeiras eram feitas. Uma militante do PSTU chegou a dizer:

– Só não depredem o sindicato, porque temos de devolver o lugar inteiro aos donos.

Entre os possíveis alvos mencionados por alguns participantes do encontro estão oTribunal de Justiça, o Palácio Piratini (sede do governo estadual), Federasul e meios de comunicação, como o Grupo RBS. O Palácio da Justiça, localizado na Praça da Matriz, foi alvo na passeata de segunda-feira. Vidraças foram quebradas.

Um dos que falaram durante a reunião foi Lucas Maróstica, militante do PSOL. Um membro do MST disse que seus companheiros estavam prontos para qualquer coisa:

– Para o bem ou para o mal.


Os debatedores perguntaram também se existiam ali médicos ou estudantes. Diante da resposta positiva, pediram que se apresentassem no final, para planejar como será feito o auxílio aos feridos que surgirem durante as manifestações.

A reunião também decidiu que o foco ideológico dos protestos deve ser afinado. Os integrantes do Bloco de Luta mostraram preocupação com o crescimento abrupto da massa que vai às ruas protestar, fenômeno que atrelou às passeatas uma multiplicidade de causas, incluindo algumas conservadoras. O grupo, responsável pelo chamamento das manifestações em Porto Alegre desde 2012, é majoritariamente de esquerda e avalia que o gigantismo dos atos trouxe consigo o risco de perda de foco ou hasteamento de bandeiras conservadoras.

Bloco elegeu três bandeiras

Para se manter na vanguarda conceitual do movimento, o Bloco de Luta decidiu que irá resgatar três antigas demandas, colocando-as no patamar de importância em que está a reivindicação pela redução da tarifa de ônibus para R$ 2,60.

Dentre as demandas, estão a qualificação da saúde pública, a destinação de 10% do produto interno bruto (PIB) para a Educação e de 2% do PIB para investimentos em políticas de transporte público. A meta dos jovens é ter em mãos demandas concretas, que afastem pautas abstratas e de difícil mensuração.

Uma decisão, porém, de agregar novas bandeiras à linha de frente dos protestos, junto à causa da redução das tarifas de ônibus urbanos, foi a alternativa encontrada para segurar a eclosão de pautas consideradas conservadoras.

Na avaliação de manifestantes, durante o processo de agregação de novos atores ao movimento, houve a aproximação de uma oposição de direita ao governo federal. São essas alas, consideradas conservadoras, que levantam bandeiras como a luta contra a corrupção. O temor dos manifestantes de esquerda, ainda que eles também defendam o combate a fraudes e desvios, é que o movimento fique focado apenas em um discurso de moralidade e de ética.

Conduta da BM será questionada

Outra pauta inserida nas passeatas e que incomoda os líderes de esquerda é a da redução de impostos. Para eles, os tributos são altos em certa medida, mas o pensamento é de que os “ricos” deveriam pagar ainda mais.

O Bloco de Luta ainda pretende fazer uma “denúncia política” para questionar o governador Tarso Genro sobre a conduta da Brigada Militar, considerada agressiva pelos manifestantes. O grupo negou que tenha entregue uma pauta de reivindicações a Tarso e ao prefeito de Porto Alegre, José Fortunati.

Fonte: Zero Hora, 20/06/2013

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Tarifa zero aumentaria IPTU. Passe livre é roubada!

Como se não bastassem todos os impostos que já pagamos, querem aumentar ainda mais a carga tributária ou dobrando o IPTU ou onerando os proprietários de carros. Cortar os gastos do Estado mastodôntico petista nem pensar.

Abaixo texto sobre o aumento do IPTU e vídeo dos libertários mostrando porque esse papo de passe livre é roubada! Ao fim da postagem, link para o outro texto que fala da possível oneração dos proprietários de veículos para livrar a cara do governo safado que temos.

Tarifa zero exigiria dobrar arrecadação obtida com IPTU


Ana Estela de Souza Pinto

Se os usuários de transporte público deixarem de pagar passagens, como pede o Movimento Passe Livre, esse dinheiro terá que vir dos cofres da cidade. Há duas formas de obtê-lo: cortando custos em outros setores ou aumentando impostos.

Quando a Prefeitura de São Paulo propôs a extinção da tarifa de transporte público em 1990 (na gestão Luiza Erundina, então do PT), a previsão era que o dinheiro sairia do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), cobrado de quase 2 milhões de proprietários de imóveis na cidade.

Essa é a fonte mais óbvia para os recursos, porque atinge de forma uniforme quem mora ou tem uma empresa na capital.

As outras formas de arrecadação da prefeitura são direcionadas a parcelas específicas da população, como o ISS (cobrado de quem presta serviços) ou taxas de fiscalização.

Mas, para compensar o fim da tarifa, seria preciso praticamente dobrar o valor do IPTU, ou seja, passar dos pouco mais de R$ 5 bilhões arrecadados em 2012 para algo como R$ 9,7 bilhões (mais 92%).

Esse acréscimo, da ordem de R$ 4,62 bilhões, é quanto se arrecadou no ano passado com as tarifas do transporte público --o sistema consumiu R$ 5,69 bilhões, mas pouco mais de R$ 1 bilhão foi pago diretamente às empresas pela prefeitura, o chamado subsídio.

Quem paga hoje R$ 1.000 por ano de IPTU, por exemplo, passaria a pagar R$ 1.920.

O aumento não atingiria diretamente moradores mais pobres, hoje isentos desse tributo --é o caso, por exemplo, de quem tem imóvel com valor venal de até R$ 73.850 ou pensionistas e aposentados do INSS beneficiados pela isenção.

Indiretamente, no entanto, a conta pode acabar sendo repartida por todos, pois empresas instaladas no município teriam seus custos aumentados e tenderiam a repassá-los para seus preços.

Fonte: FSP, 18/06/2013

Usuário de carro deve financiar os ônibus, defende secretário de Haddad

terça-feira, 18 de junho de 2013

Estado x Mercado: outro fla-flu ou o mercado é mesmo a melhor solução?

Comentarista Paulo Martins (segundo da direita para a esquerda) defende privatizações
Não vejo o livre mercado como panaceia universal, mas não tenho dúvida de que é preciso diminuir o tamanho do Estado no Brasil. Estado grande demais, em qualquer país, gera mediocridade, corrupção, estagnação econômica e  autoritarismo. O Brasil tem uma longa tradição estatista gerada pela direita conservadora a la brasileira (oligarcas, coronéis, latifundiários, igrejeiros e mais modernamente capitalistas de compadrio) e mantida e até aumentada pela esquerda petista. De fato, o único governante - doa a quem doer - que tentou e conseguiu modernizar um pouco as coisas, pelo menos no sentido de dar mais transparência e meritocracia ao Estado, e liberalizar a economia foi o centro-esquerdista Fernando Henrique Cardoso.

Lula colheu os frutos do que FHC plantou porque manteve a princípio o programa do predecessor, mas, depois de 2008, com a crise financeira americana, atribuída, ao que tudo indica, erroneamente à desregulação do mercado, retomou os velhos sonhos estatistas de esquerda, perspectiva acelerada no governo Dilma Roussef. E veja onde chegamos de novo: inflação, corrupção desenfreada, estagnação econômica, PIB diminuindo!

Então, assim, eu gostaria de experimentar a versão liberal da economia e dar mais liberdade para as pessoas empreenderem, fornecendo mais alternativas de produtos e serviços à população. Isso nunca foi de fato tentado em nosso país, pois a visão liberal é anatemizada por aqui, mas, por isso mesmo, como algo novo, deveria pelo menos ser aventado. 

Daí que  vale a pena registrar quando alguém se coloca abertamente pela desestatização no Brasil, como é o caso do comentarista Paulo Martins nesse debate com seus colegas do Jornal da Massa do SBT (PR). Vejam!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Geração perdida: nostálgicos de um passado que não viveram


Hoje haverá outra manifestação do tal Movimento Passe Livre nem se sabe exatamente se contra o aumento de R$0,20 no aumento das tarifas de ônibus ou se pela estatização completa dos serviços, o que resultará, se essa ideia de jerico prevalecer, em apenas ainda mais aumento de impostos e serviço ainda pior.

Pelo menos agora estão dizendo que vão coibir os vândalos do movimento que saíram quebrando e incendiando ônibus, estações do metrô, lojas, agredindo policiais, etc... e geraram reação violenta da polícia, com casos flagrantes de abuso de força. A PM alega que, na quinta-feira, dia da última manifestação, os manifestantes não acataram o acordo de não subir a Consolação e daí teria se iniciado o confronto mais violento. Até acho, considerando algumas siglas e perfis envolvidos nesse protesto, que isso tenha mesmo acontecido, mas, de qualquer forma, não justifica policiais atirando balas de borracha contra o rosto de transeuntes, jornalistas, manifestantes. Essas balas não matam, mas podem ferir seriamente principalmente se atingirem os olhos das pessoas, como se registrou. Os policiais abusivos precisam ser punidos por esses excessos e as táticas de controle de distúrbios revistas.

Por outro lado, a manifestação contra o aumento da tarifa de fato capitalizou a frustração da população contra a superlotação dos ônibus e outras tantas indignações justas. Entretanto, conscientes de que manifestações tão violentas por um aumento de apenas vinte centavos são difíceis de engolir, agora os manifestantes dão amplitude ao objetivo dessas manifestações, embora não o especifiquem. A manifestação virou um oba-oba na base do "contra tudo que está aí" e se encontra obviamente manipulada por partidos de extrema-esquerda (PSOL, PSTU, PCO), fora o PT e seus aliados (PCdB também já entrou na jogada) com vistas às eleições de 2004 (por exemplo, já tem gente pedindo o impeachment do Alckmin) e possíveis desestabilizações institucionais. A Folha de SP afirmou que militantes do PSOL andam 'recrutando' punks para os protestos, o que naturalmente o partido nega. Há quem diga que não é sério quem leva a sério essa acusação, mas, considerando a cartilha que reza o PSOL (defende inclusive as ditaduras cubana e venezuelana), não sério é quem desconsidera totalmente essas acusações. No mínimo, deve-se colocar as barbas de molho com esse partido. Em caso de dúvida, consultar o programa do partido disponível na internet para maiores esclarecimentos.

Pessoalmente, acho - como já disse - que esses protestos têm respaldo da população real marcada por uma insatisfação difusa contra tantos descalabros que acontecem no país. Ao contrário de outros analistas, não creio que as manifestações sejam fruto apenas de baderneiros desocupados, a despeito dos vândalos que se infiltraram nos protestos. O aumento da tarifa, embora irrisório, pode sim ter funcionado como uma gota d'água num copo cheio de cansaço pelos ônibus superlotados, pela corrupção, pelo péssimo governo Dilma (anteontem recebeu uma sonora vaia no início da Copa das Confederações, ver vídeo abaixo). Só que agora a tarefa de separar o joio do trigo, está bem difícil e o risco de radicalização tanto de parte dos manifestantes quanto da polícia bem alto. 

Para se começar a separar o joio do trigo, primeiro é fundamental que os manifestantes identifiquem e afastem os vândalos (vejamos se cumprem a promessa de fazê-lo). Os protestos têm que ser pacíficos ou então todo mundo tem que parar de fazer mimimi quando a polícia revida. A despeito da truculência da PM, quem começou a baixaria foram os manifestantes nas edições anteriores a de quinta-feira. Só depois a coisa desandou do lado policial também. Muita gente nas redes sociais não quer assumir essa responsabilidade e culpa exclusivamente a polícia pela batalha campal em que as manifestações desandaram. De "tadinhos", contudo, está pavimentado o chão do inferno. Na mesma linha, também é preciso respeitar o trajeto acordado com a Segurança Pública não só para evitar confrontos com a polícia como também sobretudo para respeitar o direito dos outros cidadãos de ir e vir. Tem muitos que acham - vejam só - o direito de ir e vir coisa de playboy incapaz  de se juntar de bom grado aos "iluminados" dos protestos. Mas falam em "democracia".

Segundo, é preciso definir o foco do movimento porque essa história de "contra tudo que está aí" é porra-louquice daquele tipo de anarquista que não sabe construir nada mas é ávido por chutar o pau da barraca.  Libertário de verdade é um ser racional. Discordo da bandeira do passe livre porque a considero impraticável, mas, já que mágicos das finanças acreditam nela, que fiquem só nela. O alastramento dessas manifestações sem objetivos claros pode levar até a crises institucionais, o que seguramente agrada aos extremistas de plantão, mas não é de interesse da sociedade de fato, apenas dessa minoria conflituosa. O Brasil tem longa tradição de instalação de regimes autoritários após conturbações sociais. Tem gente flertando com o diabo em pessoa como se fosse de fato possível barganhar com ele sem se sair queimado.

Por fim, fazendo jus ao título dessa postagem, simultaneamente me impressiona e me entristece constatar como essa geração de hoje é perdida no tempo. Seus referenciais são da década de 60, do período militar (1964-84). Não tem referências próprias. São nostálgicos do que não viveram. A propósito dessas marchas, os à esquerda querem reviver o maio de 68 da França, entoam o Pra não Dizer que não falei das flores (1968), do Vandré (vejam abaixo a montagem que fizeram com a música), alguns se pensam revolucionários da Sierra Maestra, sem consciência histórica e política, sem atentar para a terrível breguice anacrônica desses posicionamentos. Os à direita, por sua vez, dizem-se saudosos da ditadura militar que também não viveram, quando havia ordem e progresso e os "comunistas" foram banidos do espaço público para os cárceres ou para o exílio (sic). Trata-se de mais um capítulo do já notório fla-flu dos bregas de esquerda versus jecas de direita que atravanca o progresso do país.

Eu que vivi de fato aquele período, que foi o da minha adolescência e juventude, não sinto saudades alguma de nada daquilo, com exceção de algumas músicas antológicas e do espírito libertário que - esse - os ativistas de hoje não querem incorporar (atualmente todos  só querem saber de partidos e do Estado). Mas falando em música, já em 1970, John Lennon dizia que o sonho tinha acabado em referência ao fim dos Beatles e também aos ideais do período ("the dream is over", verso da música God), e Gilberto Gil, a propósito, fez uma música com esse título (O sonho acabou, 1971) que deixo como recado aos nostálgicos do que não viveram: "O sonho acabou. Quem não dormiu no sleeping-bag nem sequer sonhou. ....O sonho acabou. Foi pesado o sono pra quem não sonhou". Ver abaixo!

Em outras palavras, dois expoentes daquele período de grandes transformações já decretavam seu fim no início da década de 70. O sonho já estava pesado para quem não teve a coragem de embarcar nas ilusões da época. Imagine hoje. Renovar é preciso, não? Novos sonhos, novos posicionamentos. Será que não existe mais criatividade no mundo? Pasma aqui!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Uma questão: passe livre ou transporte livre?

Ontem, escrevi sobre as manifestações contra o aumento de R$0,20 na tarifa dos ônibus que descambaram em violência  e destruição - incoerentemente - de meios de transporte, como ônibus, estações do metrô, e prédios públicos.

Ontem também, em outra manifestação em São Paulo, foi a vez da política abusar da força e descer o cacete (simbólica e literalmente) nos manifestantes, disparar balas de borracha até contra o rosto de pessoas, bombas de gás lacrimogêneo, enfim, todo o arsenal repressivo das polícias em todo o mundo. Lastimável!

Ainda como  disse ontem, todo o protesto é aceitável em democracias desde que se mantenha pacífico. Quando desandam, como esses supostamente contra o aumento das passagens de ônibus, perdem a legitimidade. E como violência gera violência, fica-se aí numa bola de neve com extremistas de esquerda (PSOL, PSTU, PCO e petistas também, não se enganem) depredando o patrimônio público e a polícia respondendo com truculência indevida.

Por trás dos abusos dos manifestantes, existe o tal movimento passe livre que prega serviço de transporte gratuito para todos. Como tal coisa é impossível, pois tudo tem custo (serviços públicos são pagos por nós mesmos através de impostos), é necessário parar para apreciar melhor o assunto. Por isso, reproduzo abaixo texto da página do facebook Passe Livre Não Existe à guisa de reflexão.

Passe livre não, transporte livre sim

O passe livre nunca existirá. Acreditar que transporte é um direito é o mesmo que acreditar na obrigação de alguém lhe oferecer este serviço; é o mesmo que apoiar trabalho escravo. Motoristas terão que ser pagos, a construção dos ônibus terá que ser paga, os funcionários da estatal terão que ser pagos, cobradores terão que ser pagos e jamais haverá ônibus o suficiente para a prestação de um serviço decente.

Concordo que o preço da passagem é alto, mas isso não ocorre simplesmente porque o governo decide aumentar o preço da passagem. Isso ocorre porque ele cria um cartel de empresas para prestar esse serviço e dificulta ao ponto de praticamente proibir que outras empresas que não fazem parte ofereçam o serviço.

Para se ter um táxi é praticamente impossível pois o número das licenças são limitadas (o valor no RJ é de R$100.000,00 para obter as licenças). É crime cobrar para levar seus amigos ou conhecidos a algum lugar; é crime oferecer transporte com seu próprio carro. Mototaxi é perseguido; vans que não são licenciadas pela prefeitura são perseguidas. 

Tudo isso para proteger o cartel criado pelo governo! Ao invés do passe livre, exijam transporte livre! É possível fazer uma manifestação muito maior do que essa, unindo taxistas revindicando menos impostos e menos burocracia, chamando pessoas que trabalham com moto táxi, pedindo ajuda a empresas de ônibus que são excluídas pelo cartel, motoristas de van e pessoas interessadas em oferecer serviço de transporte com o próprio carro! 

Faça essa ideia seguir adiante! Se continuarmos nesse ritmo nunca iremos mudar nada, isso é uma cortina de fumaça. Pagaremos da mesma forma através de impostos que serão realocados. Sem falar que já financiamos através de impostos o subsídio governamental que é dado para essas empresas! Compartilhe!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Protesto que descamba para a violência e o vandalismo perde a credibilidade

Vanderlei Vignoli
Vanderlei Vignoli é o nome do policial militar que foi agredido perto da Praça da Sé, região central da cidade, na noite da terça-feira (11) durante o protesto contra o aumento na tarifa dos transportes. Vignoli que trabalha na segurança do Tribunal de Justiça de São Paulo chegou a sacar a arma, mas não atirou.

Em entrevista ao SPTV, o policial afirmou ter sido atingido com pedradas: “Fui atacado com muitas pedras, diversas pedras e aí acabei caindo e fiquei desacordado durante alguns segundos. Fui atacado porque eu tava protegendo o patrimônio, a sociedade e população. Tinha também muitas pessoas voltando do trabalho, mulheres, crianças.”

Abaixo texto e vídeo de reportagem da Folha sobre o ataque ao policial e ataques outros. Então, claro, o transporte no país, como quase tudo, é caro e de má qualidade. Daí vinte centavos podem virar gota d'água de um copo até aqui de ressentimento e mágoa. No entanto, todavia, contudo, quando um manifesto justo descamba para violências e vandalismos como as descritas a seguir pelo repórter Giba Bergamim JR. sua credibilidade fica seriamente arranhada. É preciso ser muito otário para não ver a instrumentalização política desses protestos pelos extremistas esquerdiotas de sempre e, por trás deles, seguramente o dedo sujo do PT, ainda que este agora pose de defensor do Estado de Direito, criticando os "baderneiros".

Triste Brasil: extremistas de esquerda, direita, do escambau, inimigos entre si, mas irmanados na falta de rumo cada vez mais acentuada desta terra eternamente assolada pela estupidez.

Sozinho, PM quase foi linchado durante protesto na região da Sé

Giba Bergamim JR.

Um policial militar com rosto banhado de sangue, cercado e agredido com socos, chutes e pedras por cerca de dez manifestantes.

A cena na rua 11 de Agosto, a poucos passos da praça da Sé, marco zero da cidade de São Paulo, foi impressionante não só para mim, mas até para integrantes do Movimento Passe Livre, que organiza os atos contra a tarifa.

"O PM iria ser linchado", admitiu o estudante de Ciências Sociais Matheus Preis, 19, que, com outro grupo, tentava, para a proteção do PM, conter os mais radicais.

A agressão que testemunhei por volta das 20h30 ocorreu ao lado do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Após se levantar, sangrando, o PM tirou a arma do coldre e a apontou para os manifestantes. Depois, para o alto. Tive certeza de que ele iria atirar. Mas o policial militar não disparou nenhum tiro.

PICHAÇÃO

A agressão ocorreu quando a manifestação seguia pela região da Sé, após confronto entre policiais e manifestantes no Parque Dom Pedro.

Eu acompanhava parte do grupo que seguiu outro caminho. Foi quando o PM que atua na segurança do prédio viu um jovem pichando a parede do prédio da Justiça.

Com a mão na arma que estava no coldre, o policial correu e agarrou o rapaz, que tentou se desvencilhar.

Ambos caíram no chão, atracados. Foi quando parte do grupo começou a sequência de agressões com pedras, chutes, socos. Eram cerca de dez contra um. Sangrando na cabeça e no rosto, o policial conseguiu se levantar.

De pé, segurando o pichador ainda agachado pela gola da camisa, ele apontou a arma para os manifestantes.

Outros objetos foram lançados e o policial se protegeu, abaixando a cabeça.

Temi não só que o policial atirasse, para se proteger, mas também que o grupo continuasse a agressão. Por isso me aproximei de outros manifestantes que se posicionaram para proteger o PM.

O policial, que não consegui identificar, silenciou, enquanto o sangue escorria.

Junto com manifestantes que tentavam dar fim à confusão, gritei pedindo calma aos agressores. Em seguida, pedi a dois jovens que chamassem uma ambulância.

Não havia nenhum outro policial junto com ele na hora da confusão. Mesmo cercado, o PM saiu dali e caminhou só em direção a um acesso ao tribunal. Um colega se aproximou. Colocado num carro da corporação, foi levado ao hospital. Até a ontem, a sala de imprensa da PM não tinha informações sobre ele.

*

LEIA OUTRAS CENAS OCORRIDAS DURANTE O PROTESTO:

FATURAMENTO

Nas principais ruas do calçadão do centro financeiro de São Paulo as pessoas buscaram abrigo onde podiam durante os confrontos. "Ficou todo mundo muito assustado" disse Hilo Valnei Coutinho, 31, fiscal de uma loja Marisa no largo do Patriarca. Quase em frente, havia uma barricada em chamas feita com lixo. Segundo o funcionário, a loja fechou mais cedo e deixou de faturar na véspera do dia dos Namorados.

*

IPHONE

Um manifestante do grupo que voltou à avenida Paulista após os primeiros confrontos com a Polícia Militar desferiu cinco "voadoras" até conseguir quebrar um dos vidros da entrada da estação Trianon do metrô. Após destruir o vidro, sacou seu iPhone e registrou o feito.

*

MOTORISTA

Um motorista de ônibus disse que foi ameaçado por um grupo. Em frente ao terminal Parque D. Pedro 2º, no momento em que estouraram as primeiras bombas da PM, o veículo foi cercado por manifestantes. "Estava com 15 passageiros e o pessoal de capuz ameaçou atear fogo. Pedi para saírem e aí eles destruíram tudo. Foi muita violência com quem não tem nada a ver", disse o motorista, que se identificou como Almeida.

*

PRESENTE

O vidro e o retrovisor do carro (um Renault Scénic) de José Aroldo, 56, foi quebrado em frente ao terminal Parque D. Pedro 2º. "O protesto é justo, mas não precisavam esculachar. Pelo menos, eles não levaram o presente da minha namorada, que estava dentro", disse, aliviado.


Fonte: Folha de São Paulo, 12/06/2013

quarta-feira, 12 de junho de 2013

“Sou fruto de estupro e a favor do aborto”

Filha de um estupro, Claudia Salgado fala sobre sua amarga experiência
Depoimento publicado originalmente no blog Olga que transcrevo aqui pela importância do tema. 

Claudia Salgado, 28 anos, gerente de varejo, fala de forma corajosa sobre a ilegalidade do aborto e suas consequências absurdas. Um viés humano e sincero nesse momento em que se debate o projeto de lei do nascituro.

Minha mãe tinha 18 anos na época em que foi estuprada. Ela não foi a única que sofreu este tipo de violência na família: tenho uma tia que também foi humilhada e estuprada por mais de um homem, mas não teve frutos disso, a não ser o trauma e a vida quebrada.

Somos de uma cidade muito pequena no interior de Santa Catarina. Ela havia saído com minha tia para dançar em uma matinê e, quando voltou para casa, sofreu agressão física muito brutal do avô, que era militar e muito rigído com regras e com relação às filhas saírem de casa. A família era muito grande – eram 5 filhas no total – e havia muita preocupação com relação as filhas ficarem mal faladas.

Estou abrindo isso para mostrar como ignorância só gera ignorância. Meu avô não é má pessoa, mas ele era alcoólatra e muito severo com as meninas.

Minha mãe ficou desesperada depois da surra que tomou e decidiu fugir de casa com minha tia. As duas estavam muito machucadas e vulneráveis e se sentaram desoladas nas escadarias da Catedral no centro da cidade, onde estes dois homens se aproximaram de forma amigável e ofereceram amparo. Elas inocentemente aceitaram e foram passar a noite na casa deles, onde haviam mais homens. Foi quando toda a violência física ocorreu. Minha tia era mais forte e conseguiu fugir, mas minha mãe não conseguiu e foi violentada por mais de um homem. Somos tão parecidas fisicamente que ela mesmo lamenta o fato de nem sequer saber qual deles é meu pai.

Naquela época as coisas não eram bem explicadas – em sua maioria, eram omitidas. Minha mãe não contou a ninguém o ocorrido, pois, além da vergonha, ela ainda se sentia mortificada de medo de que não acreditassem nela. Ela era tão inocente que nem sabia que estava grávida, nem foi atrás de justiça, apenas se fechou. E quando a barriga ficou impossível de disfarçar, ela não pôde mais negar e outra vez passou por mais humilhação. Teve que sair de casa às pressas, pois meu avô queria matá-la. Eu não acho que, para ela, seguir a gravidez foi uma escolha, ela não entendia o que estava acontecendo e só teve essa opção.

Essa história afetou minha vida e a relação com a minha mãe por muitas razões. Ela não tinha a menor estrutura emocional de ter um filho sob aquelas condições e naquela idade. E eu nunca me senti desejada. Minha infância ficou quebrada e minha vida, incompleta. Só soube dessa história quando tinha 11 anos. Até então, ela dizia que meu pai havia morrido num acidente enquanto ela estava grávida, o que eu sempre achei estranho, pois nunca havia visto uma foto ou algum registro de que ele realmente existira.

Minha infância ficou incompleta porque me faltou a figura paterna, minha mãe era instável emocionalmente, me senti enganada e não consegui assimilar quando ela me contou a minha origem. Me sentia humilhada quando via minhas amigas com seus pais num lar ajustado.

Sentia raiva da minha mãe porque ela me teve sem ter me desejado, embora existisse o respeito por saber que ela nunca deixou nada me faltar e sempre fez o possível para que eu crescesse com dignidade, tivesse uma boa educação e nada me faltasse.

Sempre tive o sentimento de que ela se importava comigo, mas não me amava… E até hoje tenho este sentimento, mas hoje é mais compreensível porque, com o tempo, adquiri maturidade para entender o quanto isso foi danoso e o quanto deve ter sido difícil para ela ter que conviver com o fantasma de um ato bárbaro. É muito difícil lidar com a dor da rejeição, ela nos deixa realmente miseráveis… E mesmo que você tente se agarrar a seu orgulho, esbravejar que está tudo bem e ser indiferente a situação, não tem como: aquilo está ali, é a realidade da sua vida e você precisa aceitar.

Acho que nesse caso é visível que a ignorância gerou tudo isso. Se ela tivesse mais abertura em casa e direito de expressão, mais compreensão da parte dos pais, nada disso teria acontecido.
Não sei se cabe dizer que ela poderia ter escolhido interromper a gravidez, pois acredito que ela nem se quer sabia que isso era possível naquela altura. E também sei que no fundo ela não se arrependeu, porque não fui uma filha ruim e nunca dei trabalho ou fiz algo que pudesse fazer com que ela se arrependesse de eu ter nascido. Pelo contrário, minha chegada na família foi recebida com muito amor, inclusive meu avô aceitou e foi um pai para mim. Quem me criou foram meus avós, minha mãe teve mais um papel de provedora, pois sempre trabalhou muito para garantir que nada me faltasse.

Acho apenas que ela deveria ter se empenhado mais em achar estes bandidos, mas, ao mesmo tempo, acredito que ela estava muito fragilizada naquele momento e não tinha condições de lutar por nada além da nossa sobrevivência. E devo confessar que sou uma pessoa de sorte, pois não tive um pré-natal e nasci muito saudável.


Acho esse projeto de lei um grande equívoco. Acredito que as mulheres deveriam ter suporte financeiro e emocional do governo para tomarem a decisão que melhor fosse conveniente a elas, especialmente num caso de estupro, em que deveria ser totalmente amparada e ter o direito de escolha de continuar ou interromper a gravidez. Não se trata apenas de receber uma esmola do governo, vai muito além disso… 


A FAVOR DO ABORTO


Por ser fruto de um estupro, me sinto até mesmo no direito moral de ser a favor do aborto. Eu sei o quanto foi horrível e quantas vezes desejei não ter nascido, pois acredito que a vida da minha mãe teria sido muito melhor se isso não tivesse acontecido. Ela teria tido mais tempo para concluir os estudos, fazer coisas que uma jovem da idade dela faria se não tivesse um filho nos braços. Ela não teria passado pela dor da reprovação, pela humilhação que passou e teria muito mais chance de ter formado uma família e ter um lar ajustado. Demorou muitos anos até que ela conseguisse (eu já era adolescente quando ela conheceu uma pessoa, com qual ela já está há 12 anos e tem outra filha). Ela também acabou de se formar em Direito, aos 47 anos de idade. Acho muito mais digno interromper uma gravidez indesejada do que colocar uma criança no mundo para sofrer e passar necessidades.

Eu fiquei extremamente sequelada, e não sinto a menor vontade de ser mãe. Não acredito que poderei ser boa o suficiente. Me sinto extremamente insegura e tenho muita resistência ao assunto. Sempre digo que só terei um filho se algum dia estiver em uma relação estável com alguém que queira muito, que me passe essa segurança.


O QUE PODEMOS FAZER


Eu acho que falta promover a igualdade, no sentido de que nós, mulheres, tenhamos autonomia sobre nossos próprios corpos e que possamos decidir por nós mesmas como ter um filho afetará nossas vidas e a da criança inocente. Sem interferência de religião, a mulher necessita ter esse direito e centros de apoio moral e psicológico. Vamos supor que homens pudessem engravidar, vocês acham que o aborto já não estaria legalizado?

Leis como essa são criadas, pois vivemos num mundo cheio de pessoas ignorantes e incapazes de pensar no dano que um estupro causa à história de uma pessoa.

Devemos promover discussões saudáveis e positivas sobre o assunto em um aspecto geral, derrubar dogmas e aumentar a consciência de um assunto que é importante na vida de muitas pessoas. Trabalhar com comunidades locais oferecendo suporte psicológico, oferecer uma plataforma neutra onde a mulher tenha espaço, sem ser julgada, e analisar realisticamente os prós e contras da gravidez. E que a mulher possa fazer sua própria decisão.

Fonte: Olga

terça-feira, 11 de junho de 2013

Trinta sites para baixar músicas gratuitamente


Lista com 30 sites internacionais para se ouvir e baixar música de maneira fácil, legal e gratuita. 
  1. The Internet Archive – O site que tem a proposta de organizar a web inclui em sua lista uma seleção com mais de 150 mil itens, entre músicas, podcasts e livros em áudio, licenciadas com Creative Commons. 
  2. Jamendo – Oferece links diretos para a música ou download via torrent. Com mais de 110 mil músicas o site está disponível em oito línguas diferentes, incluindo português. 
  3. Epitonic – É o lugar para baixar tudo de uma vez. Com diversas seleções sugeridas diariamente, você faz o download de maneira simples. 
  4. Fat Wreck Chords - Para os amantes de música punk o site é recheado dos clássicos. 
  5. Stereokiller – Muitos usuários dizem que é uma versão melhorada do MySpacededicado ao punk, ao hardcore e ao metal. Lá você encontra mais de 32 mil músicas, 43 mil bandas e um acervo com 9 mil críticas de álbuns. 
  6. Anti’s - Com o slogan: “Verdadeiros artistas criando grandes gravações em seus próprios termos.” (tradução livre) o site dispõe de um acervo com nomes como Michael Franti, Spearhead, Graffin Greg, Nick Cave e Billy Bragg. 
  7. 3hive – Um blog com navegação agradável que publica resenhas sobre as músicas e as disponibilizam em formato MP3. 
  8. itsfreedownloads – Para os usuários do iTunes é uma excelente opção para baixar músicas gratuitas de maneira legal. 
  9. mp3.com - Mais de 1 milhão de downloads de música gratuitos. Comece a explorar agora. 
  10. Purevolume.com – Seu forte é o streaming de música, mas também há uma grande opção de downloads. Busque pela organizada caixa de pesquisa ou navegue pelas categorias do site. 
  11. Last.FM – A rede social mais conhecida de músicas do mundo. Você monta seleções com as músicas que ouve e baixa de acordo com sua preferência. 
  12. iSound - Oferece streaming de alguns artistas e possuí um imenso catálogo para downloads gratuitos. 
  13. We7 – Com todos os tipos de músicas, você encontrará bandas que normalmente tem que pagar para conseguir MP3 completo. 
  14. Blentwell – Um site em evolução constante que mistura toneladas de misturas de DJs divididos por gênero. 
  15. MTV – A maior televisão de música do mundo oferece, toda semana, um novo grupo de cerca de uma dúzia de downloads em uma base um tanto irregular. Uma gota no oceano, mas as músicas são totalmente legais. 
  16. Freekidsmusic.com – Um parque de diversão para quem tem criança em casa. Você encontra uma imensidão de melodias de grande qualidade para os baixinhos. 
  17. Classic Cat – Mantém uma enorme lista de MP3 clássicos disponíveis na internet. Os arquivos não são hospedados no site, mas ele reúne de uma maneira muito simples de buscar. 
  18. Spinner (AOL Music) – Durante os últimos dois anos o site disponibiliza diariamente um apanhado com diversos MP3 para download. 
  19. Hulkshare – Uma plataforma de música que presta serviços a artistas, blogs, revistas e profissionais da indústria. Enviar e compartilhar suas músicas é simples e grátis. Também há o serviço Premium que libera algumas funções especiais. 
  20. Best MP3 Links – O portal reúne uma lista com centenas de links para sites onde você legalmente pode baixar música no formato MP3 gratuitamente. Separados por categorias que variam do humor, passando por eletrônica, até músicas temas de natal. 
  21. iLike – Uma rede social que permite descobrir novas músicas com ajuda de seus amigos. Muitos artistas aderiram a rede para disponibilizar seus discos gratuitamente para download. 
  22. Altsounds – Milhares de músicas com ótima qualidade para baixar em MP3 e sair ouvindo. 
  23. bt.etree.org – Disponibiliza faixas ao vivo via streaming de artistas como Ben Harper, Jerry Garcia, Blues Traveler, Trey Anastasio entre outros. 
  24. Stereogum – Com uma navegação fácil, o site publica músicas de maneira legal desde 2006. Além de disponibilizar fotos e vídeos dos mais variados artistas que você pode incorporar em qualquer site ou blog. 
  25. Web Banda unsigned – É um lugar para bandas independentes compartilhar sua música e serem notadas. Músicas de todos os gêneros ficam disponíveis para download e o site apresenta um gráfico com um ranking das mais baixadas. 
  26. Soundclick’s – As bandas disponibilizam seus discos e os fãs baixam as faixas para ouvir, simples e prático. 
  27. Honc – “Se você ama música este é o seu site”, com este slogan o portal faz com que bandas dos mais inusitados estilos compartilhem suas músicas com o mundo. 
  28. Indie Rock Cafe – O site oferece o melhor da música indie rock music, hot new songs,rock bands, e os lançamentos de álbuns em MP3. 
  29. DMusic – Desde 1998, atualiza diariamente o ranking dos 22 melhores artistas colocando para baixar seus álbuns. 
  30. iCompositions – “Nós ajudamos os artistas a se conectar, colaborar e compartilhar suas músicas com o mundo”. É dedicado aos músicos ou aspirantes.

    Fonte: Catraca Livre

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Estado ou não Estado, eis a questão?: Anarquistas, neoliberais e Foucault!

Contardo Calligaris
Neoliberais e anarquistas têm uma paixão comum: para ambos, a liberdade do indivíduo é o valor supremo

Por definição, os anarquistas não gostam de pertencer a coletividades, comunidades e grupos. Eles têm em comum uma antipatia (se não um ódio) pelos poderes instituídos, do Estado às igrejas, passando pelas torcidas, os partidos, os clubes etc. Fora esse sentimento comum, eles preferem pensar cada um por conta própria.

Mas, embora haja mil maneiras de ser anarquista, existe uma grande distinção que talvez seja legítima.

Há os anarquistas clássicos, que a esquerda gosta de incluir em suas fileiras. Grosso modo, eles acham que o fim do Estado e de todas as igrejas (por exemplo) criará uma nova sociedade de homens livres e pares. Tradicionalmente, esses anarquistas, por serem alérgicos ao poder dos partidos e dos Estados pretensamente "revolucionários", foram usados e, no fim, massacrados por seus supostos "companheiros" comunistas e socialistas (como aconteceu na guerra da Espanha).

E há os anarquistas que são hoje chamados de anarco-capitalistas, que a direita gosta de incorporar. Os anarco-capitalistas não sonham com uma sociedade radicalmente nova, eles apostam que a economia de mercado seja capaz de se contrapor ao Estado e aos poderes instituídos, de forma a substituí-los e torná-los desnecessários.

O que se ganharia com isso? Os anarco-capitalistas acham que, em matéria de liberdade, ser consumidor é um jeito relativamente pouco custoso de ser cidadão. Isso, sobretudo nas últimas décadas, em que o consumo tende a não ser massificado. Ou seja, a ideia anarco-capitalista é que, se deixássemos o mercado regrar nossa sociedade, nossa vida seria menos controlada e regrada do que ela é agora, pelo Estado e outros poderes.

Pergunta: sem o Estado, quem nos protegeria contra os abusos do mercado? É bom não esquecer que os anarquistas, em tese, se protegem sozinhos: se você não gosta de delegar poder a uma instituição, seja ela qual for, deve estar disposto a fazer polícia e justiça com suas mãos (é por isso, aliás, que o movimento libertário dos EUA sempre será fortemente favorável à livre circulação das armas).

Fato curioso, há uma similitude entre os anarco-capitalistas e os neoliberais. Mas é melhor explicar um pouco, porque (sobretudo se formos "progressistas") nossa visão dos neoliberais é distorcida.

Os liberais clássicos, tipo Adam Smith, querem preservar a liberdade do mercado dentro de qualquer sistema político.

Para os neoliberais de hoje, o mercado poderia (ou deveria) substituir qualquer sistema de governo a ponto de torná-lo desnecessário.

Há duas maneiras de entender essa ideia. Uma consiste em pensar que os neoliberais querem nos entregar de mãos atadas às grandes corporações e à sedução de sua propaganda. A outra consiste em pensar que os neoliberais são extremamente próximos dos anarco-capitalistas: querem que o mercado nos liberte, ou melhor, imaginam que o mercado seja a forma de organização social mínima, a que controla menos a nossa vida.

Para quem se deu a pena de ler Friedrich Hayek (que talvez seja o maior pensador do neoliberalismo --vários livros em português, publicados pelo Instituto Ludwig Von Mises), a resposta que faz mais sentido é a segunda.

Ou seja, há uma séria proximidade entre neoliberais e anarco-capitalistas. Essa proximidade consiste numa paixão comum pela liberdade do indivíduo como valor que não pode nem deve ser alienado em favor de entidade coletiva alguma.

Um sociólogo francês, Geoffroy de Lagasnerie, tenta há tempos defender uma leitura atenta dos autores neoliberais (para ter uma ideia da polêmica, um artigo dele de 2011, no "Le Monde", http://migre.me/eSa0S).

Em 2012, De Lagasnerie publicou um livro crucial sobre Michel Foucault, que acaba de ser traduzido, "A Última Lição de Michel Foucault" (Três Estrelas).

O livro mostra o irrefutável: em seu último seminário ("O Nascimento da Biopolítica", Martins Fontes), Foucault (um ícone da esquerda) leu, apresentou e (pasme) levou a sério os pensadores neoliberais (Hayek, em particular). E não foi uma loucura de última hora. Ao contrário, o interesse de Foucault pelos neoliberais não deveria nos escandalizar.

Aliás, qual seria o escândalo? Aparentemente, a ideia de que, para o bem ou para o mal, o neoliberalismo é também uma grandiosa defesa da diversidade e da liberdade do indivíduo --fato que não podia deixar indiferente o maior pensador anarquista do século 20, Michel Foucault.

@ccalligaris

Fonte: Folha de SP, 6 DE JUNHO DE 2013

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Estatuto do Nascituro é uma aberração contra os direitos das mulheres! Assine contra!


A Comissão de Finanças e Tributação aprovou nesta manhã (05/06/2013) a proposta do Estatuto do Nascituro (PL 478/07), que estabelece proteção jurídica à criança que ainda vai nascer. Nascituro é o ser humano concebido, mas ainda não nascido.

O parecer aprovado, do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi pela adequação financeira e orçamentária da proposta principal e das apensadas, e também do substitutivo da Comissão de Seguridade Social e Família.

Cunha apresentou uma emenda determinando que as regras surtam efeitos financeiros a partir do primeiro dia do exercício seguinte ao da publicação da lei originada da proposta, já que o texto aprovado pela Comissão de Seguridade estabelece que, se a mãe não dispuser de meios econômicos suficientes para cuidar da vida, da saúde, do desenvolvimento e da educação da criança concebida em decorrência de estupro, o Estado arcará com os custos até que o genitor venha a ser identificado e responsabilizado por pensão ou a criança venha a ser adotada.

Tramitação
O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ser votado pelo Plenário.

Íntegra da proposta:
PL-478/2007

Agência Câmara - Originalmente publicado em http://www2.camara.leg.br/, em 05/06/2013.
Assine contra esse absurdo

O objetivo deste projeto é atribuir direitos fundamentais ao embrião, mesmo que ainda não esteja em gestação, dando-lhe o mesmo status jurídico e moral de pessoas nascidas e vivas. Ou seja, o embrião terá mais direitos que a mulher, mesmo quando for resultado de estupro.

O projeto viola diretamente os Direitos Humanos e reprodutivos das mulheres, a Constituição Federal e a lei penal vigente. Hoje, a lei não pune o aborto realizado em casos de risco de vida e de estupro. O Estatuto do Nascituro ignora a relação de causa e efeito entre a ilegalidade do aborto, os altos índices de abortos inseguros, e as altas taxas de morbidade e mortalidade materna no Brasil, e põe em risco a saúde física e mental e até mesmo a vida das mulheres.

Sua mensagem irá para os membros da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Temos pouco tempo! Assine agora e nos ajude a parar esse projeto!

Assine a petição em defesa dos direitos das mulheres brasileiras! Em alguns dias, a Câmara dos Deputados pode aprovar uma lei que vai piorar muito a situação das mulheres no Brasil: o Estatuto do Nascituro (PL 478/2007). Entre outros absurdos, o projeto prevê que o Estado uma espécie de "bolsa-estupro" às mulheres que engravidarem de um estupro, e dá direito de paternidade ao estuprador.

Clique aqui para assinar

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Dia das Prostitutas: Ministro Padilha pede desculpa a Marco Feliciano

Gravataí Merengue
Depois dizem que o problema do Brasil é só a esquerda bolivariana bananeira. E a conservalha e suas ideias medievais, tão antidemocráticas como as dos ditos socialistas? Estamos bem servidos aqui, com o que há de pior na história política brasileira em conluio para roubar a nós todos e manter o país no mais completo atraso. Gravataí Merengue, do site Implicante, mostra as conexões criminosas entre o petismo e os piores fundamentalistas religiosos do país no causo da campanha contra AIDS que tinha prostitutas como foco. 

O Ministro da Saúde correu ligar para o pastor-cantor (e aliado) desculpando-se pela frase "sou feliz sendo prostituta" de uma propaganda do ministério.


A manchete parece louca ou até sacana, mas é vergonhosamente verdadeira: o Ministério da Saúde, do qual Padilha é titular, publicou propagandas por conta do Dia da Prostituta, sendo que uma delas dizia “sou feliz sendo prostituta”. Claro que gerou polêmica, como vocês podem ver aqui.

E o que faz o Ministro? O que qualquer um (de rabo preso com a bancada evangélica radical) faria: pediu DESCULPAS a Marco Feliciano. Sim, isso mesmo, AQUELE Marco Feliciano, que os petistas fingem não gostar nas redes sociais, mas do qual dependem para suas alianças eleitorais. Confiram aqui e na imagem abaixo:
feliciano padilha  Dia das Prostitutas: Ministro Padilha pede desculpa a Marco Feliciano
O pastor e aliado agradece pelo carinho do ministro petista.
Guarde com carinho esse post, porque no ano que vem os petistas farão campanha dizendo que o adversário (seja quem for) apela para radicalismo religioso. É a mesma mentira de sempre, agora com uma rara (parecia impossível!) prova MATERIAL de quem leva a campanha para esse lado e, mais ainda, enfurna em cargos públicos os evangélicos mais radicais (valendo lembrar que Crivella, nada menos que sobrinho de Edir Macedo, é Ministro da Pesca – acreditem, é verdade).

Essa coisa de fazer propaganda ou cartilha é um truque velho: escalões inferiores preparam material “polêmico”, de modo a agradar a militância e/ou municiar os setoriais do partido da área respectiva, para que alardeiem as iniciativas em prol da causa por parte do governo. Daí acontece o óbvio e previsível bafafá e alguém lá de cima atropela tudo, selando as pazes com setores conservadores – cabendo à militância setorizada dizer que os avanços vêm com o tempo tal e coisa.

De todo modo, guardem isso. Será útil em 2014 quando o amiguinho petista vier encher o saco falando em Estado Laico ou dizendo que os outros apelam para isso e aquilo. Quem apela são eles, que ainda por cima ligam para pedir desculpas a Marco Feliciano – que, afinal de contas, é um aliado.

ps – acha que é PÔKA ZUÊRA? Pois já estavam comprometidos – veja aqui.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Democracias meramente formais afastadas dos seus valores substantivos!

Gustavo Binenbojm
Demorou-se muito para construir e afirmar a democracia no Brasil, bem como na América Latina. Mas parece que ela está em constante ameaça. Por aqui, fatos como a tentativa de aprovação da PEC 33/2011, do deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), que subordina determinadas decisões do Supremo Tribunal Federal ao Congresso Nacional e a implementação da PEC 37/2011, de autoria do deputado Lourival Mendes (PTdoB-MA), que pretende tirar poderes de investigação do Ministério Público. Na Venezuela, restrições explícitas à liberdade de imprensa. Na Argentina, a presidente Cristina Kirchner tem a intenção de promover uma reforma constitucional visando sua terceira eleição consecutiva, em 2015, sem falar da a pretensão de reformar o Judiciário a fim controlar os juízes, bem como sua independência, além das investidas contra a imprensa naquele país, agora com o objetivo de controlar a maior empresa de fornecimento de papel, a Papel Prensa. Em entrevista exclusiva, Gustavo Binenbojm, que é advogado, professor da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e especialista do Instituto Millenium, comenta os movimentos de ataque à democracia. Binenbojm acredita que os últimos acontecimentos na América Latina denotam que há sinais claros de ameaça às instituições. “Em alguns casos, penso que estamos diante de democracias meramente formais, gradativamente afastadas dos seus valores substantivos”.
Imil: Professor, alguma coisa está fora da ordem?
Gustavo Binenbojm -
 A sociedade brasileira precisa consolidar a noção de que os valores democráticos são uma espécie de consenso sobreposto às eventuais divergências próprias da vida política. Em outras palavras, tais valores não devem ser objeto de negociação no varejo das miudezas políticas, já que são condições estruturantes do próprio estado democrático de direito. Assim, os direitos fundamentais dos cidadãos e as regras do jogo democrático não devem estar ao alcance de maiorias políticas ocasionais, devendo ser preservados e protegidos por um poder Judiciário independente. A chamada PEC dos freios e contrapesos é um exemplo eloquente de como a política que atende a interesses de grupos ou facções pode comprometer as conquistas da democracia no médio e longo prazos. No contexto e formato como foi proposta, a mudança comprometeria seriamente o sistema de controle de constitucionalidade brasileiro e colocaria em risco a efetividade da própria Constituição. De igual modo, atentados à liberdade da imprensa costumam partir de grupos insatisfeitos com determinados meios de comunicação específicos. Não se pode, a pretexto de combater desvios de alguns, comprometer a liberdade de imprensa, que é um valor de todos. No caso brasileiro, o Supremo Tribunal Federal tem sido, e continuará a ser, um árbitro competente dos conflitos políticos entre Poderes e entre unidades da federação, zelando pela preservação dos valores que constituem o cerne do regime democrático.
Imil – O senhor acredita que esses movimentos configuram séria ameaça às instituições?
Binenbojm -
 Eu certamente acho que há sinais claros, em determinados países da América Latina, de ameaças à democracia. Em alguns casos, penso que estamos diante de democracias meramente formais, gradativamente afastadas dos seus valores substantivos.
Imil – Os últimos acontecimentos nos dão a ideia de que a falta de respeito às leis, normas e instituições fazem parte da democracia, podem ser tratadas com mais flexibilidade, no qual tudo é permitido, pois afinal vivemos em uma democracia. O que o senhor pensa sobre isso?
Binenbojm -
 Embora vulgarmente identificada com a regra da maioria, a democracia envolve respeito a direitos e a regras de funcionamento preestabelecidas, sobretudo aos direitos das minorias. Somente nas sociedades onde as instituições funcionam de forma plena e independente é possível falar-se em democracia, pois são as instituições as zeladoras desses valores superiores às disputas políticas e eleitorais de ocasião.
Imil – A sociedade é omissa? Como podemos mudar este cenário?
Binenbojm -
 Embora haja muito o que atribuir à tradição patrimonialista da nossa colonização de exploração, não considero boa a opção de culpar eternamente os nossos antepassados pelos nossos erros presentes e futuros. O determinismo histórico é uma crença que só serve à causa da manutenção do status quo. Prefiro encarar o Brasil como um conjunto de oportunidades de construção de uma sociedade aberta, pluralista e próspera. Precisamos assumir a responsabilidade de tomar as decisões certas hoje para que as oportunidades não sejam desperdiçadas. Resgatar a dignidade da vida política brasileira, por via de uma reforma no nosso sistema político, partidário e eleitoral, é uma dessas decisões prioritárias.

Fonte: IMIL

terça-feira, 4 de junho de 2013

Esquerda e direita se unem numa coisa: nunca são culpados e nunca pagam a conta, como os usineiros.


Mais um bom texto de Jabor. Destaco:

A esquerda sonha com o "futuro". A direita sonha com o "mercado futuro".
A esquerda é contra a social democracia - deu em Hitler. A direita é contra a social democracia - deu em Hitler.
Esquerda e direita se unem numa coisa: nunca são culpados e nunca pagam a conta, como os usineiros.

O militante imaginário

Arnaldo Jabor 

O Brasil está infestado de 'militantes imaginários'. Mas, o que é um "militante imaginário"? (Ouvi essa expressão do José Arthur Gianotti - na mosca. Já escrevi sobre isso e volto). O militante imaginário (MI) é encontrado em universidades, igrejas, conventos, jornais, bares. O militante imaginário é um revolucionário que não faz nada pelo bem do povo; ele se julga em ação, só que não se mexe. A revolução imaginária não tem armas, nem sangue, nem dificuldades estratégicas, nem soldados. Trata-se apenas de um desejo ou de ignorantes ou de pequenos burgueses que sonham com uma vitória sem lutas. É uma florescência romântica, poética que nos espera numa 'parusia' (Google, gente boa) ao fim da história.

O militante imaginário precisa de algo que ilumine sua vida, uma fé, como os evangélicos - o 'bem' de um futuro, o bem de uma sigla, de um slogan. Pensando assim, tudo lhe é permitido e perdoado. "Sou de esquerda" - berra o publicitário, o agiota, o lobista. É tão prático... O grande poeta Ferreira Gullar, ex-exilado, perseguido na ditadura, foi dar uma palestra na USP e ficou perplexo com a obviedade ideológica dos jovens, como se estivéssemos ainda na chegada de Fidel a Havana. Tudo comuna. Ser 'de esquerda' dá um charme extra a ignorantes de politica. Não há mais esquerda e direita; certo seria falar em 'progressistas e reacionários'. Com essa dualidade antiga, o PT é 'de direita'. Mas o MI não quer saber disso - continua sonhando com o surgimento mágico de Lula, com seu dedinho cortado.

A revolução do imaginário militante é uma herança modernista que ficou, desde a coragem de barbudos de Cuba, dos Panteras Negras, dos vietcongues. Nós, no Brasil, amantes do gesto abstrato, inventamos a "revolução cordial". Preferimos o mundo da teoria. A realidade atrapalha, com suas vielas, esgotos e becos sem saída. Bem ou mal, um militante do PT trabalha, luta por seus ideais delirantes. Mas o militante imaginário é o revolucionário que não gosta de acordar cedo. É muito chato ir para a porta da fabrica panfletar. Militantes imaginários espalham-se pelo país torcendo por uma 'esquerda' como por um time. Isso garante-lhes um charme de revolta, de serem 'contra o Sistema'. Os jovens por exemplo preferem o maniqueísmo de uma 'esquerda' que desconhecem às complicadas equações para entender o mundo atual. (A propósito, não percam na internet o manifesto a favor da Coreia do Norte no site do PC do B. É caso de hospício).

O militante imaginário é uma variante do "patrulheiro ideológico". Só que o patrulheiro vigia a liberdade dos outros. O militante imaginário só pensa em si - para ele, todos somos burgueses, malvados, contra o bem. Ele nem nos dá a esmola de uma crítica. Ele sorri de nossos argumentos, olhando-nos, superior, complacente com nossa 'alienação'.

O militante imaginário (MI) tem uma espécie de saudade. Saudade de um mundo que já foi bom. Só que ninguém sabe dizer quando o mundo foi bom. Quando o mundo foi bom? Durante a guerra de 14, no stalinismo, nos anos 40, quando? O MI tem saudade de um tempo quando se achava que o mundo "poderia" ser bom; é a saudade de uma saudade.

Muitos pensam que são 'marxistas'. Não são. São restos de um mal entendimento da herança de Hegel, que nos brindou com as "contradições negativas", ou seja, o erro é apenas o inevitável caminho para uma vitória futura do Espírito. Quanto mais erro houver, mais comprovação de sucesso; quanto mais derrota, mais brilha a solidão da esperança.

Não me esqueço de um debate do grande intelectual liberal José Guilherme Merquior com dois marxistas sérios e sinceros. Eles faziam "autocrítica" de todos os erros sucessivos do socialismo real: 1956 na Hungria foi um erro, 1968 em Praga foi um erro, terrível a matança de Pol Pot no Camboja, na revolução cultural da China, 64 e 68 foram duas subestimações do inimigo. E concluíram: continuaremos tentando, chegaremos lá. Merquior atalhou na hora: "Mas, por que vocês não desistem?". É isso. Mesmo com todas as evidências de ilusões perdidas, os militantes produzem mais fé - como evangélicos. Não são de partido algum, mas com sua torcida ridícula, desinformada, ajudam a eleição dos velhos bolcheviques tropicais.

O MI não quer a vitória, pois seria o fim do sonho e o inicio de um inferno administrativo. Já pensou? Ter de trabalhar na revolução? O militante imaginário detesta contas, balanços, safras de grãos, estatísticas, tudo que interessa à chamada 'direita' concreta. Por isso, ela ganha sempre. A esquerda tem "princípios" e "fins". Mas a direita tem "meios"; a direita é um fim em si mesma. A esquerda é idealista, franco-alemã. A direita é "materialista histórica".

A esquerda sonha com o "futuro". A direita sonha com o "mercado futuro".

A esquerda é contra a social democracia - deu em Hitler. A direita é contra a social democracia - deu em Hitler.

Esquerda e direita se unem numa coisa: nunca são culpados e nunca pagam a conta, como os usineiros.

Estamos vivendo um momento histórico gravíssimo. Estão ameaçadas todas as realizações do governo de FHC, que modernizou institucionalmente o país, enquanto pôde, sob a mais brutal oposição do PT. Seus líderes diziam: "Se o Fernando Henrique for pela ajuda a criancinhas com câncer, temos de ser contra". As obras do medíocre PAC estão todas atrasadas, as concessões à iniciativa privada são lentas e aleijadas, a inflação está voltando, os gastos públicos subiram 20% e os investimentos caem, o estimulo ao consumo em vez do estimulo à produção vai produzir a catástrofe, e tem muita gente da própria "esquerda" querendo que a Dilma se ferre para a volta do mais nefasto homem do país: o Lula.

Não É possível que homens inteligentes não vejam este óbvio uivante, ululante.

Mas qual intelectual ou artista famoso teria coragem, peito, cu, para denunciar isso publicamente? Quem?

É melhor ficarem quietos e não se comprometerem. O mito da esquerda impede que se pense o país, trava a análise crítica.

Deus vai castigá-los.

Fonte: O Estado de São Paulo, ESP, 04/06/2013

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Jabor: ou lutar contra a PEC 37 ou nunca mais poder conter a roubalheira!

Segue notícia de hoje sobre a fala do Jabor na CBN e o áudio correspondente. Merece de fato a atenção de todos. 

"Amigos das redes sociais, lutem contra a PEC 37 ou nunca mais poderão conter a roubalheira", afirma Jabor

por Lígia Ferreira (analista de sócio-mecanismos)

Em emissão da Rádio CBN, Arnaldo Jabor classificou a PEC 37, a qual será votada em 26 de junho, como "um dos piores perigos para a democracia no Brasil", que impediria a investigação e a punição de "toda essa epopeia de vagabundagem e roubalheira que infesta o Congresso do país". Foi alarmista: "Se aprovada, o pior pode acontecer, estamos na rota do fracasso histórico".

Citou ainda o objetivo de impedir o Ministério Público de responsabilizar agentes do Estado por negligência e incompetência, além de impedir o congelamento dos bens dos malfeitores. "Há uma união nacional de canalhas em torno dessa emenda", enfatizou. "Querem criar o paraíso da roubalheira, os canalhas poderão roubar e proibir investigações, seria o paraíso da roubalheira".

"É essencial que o pessoal das redes sociais, de movimentos fichas limpas e contra a corrupção se mobilizem desde já, se não passa. Eu de minha parte, vou falar desde já até o dia 26. Certamente a votação será secreta, para manter os criminosos no escurinho, mas vou nomear cada um dos arquitetos dessa lei. O movimento tem de começar já, por favor, amigos ouvintes das redes sociais, isso é mais importante que xingar o Feliciano ou se espantar com a imagem assustadora de Renan Calheiros na Presidência da República. É agora ou nunca".

Leia mais sobre a PEC 37 clicando aqui.

Fonte: Folha Política

sexta-feira, 31 de maio de 2013

A formação dos médicos cubanos e os moldes de sua exportação para países compañeros

Em cada 140 médicos cubanos 10 paramilitares
Qualquer pessoa minimamente informada sabe que a tal saúde exemplar da ilha cubana é apenas mito. Sabe também que os médicos cubanos exportados para o exterior têm formação precária e seus salários em boa parte confiscados pelo regime comunista, além de viajar acompanhados de agentes da polícia política castrista,

Abaixo texto do jornalista Sandro Vaia relata a história de um desses médicos e de como ele se safou das garras de seus algozes. Aponta também o que aguarda o Brasil com a importação desses "médicos" se não passarem pelo exame de revalidação de seus diplomas pelo Conselho Federal de Medicina. Deixo ainda vídeo com a fala do deputado federal Luiz Henrique Mandetta, que é também médico, sobre o tema. Vale a audiência!

História de um médico cubano

O Dr. Gilberto Velazco nasceu em 1980 em Havana e recebeu seu diploma de médico em 15 de julho de 2005.
No depoimento que me deu por e-mail e por telefone, disse que a sua graduação foi antecipada em um ano depois de uma “formação crítica e gravemente ruim”, excessivamente teórica, feita através de livros desatualizados, velhos, rasgados, faltando páginas, além de “uma forte doutrinação política”.

No hospital onde fez residência havia apenas dois aparelhos de raio X para atender todas as ocorrências noturnas de Havana e não dispunha sequer de reagentes para exames de glicemia.

Pouco adiantava prescrever remédios para os pacientes porque a maioria deles não estava disponível nas farmácias.

A situação médica no país é tão precária que Cuba está vivendo atualmente uma epidemia inédita de cólera e dengue.

Em 2 de fevereiro de 2006 foi enviado à Bolívia numa Brigada Médica de 140 integrantes -14 grupos de 10 médicos cada - que iria socorrer vítimas de inundações que nunca chegou a ver.

No voo entre Cuba e a Bolívia conversou sobre assuntos médicos com o vizinho de poltrona e descobriu que ele não era médico, mas provavelmente oficial de inteligência cubana. Calcula que em cada 140 médicos 10 eram paramilitares.

Na Bolívia, onde lhe disseram que iria permanecer por 3 meses, ficou sabendo que deveria ficar no mínimo por 2 anos, recebendo 100 dólares de salário por mês e que a família receberia 50 dólares em Cuba - quantia que, segundo ele, nunca foi paga.

Viveu e trabalhou em Santa Cruz de la Sierra e em Porto Suarez, na fronteira com o Brasil.

Todos os componentes da Brigada recebiam um draconiano regulamento disciplinar de 12 páginas, dividido em 11 capítulos, que fixava desde horários e requisitos para permissões de saída até regras para relações amorosas com nativos e punia contatos com eventuais desertores.

Os médicos verdadeiros eram vigiados pelos falsos médicos que, segundo Gilberto, andavam com muito dinheiro e armas. Ainda assim, o Dr. Gilberto, em 29 de março de 2006, conseguiu pedir formalmente asilo político à Polícia Federal em Corumbá e foi enviado a São Paulo, onde ficou 11 meses.

Pediu à Polícia Federal a regularização de sua situação para poder fazer os Testes de Revalidação Médica exigidos pelo Conselho Federal de Medicina, mas o pedido de asilo foi negado.

Como o prazo de refúgio concedido pelo Conare - Comitê Nacional para os Refugiados - terminava em fevereiro de 2007, pediu asilo aos EUA no consulado de São Paulo, e em 2 de janeiro de 2007 viajou para Miami, Flórida, onde vive agora.

A família do Dr. Gilberto foi penalizada por sua deserção com 3 anos de proibição de viagem ao exterior, mas atualmente vive com ele na Flórida.

Ele trabalhou para uma empresa internacional de seguros de saúde, onde chegou a receber 50 mil dólares anuais, e atualmente está estudando para concluir os exames de revalidação de seu diploma médico nos EUA.

Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez. E.mail: svaia@uol.com.br

Fonte: Blog do Noblat

quinta-feira, 30 de maio de 2013

O Pagador de Promessas e outros filmes brasileiros para ver online


O canal do youtube criado por Eduardo Carli de Moraes surpreendeu os navegantes da web nos últimos tempos com 80 filmes brasileiros completos para assistir online. Agora, vai surpreender ainda mais já que foram disponibilizados 169 filmes ao todo – totalmente gratuitos.

Filmes bons, raros, clássicos e necessários estão na lista: “O Cheiro do Ralo”, “O Bandido da Luz Vermelha”, “Cidade Baixa”, “Vidas Secas”, “Estamira”, “A Festa da Menina Morta”, “Batismo de Sangue”, entre muitos outros.

Aproveite para conectar seu computador na sua televisão para aproveitar os longas. Para isso, descubra qual é o tipo de saída do seu pc para o vídeo. Existem cinco delas: HDMI, DVI, S-VIDEO, S-VIDEO (com capacidade de Vídeo Componente) e VGA.

Agora é só preparar baldes e baldes de pipoca, se esparramar no sofá e dar play neste link. Bom filme. Ou melhor, bons filmes.

Fonte: Catraca Livre

Compartilhe

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites