8 de Março:

A origem revisitada do Dia Internacional da Mulher

Mulheres samurais

no Japão medieval

Quando Deus era mulher:

sociedades mais pacíficas e participativas

Aserá,

a esposa de Deus que foi apagada da História

domingo, 20 de agosto de 2023

Toda vez que o futebol feminino aparece o macho brasileiro enlouquece (Copa 2023)

A Espanha ganhou a Copa do Mundo Feminina 2023

Toda vez que o futebol feminino aparece o macho brasileiro enlouquece. Não é questão simplesmente de dizer não gosto. É uma necessidade de desqualificar as jogadoras que só Freud explica. Não só ele, eu também tenho uma explicaçãozinha para dar.

O futebol é para os homens um ritual de virilidade, a chance de poderem ser homoafetivos sem serem homossexuais. Muitas fotos de futebol masculino mostram jogadores se encoxando e até pegando nas respectivas malas. Não, não é exagero meu, eu vi várias dessas imagens.
Boa parte das jogadoras de futebol é lésbica, mas não se vê 
esse tipo de apalpação no futebol feminino
O fato é que, apesar dos xingamentos homofóbicos, talvez porque um jogador gay explicite o que a maioria esconde, o futebol masculino é o festival da broderagem, um poderoso viagra. Então, o futebol feminino vira um insulto a esse clube do bolinha, uma espécie de disfunção erétil.

Mas isso é particularmente ridículo quando a gente lembra que a ainda maior potência do mundo, os EUA, é o país do futebol...feminino. Lá o show de broderagem fica por conta do futebol americano, aquela pega pra capar pros caras levarem a bola para o final do campo adversário (sei lá!).

Esse futebol que o homem brasileiro considera patente dos machos, nos EUA, é coisa de mulher. Maioria das mulheres que joga futebol estão por lá. Desde menininhas começam a jogar e continuam jogando pelas high schools e universidades, muitas se profissionalizando.

O soccer masculino diz-se que só agora está tendo mais público por causa da grande presença hispânica no país, mas de forma nenhuma é uma tradição. Então, esportes não são inerentes a sexo x ou y, embora, claro, devam ser adaptados às diferenças físicas entre os sexos em algumas circunstâncias.

Aqui no Brasil o futebol feminino foi proibido até 1983 e seu desenvolvimento não pode ser comparado ao masculino que os homens praticam desde sempre e pelo qual são altamente remunerados. Particularmente não costumo acompanhar esportes a não ser em competições internacionais, embora tenha tido uma namorada fanática por futebol.

Eu mesma acho um esporte chatinho porque podem se passar 90 minutos sem se ver um ponto sendo feito e, pior, sem nem muitas tentativas a gol. Só quando os times estão muito motivados, geralmente em copas, por exemplo, a coisa se anima. Então, não sou expert no esporte e não consigo ver grandes diferenças entre o futebol feminino e masculino, fora as diferenças inerentes a cada sexo. Mas em discurso sexista sou perita e acho q os brothers deviam disfarçar um pouco o despeito porque tá feio demais. 

Nota de último tempo: A Copa do Mundo Feminina 2023, na Austrália e Nova Zelândia, foi a maior de todas e levou a anfitriã Austrália à maior torcida já vista pelo futebol feminino. O país inteiro se uniu para torcer pelas Matildas a seleção local, que infelizmente não foram para a final. E a rainha da Espanha, país vencedor, foi pessoalmente cumprimentar as jogadoras vencedoras de seu país. Manés brasileiros, chupem. O futebol feminino venceu.

Ver aqui Porque os EUA são o país referência do futebol feminino

Ver aqui o jogo final Espanha x Inglaterra

Compartilhe

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites