8 de Março:

A origem revisitada do Dia Internacional da Mulher

Mulheres samurais

no Japão medieval

Quando Deus era mulher:

sociedades mais pacíficas e participativas

Aserá,

a esposa de Deus que foi apagada da História

quarta-feira, 3 de março de 2010

Impressões sobre o I Fórum Democracia e Liberdade de Expressão!















Participei na segunda-feira, dia 01/03, do I Fórum Democracia e Liberdade de Expressão (recebi uma inscrição de cortesia) e perdi apenas o início do evento, que começava às 8:30, pois segunda é rodízio do meu carro e só pude chegar às 11:30 ao Golden Tulip Plaza Hotel (local do simpósio). Infelizmente, não peguei a fala dos convidados estrangeiros e do Demétrio Magnoli, que queria muito ter visto. Aguardo o vídeo no site do Instituto Millenium para me inteirar das primeiras falas também. O vídeo de abertura do evento com Roberto Civita, da editora Abril, já está disponível no site referido.

Mas, enfim, vi 85% do evento e achei a iniciativa para lá de louvável principalmente nesse momento tão angustiante em que nos vemos às voltas com ameaças à democracia a bordo da nau dos insensatos governada por Lula e seu partido de origem. Gostei da maioria das falas, quase unânimes em apontar os perigos que corre a ordem democrática na mira das estrovengas autoritárias das Confecoms e sobretudo do PNDH-3 (Programa Nacional dos Direitos Humanos-3).

Gostei particularmente da fala de Arnaldo Jabor que disse que precisamos sair das abstrações e partir para ações concretas de prevenção dos avanços autoritários, que precisamos sair da defensiva e partir para a ofensiva. Gostei também da fala do Marcelo Madureira (Casseta & Planeta) quando disse que não podia crer estar vivendo de novo – depois de apenas 25 anos do fim da ditadura militar – esse clima de sufoco em relação às liberdades democráticas, com episódios de censura pipocando por todo lado. Veja entrevista do Marcelo para a TV Estadão.

Sinto o mesmo que ele porque é fato. Um dos palestrantes – cujo nome agora me falha a memória, depois retifico o texto – contou a hilária história de uma ONG de aleitamento materno que conseguiu aprovar um projeto proibindo propaganda de chupeta, pois as chupetas iriam contra a nobre arte de dar de mamar. O CONAR, após reclamação da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, como relatei em postagem abaixo, decidiu proibir a veiculação do spot de lançamento da cerveja Devassa, acusada de desrespeitar às mulheres. Eu mesma, recentemente (depois vou contar a história), fui censurada, num blog para o qual fui convidada a escrever, por contrariar as opiniões da blogueira-dona a respeito da tal Comissão da Verdade (que coisa mais orwelliana) de apoiadores do governo, que quer acabar com a anistia aos repressores da época da ditadura militar, e por me posicionar contrária ao famigerado Programa Nacional de Direitos Humanos-3.

Para dar uma idéia da razão de minhas posições, basta ver que os que reivindicam a punição dos militares, que torturaram presos políticos durante o período militar, são os mesmos apoiadores da ditadura castrista que, agorinha, torturou e matou mais um dissidente político em seus porões sombrios. Com raras exceções, não ouvi um pio sequer das ditas organizações brasileiras dos “direitos humanos” sobre o caso. Nem o Tortura Nunca Mais se pronunciou nem ninguém mais da turminha que quer revanche contra os militares que a combateram no passado. Como se diz jocosamente, esse pessoal defende é os direitos dos manos, não os direitos humanos. Seu discurso é eivado da mais nauseante hipocrisia, cheio de dois pesos e duas medidas. Por isso, eu não o endosso, eu não o compro.

Enfim, mais do que simplesmente atos de censura explícita, o que existe é uma guerra, pela hegemonia do pensamento social e cultural, sendo travada em todos os cantos do país. Esse é o Zeitgeist do momento, o espírito do tempo, o clima intelectual e cultural do Brasil desse fim de era Lula que esperamos não tenha continuidade. Não por menos, em uma das mesas, todos os palestrantes, um que se revelou social-democrata (Marcelo Madureira), outro de direita (Reinaldo Azevedo) e um terceiro que não se identificou politicamente (Roberto Romano), afirmaram a necessidade da criação de um partido de direita, ainda que – como disse Romano, não venha a fazer parte dele. E eu acrescento: não só de direita mas de quaisquer outras forças realmente democráticas para fazer frente a maré vermelha autoritária.

A única coisa que não gostei no evento foi a participação de Antonio Palloci, deputado pelo PT, aquele mesmo do caso Francenildo. O Ministro da Comunicação, Hélio Costa, até se entende pela pasta que ocupa e o temário do evento, mas a presença de Palloci foi difícil de entender e de deglutir, ainda que o dito tenha se posicionando contrário ao controle social da imprensa proposto pelos PNDH-3, Confecom, etc. E quem leva a sério, não? Palloci veio em substituição a Fernando Gabeira que não pode participar. Melhor que a mesa tivesse ficado só com duas pessoas do que ter contado com a seleta presença de Palloci.

No mais, chamou a atenção, de quem entrava no hotel para o evento, as cerca de 20 pessoas, de várias organizações...rsss, que, vestidas com o uniforme de trabalho, protestavam contra o Fórum, dizendo-se discriminados por causa do preço da inscrição (como já disse, quem demonstrou interesse no evento, junto ao Instituto Millenium, e não podia pagar, recebeu inscrições de cortesia). Esses manifestantes não estavam interessados no evento da mídia de direita; estavam apenas a fim de marcar posição e chamar a atenção da imprensa, essa mesma que eles querem controlar. 

No banheiro próximo ao auditório do evento, logo que cheguei, troquei umas palavras com uma camerawoman, uma mulher negra retinta (que à primeira vista bem poderia estar do lado de fora "protestando"), iniciando com ela um papo sobre a interminável chuva que assolava São Paulo, ao qual ela foi logo acrescentando: "- E tem esse bando de desocupados aí na chuva, fazendo essa palhaçada." Sorri, e nos despedimos. Quando saí para almoçar, um dos manifestantes do bando, ainda mais reduzido por algumas defecções, veio me oferecer um panfleto e uma revista que recusei, atitude repetida por outros transeuntes. A mídia da esquerda xiita, como sempre imaginativa, falou do grande protesto contra o Fórum, citando o nome de mais organizações do que o número de pessoas que participava do happening. 

Espera-se agora que a iniciativa do Instituto Millenium se multiplique em outras cidades para arejar o ambiente político, cultural e social do país. Abaixo, vídeo da Globo, sobre o evento, e da UNE com os representantes das inúmeras organizações que protestaram contra o Fórum.



domingo, 28 de fevereiro de 2010

The Blower's daugther - É issso aí!

Duas versões da mesma música. Ambas lindas. A original do Damien Rice, em inglês, e a da Ana Carolina. Amanhã estarei no Fórum Democracia e Liberdade de Expressão e não postarei. Depois conto como foi.

The Blower's daugther
And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her skies

I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...

And so it is
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial

I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...

Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?

I can't take my mind off you
I can't take my mind off you...
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind...
My mind...my mind...
'Til I find somebody new



É isso aí
É isso aí!
Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boa
Quase sempre
É isso aí!
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua

Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não sei parar
De te olhar

É isso aí!
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade

É isso aí!
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores

Eu não sei parar de te olhar
Não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não vou parar de te olhar

É isso aí!
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade

É isso aí!
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores

Eu não sei parar de te olhar
Eu Não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não vou parar de te olhar

Protesto de cubanos no consulado brasileiro em Miami pela cumplicidade de Lula com os assassinos Fidel e Raul Castro

Miami. 26 de fevereiro de 2010. Integrantes da Assembleia de Resistência Cubana ocuparam pacíficamente o Consulado do Brasil em Miami para denunciar a cumplicidade do presidente desse país, Luis Inácio Lula da Silva, no asassinato do prisioneiro de consciência cubano Orlando Zapata Tamayo pelo regime castrista. O presidente Lula se encontrava em Cuba no dia 23 de fevereiro de 2010, dia em que morreu assassinado Zapata Tamayo e, em vez de protestar pelo ocorrido, abraçou o tirano Fidel Castro.

Lula, cúmplice! Vergonha para Lula! Viva Orlando Zapata Tamayo! Direitos humanos para os cubanos! gritaram em coro os manifestantes da Assembleia da Resistência, coalizão que agrupa mais de 50 organizações, dentro e fora de Cuba, em apoio à Campanha de não Cooperação com a Ditadura.
Sylvia Iriondo falou em nome dos manifestantes, interpelando diretamente os funcionários do Consulado. Estamos aqui num protesto pacífico de condenação do Presidente do Brasil, Lula da Silva, por abraçar os ditadores que assassinam nosso povo. Este homem, afirmou Iriondo, enquanto mostrava uma imagem de Zapata Tamayo aos diplomatas, foi assassinado nas prisões castristas.

Os manifestantes depois continuaram seu protesto, marchando, com uma ampla bandeira cubana, em frente ao edificio onde se encontra o consulado.

Tradução do texto de referência do vídeo.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Censura contra uma mulher devassa: ou elas querem é censurar!

Vou te contar! Estão querendo censurar a campanha de lançamento da cerveja Devassa Bem Loura por ser supostamente sexista e desrespeitosa com a mulher (atualizando, de fato censuraram). No anúncio em questão, a socialite Paris Hilton aparece com uma lata da cerveja na mão, fazendo poses sensuais na varanda de um apartamento no Rio de Janeiro enquanto é fotografada por um voyeur e também admirada por gente na rua e na praia (veja o video abaixo).
 O Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária) abriu três processos éticos contra a marca de cerveja Schincariol, fabricante da Devassa, e pode solicitar a retirada imediata do vídeo através de liminar. Tudo isso porque a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (feministas) e outros consumidores (tenho cá minhas dúvidas sobre esses "outros consumidores") acusaram a Devassa por "utilização de apelos à sexualidade e desrespeito moral às mulheres".

A maioria do movimento feminista brasileiro apóia o governo Lula que nos presenteou, nesta semana que se finda, com um show de asco explícito em sua visita à Cuba para dar dinheiro aos homicidas Fidel e Raul Castro. Com raras exceções, não se viu falar de nenhum protesto dessas senhoras contra aquelas imagens obscenas de Lula aos risinhos com os assassinos de Orlando Zapata, dando as desculpas mais cínicas para sua omissão sobre o crime. 

Agora para cismar com uma propaganda onde uma mulher aparece fazendo caras e bocas sensuais, mas vestida e sem maiores apelações, as guardiãs da moral e dos bons costumes querem censurar a peça publicitária. Hoje em dia, em geral, as propagandas empregam corpos sarados, beleza e sensualidade de homens e mulheres para vender seus produtos. A linha que separa o erotismo da vulgaridade às vezes é tênue, mas, no caso da propaganda da Devassa, o anúncio não descamba não. Tem até um certo humor,  brincando com o nome da bebida naturalmente e seu logo que lembra os desenhos do Carlos Zéfiro, célebre quadrinista erótico. O moralismo de certas alas do feminismo é um porre sem limites.

E não é só na área da moral e dos bons costumes que elas querem censurar. Aqui em São Paulo, ocorrerá, na segunda-feira, dia 1 de março, o I Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, organizado pelo Instituto Milenium, com vários palestrantes que grupos da esquerda xiita, incluídas muitas organizaçoes feministas, consideram de direita. O preço do ingresso para o Fórum está mesmo salgado, mas o Instituto sorteou, pelo twitter, inscrições de cortesia pra quem não podia pagar e transmitirá o evento pela Web.
Entretanto, vários grupos feministas, como União de Mulheres, Articulação Mulher e Mídia, Cinemulher, Geledés, Liga Brasileira de Lésbicas e Observatório da Mulher, participarão de uma manifestação, intitulada Fórum de Rua em protesto contra o Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, em frente ao hotel onde este ocorrerá (veja a atualização clicando no link). O pretexto é que o evento é excludente pelo valor, mas a verdade é que os manifestantes não têm de fato qualquer interesse no encontro, em seus palestrantes, em suas reflexões ou propostas. Pelo contrário, classificam os participantes simplesmente como figurões da direita midiática brasileira, que estarão reunidos para fazer a elegia da economia de mercado e dos oligopólios de comunicação. Consequentemente, não são pessoas dignas do ouvido "socialmente engajado" desses manifestantes. Então, porque eles farão a manifestação? Se eu não gosto de música clássica, só de funk, qual o sentido de ir fazer protesto contra uma apresentação da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo em frente ao Teatro Municipal?  

Acontece que esses grupos feministas e outros congêneres estiveram reunidos na tal I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), em Brasília (dezembro), mais uma das inúmeras conferências do governo Lula, para tratar, entre outras coisas, do que chamam de "controle social" da imprensa. Parte do que acordaram foi igualmente registrado no famigerado Programa Nacional dos Direitos Humanos-3, sendo uma das razões de toda a polêmica que a estrovenga autoritária provocou em diferentes setores da sociedade. Esses grupos fazem parte dos conselhos populares (soviets) que, segundo os sonhos de governo da candidata Dilma, devem substituir o congresso e o judiciário na análise e deliberação do que a sociedade brasileira deve ver e saber. São cerca de 14.000 "ativistas", todos idelogicamente assemelhados, muitos vivendo às custas de dinheiro público, tentando decidir o que os outros cerca de 190 milhões de brasileiros devem ler e assistir, entre outras coisas. Para eles, a grande imprensa é um obstáculo de porte a seus planos, daí o porquê da manifestação, essa sim uma peça de propaganda política que de tão hipócrita se torna vulgar  e obscena.

Pessoalmente, eu prefiro uma devassa loura e sensual para degustar. E você?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Beijo, entre garotas, no Carnaval, provoca furor no Rio de Janeiro!

No país da corrupção siderada (Zé Dirceu, coordenador da campanha de Dilmatadura, acaba de embolsar mais de R$600 mil em nova mamataria com uma tal de Eletronet), tem gente preocupada com um beijo entre meninas numa balada de carnaval. É mole?

Ouçam a opinião dos comentaristas da CBN. Apesar de falar em homossexualismo, quando o melhor é falar de homossexualidade, os comentaristas demonstram o natural espanto diante de gente que se incomoda com um simples beijo mas não se mexe para lutar pela melhoria do país.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Época – Fala, Mundo: Um coro de vozes dissonantes

A revista Época criou um widget (clique no link abaixo para conhecer) a fim de ajudar os dissidentes de países onde há censura (Cuba, Venezuela, Irã, por exemplo) a expressarem sua opinião. Reproduzo texto abaixo da própria revista. Vale a pena divulgar inclusive porque corremos nós mesmos riscos de perder essa liberdade fundamental. Há nuvens carregadas nos céus do Brasil que não tem como resultado as chuvas de verão.

O Fala, Mundo dá voz aos dissidentes que usam o Twitter para manifestar suas opiniões em países onde há alguma limitação para a livre expressão. Identificamos vozes de vários países, como China, Irã, Cuba e Venezuela, para compor um coro em favor da liberdade de opinião. Você pode indicar outros usuários, países ou hashtags para que possamos incluir no streaming de manifestações. Para isso, é só postar no box ou usar a hashtag #vozesdissonantes no twitter.

Pela liberdade de expressão sempre!

Sade - Soldier of love!


Após 10 anos sem gravar, Sade lança agora Soldier of Love, que já vendeu 500.000 cópias no EUA. Adoro sua música, uma mistura de sensualidade e melancolia, com swing ou sem, soul ou cool jazz ou mais R&B, como neste novo trabalho. Sade (pronuncia-se sha.dei) é o tipo de cantora que se destaca por sua voz única, estilo único, como Billie Holiday, Nana Caymmi.... Enfim, a moça é do time das divas.

Abaixo vídeo dela cantando a canção título do álbum.
Soldier of Love
Sade
I've lost the use of my heart
But I'm still alive
Still looking for the life
The endless pool on the other side
It's a wild wild west
I'm doing my best
I'm at the borderline of my faith,
I'm at the hinterland of my devotion
In the frontline of this battle of mine
But I'm still alive

I'm a soldier of love
Every day and night
I'm a soldier of love
All the days of my life
I've been torn up inside (oh!)
I've been left behind (oh!)
So I ride I have the will to survive
In the wild wild west,
Trying my hardest
Doing my best
To stay alive

I am love's soldier!
I wait for the sound
(oooh oohhh)

I know that love will come (that love will come)
Turn it all around
I'm a soldier of love (soldier of love)
Every day and night
I'm a soldier of love
All the days of my life
I am lost
but I don't doubt (oh!)
So I ride
I have the will to survive
In the wild wild west,
Trying my hardest
Doing my best
To stay alive

I am love's soldier!
I wait for the sound
I know that love will come
I know that love will come
Turn it all around
I'm a soldier of love
I'm a soldier
Still waiting for love to come
Turn it all around
I'm a soldier of love
I'm a soldier
Still waiting for love to come
Turn it all around
31-12-2009

Ficha

Álbum Soldier of love
Artista Sade
Produção Sade
Gravadora Sony Music
Preço R$25 (em média)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Vejam o outdoor que gostaria de encontrar nas ruas!
























Fiz esse outdoor imaginário no site da PETA (Pessoas por um tratamento ético dos animais). Geralmente ninguém pensa na origem do alimento que chega ao seu prato, principalmente quando está com fome. A indústria do abate trata animais que são seres vivos, que como nós sentem dor, medo, etecetera, como coisas. São produzidos em série, têm seu ciclo de vida totalmente detonado, são obrigados a engolir todo o tipo de droga (antibióticos, hormônios), que passa para quem os consome, fora outras maravilhas como ter - no caso das galinhas - os bicos amputados e o pescoço cortado quando ainda estão conscientes.

As galinhas têm o bico amputado porque são criadas confinadas em espaços exíguos. Ficam neuróticas e começam a bicar umas as outras. Os produtores então amputam seus bicos - sem anestesia claro - para que elas parem de danificar os produtos de consumo da espécie humana.
Se você come carne de frango, pelo menos opte pelos frangos e ovos caipiras, de preferência orgânicos, pois, segundo consta, nesse tipo de produção os animais são criados livres e não passam pelos martírios que descrevi. Agora, por outro lado, que tal pesquisar a origem de todos os alimentos que chegam à sua mesa? Dizem os protetores dos direitos dos animais que, se os matadouros tivessem paredes de vidro, a maioria das pessoas não mais comeria carne.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Invictus


Invictus é o filme de Clint Eastwood, com Morgan Freeman e Matt Damon, que conta a estratégia do então presidente da África do Sul, Nelson Mandela, no primeiro ano de governo, para unir seu país dilacerado por anos de apartheid. Ele utiliza de um campeonato internacional de rúgbi, onde seu time não parecia ter qualquer chance de vitória, para juntar negros e brancos em prol de um objetivo comum. Neste nosso Brasil, hoje marcado por racialistas e revanchistas de todo o tipo, a moral do propósito de Mandela é exemplar: ganha-se mais em encontrar o ponto comum em meio as diferenças do que fomentar o círculo vicioso do ódio de classe, de etnia, de gênero, seja do que for.

Mandela ficou preso 27 anos, antes de se tornar presidente de seu país. Dizem que, para manter a coragem, quando a vontade era de desabar, declamava para si mesmo o poema Invictus que dá nome ao filme de Eastwood. Segue abaixo a letra no original em inglês e uma tradução um pouco pomposa (pois o tradutor optou por rimar os versos como no original, o que nem sempre é uma boa solução), mas correta. Adoráveis os versos Eu sou dono e senhor de meu destino; Eu sou o comandante de minha alma. Segue também o trailer do filme. O blog contra a racialização do Brasil, que sempre recomendo, também comenta Invictus. E por último a letra da inspirada trilha sonora. 

Invictus
William E Henley

Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate;
I am the captain of my soul.

Poema traduzido por André C S Masini
Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer Deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

Invictus Theme Song

Out of the night, that covers me
I'm unafraid, I believe
Beyond this place of wrath and tears
Beyond the hours that turned to years
I thank whatever, whatever gods may be

9000 days were set aside
9000 days of destiny
9000 days to thank gods wherever they maybe

It matters not, the circumstance
We rise above, we took a chance
And I thank whatever, whatever gods maybe

9000 days were set aside
9000 days of destiny
9000 days to thank gods, wherever they may be

A broken heart that turned to stone
Can break a man, but not his soul
9000 days were set aside
9000 days of destiny
9000 days to thank gods,
wherever they may be
I thank whatever, whatever gods may be

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Fernando Henrique defende seu patrimônio contra a horda lulo-petista!

No domingo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicou, no Estadão e no Globo, um ótimo artigo listando os feitos de seu governo, que não foram poucos, contra a máquina de mentiras, injúrias e difamações, que caracteriza o modus operandi do lulo-petismo, e de quem ele tem sido vítima preferencial. Leiam aqui.

Como o governo Lula quer emplacar sua Dilmatadura a qualquer preço (e não pára de fazer campanha fora de hora, apesar de ser contra a lei), tenta levar a disputa eleitoral para uma contenda plebiscitária entre o governo Lula e o de FHC. Só que quem vai concorrer à presidência são José Serra e Dilmatadura (entre outros) e não os ex-presidentes. Mas é que, na eleição anterior, o lulo-fascismo utilizou ad nauseum dos resultados da campanha difamatória que sempre fizeram contra FHC para reemplacar Lula, a despeito de todos os escândalos de corrupção de seu governo, e o PSDB se sentiu acuado e não defendeu seu patrimônio. O resultado foi a vitória da pior coisa que já aconteceu ao Brasil desde o fim da ditadura militar.

Agora, FHC resolveu ir à luta em defesa de seu histórico, procurando contestar as mentiras petistas, e na blogosfera, já há até proposta para um debate entre ele e Lula. Corretíssimo. Se é para discutir os governos FHC e Lula, ou seja, discutir o passado, que se faça um debate entre os dois presidentes. Já imaginou o edipiano Lula frente ao seu pai FHC, tendo que mostrar por a+b+c tudo que diz? Tendo que reconhecer a enorme dívida que tem com seu antecessor, do qual copiou tudo que deu certo em seu governo?

Não fui eleitora de FHC, algo de que me arrependo, por razões que hoje me parecem tolos pruridos infantis (minha visão da política brasileira ainda era meio simplista), mas não posso deixar de reconhecer seu patrimônio histórico e, por isso mesmo, me indignar contra a sórdida campanha dos petistas contra ele. Quem conhece os lulo-petistas pessoalmente sabe que eles fazem isso com qualquer um que considere inimigo e não siga seu lema de mediocridade, corrupção e autoritarismo acima de tudo.

Fora o cinismo, não? A última de Lula foi fazer projeto para punir empresas que praticarem atos de corrupção contra a administração pública!!!?? É mole? A charge do Spon Holz abaixo diz o que penso (entre outros) a respeito desse assunto.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Confira galeria da Megan Fox

Confira, no site da Um Outro Olhar, galeria de fotos da atriz Megan Fox, tão linda e sexy que até dói. Aliás, a moça de 23 anos foi eleita a mulher mais sexy do ano em 2008 e ficou em segundo lugar no ano passado (injusta premiação). Acontece que existem mulheres bonitas mas que não são sexy e mulheres sexy que não são exatamente bonitas. Catherine Deneuve, da velha geração, era bela (A Bela da Tarde) e elegante, mas em termos de sensualidade, estava abaixo de 10 graus. Angelina Jolie sempre foi bem sensual, mas sua beleza é no mínimo estranha: nariz pequeno em comparação com a boca e os olhos exagerados.

Agora Megan Fox une as duas coisas: beleza e sensualidade. Dizem que ela fez plástica no nariz e nos lábios, porém, seja como for, o resultado é estonteante. Naturalmente, vive na capa das revistas e nas telas de cinema, onde ainda precisa provar que tem dotes artísticos que se equiparem a seu suntuoso visual.

Por ora, vale a pena ver ou rever o que ela tem de melhor.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

General diz bobagem sobre homossexuais no exército!

O general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, indicado para ocupar uma vaga de ministro do Superior Tribunal Militar (STM), disse, ontem (03/02), durante audiência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que soldados não obedecem a comandantes homossexuais. E que estes deveriam procurar outro ramo de atividade.

Não conhece o general a história dos grandes comandantes da História? Alexandre, o Grande, um dos maiores conquistadores de todos os tempos, tinha vários amantes, fato conhecido de sua tropa, que sempre o obedeceu.
Incrível que ainda tenha gente que pense assim. A única diferença entre héteros e homos é a orientação sexual. Gays e lésbicas só se evidenciam quando querem e, mesmo assim, por que não deveriam ser aceitos no exército? Bichas machas existem muitas. Madame Satã, nos tempos célebres da boêmia da Lapa carioca, nos anos 30 do século passado, era todo maneiroso mas capoeirista e o rei da pancadaria. Botava para correr qualquer homem "normal" que se metia a besta com ele, inclusive da polícia.

Isso falando dos gays. Quando se trata das lésbicas então, essa conversa fica mais mole do que nunca. Sapatas são chegadíssimas numa fardinha e nas asperezas do treino militar, nas lutas em geral., mais do que as mulheres hétero, pelo que se sabe. E sabem se fazer obedecer, se o machismo e o heterossexismo não atrapalharem.

O general perdeu uma boa chance de ficar de boca fechada. Nesse momento em que forças estranhas lutam para rever a lei de Anistia de forma unilateral, uma declaração como essa é decididamente um tiro pela culatra.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Movimento Homossexual Brasileiro ou LGBT e as esquerdas: MR-8 não queria as lésbicas em congresso de mulheres

Hoje integrantes do Movimento Revolucionário 8 de outubro (MR-8) estão nos Ministérios das Comunicações (Franklin Martins) e da Cultura (Juca Ferreira) e endossaram o chamado Programa Nacional de Direitos Humanos III, do governo Lula, onde os direitos homossexuais aparecem mesclados a seus velhos sonhos de implantar um regime autoritário de esquerda no Brasil.

Em 1981, contudo, o MR-8 era uma organização proscrita pelo regime militar que considerava as questões específicas das mulheres como luta menor e as lésbicas como não-mulheres que não deveriam participar dos encontros feministas, encontros estes que desejavam aparelhar para a luta de classes e contra a ditadura.

Ao contrário da situação atual, tanto o movimento feminista quanto o incipiente Movimento Homossexual buscavam autonomia em relação às organizações da política tradicional e a afirmação de suas especificidades como luta tão importante quanto a luta geral. Antes como hoje, organizações como o MR-8 não viam essa independência com bons olhos e a atacavam em seu jornal Hora do Povo:

No seu número de 6 de fevereiro de 1981, um artigo atacava as ‘autonomistas’ do movimento feminista: grã-finas desorientadas, lideradas por lésbicas! Acima do artigo, uma charge assinada por Maringoni em que apareciam, entre outras mulheres, duas lésbicas, uma tendo um ataque histérico ao ver mulheres do povo, enquanto a outra, caricaturalmente ‘machona’, tenta levá-la para casa. (MACRAE, 1983, p. 58)

As militantes do MR-8 não queriam a participação das lésbicas no III Congresso da Mulher Paulista, e uma de suas integrantes chegou a declarar à Folha de S. Paulo que ‘a lésbica nega a sua própria condição de mulher, e não pode fazer parte de um movimento feminino’.” (TELES, 1993, p. 124).

O jornal Lampião da Esquina também registrou o embate entre as lésbicas do Grupo Lésbico-Feminista e as integrantes do Hora do Povo: “De tímidas participantes o ano passado, as lésbicas emergiram para a crista da onda neste 3º CMP, ao se tornarem alvo predileto do grupo HP , para quem a coisa se colocava assim: de um lado as lésbicas, de outro o povo brasileiro.” (Lampião da Esquina, ano 3, n. 35. Rio de Janeiro, ago. 1981, p. 12).

O próprio grupo registrou essa experiência em seu boletim ChanacomChana:

Aprendemos realmente muito sobre ‘organização’ neste Congresso, pois passada a euforia do nosso aparecimento no Movimento Feminista, tivemos que nos deparar não só com os insultos proferidos pelas militantes do jornal Hora do Povo, porta voz do proscrito MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro) que procurou tumultuar no que pode a elaboração do evento, como também com a falta de solidariedade das outras feministas. Enquanto as ‘HPistas’ nos acusavam de imitar os homens no que eles têm de mais caricatural, de não assumirmos nossa ‘condição de mulheres’ e de comprometermos a representatividade do Movimento porque éramos ‘sapatões’, por outro lado, um dos mais conceituados e tradicionais dos grupos feministas de São Paulo ameaçava sair da organização do Congresso por considerarem haver um excesso de lésbicas na ocasião. (ChanacomChana, n. 3. São Paulo, maio 1983, p. 3)

Durante toda a década de oitenta até os primeiros anos da década de noventa, até mais precisamente 1993, a organização LGBT brasileira manteve sua autonomia em relação a essas instâncias da esquerda ortodoxa, inclusive  porque elas entraram em declínio com a redemocratização do país e o colapso dos regimes comunistas no Leste Europeu e em alguns países da Ásia. Depois, essas forças se rearticularam, através da entidade Foro de São Paulo (fundada por Lula e Fidel Castro em 1990) e, sobretudo o PT, através de seus núcleos de gays e lésbicas,  foi progressivamente tomando espaço e acabando com a autonomia do movimento. Com a chegada de Lula ao poder, de 2003 em diante, o MHB/MLGBT foi totalmente cooptado e aparelhado pelo glpetistas e outros integrantes da esquerda autoritária, tanto que jocosamente o movimento é chamado de LGPT.

Na verdade, as esquerdas ortodoxas que, na época da ditadura militar (1964-1984), lutaram basicamente em nome da democracia (hoje se sabe que de fato apenas disputavam com a direita extremista o direito de instalar sua ditadura) e da classe trabalhadora contra a burguesia (na chamada luta de classes), com o passar do tempo, perceberam que era mais útil engrossar seu rol de "oprimidos" com os movimentos filhos da contracultura, da esquerda libertária, como o negro, feminista, ecológico e homossexual. Feministas deixaram então de ser burguesas desocupadas e homossexuais um produto do capitalismo decadente para se tornar os novos oprimidos do sistema capitalista, patriarcal e homofóbico.

Hoje esses movimentos funcionam como correias de transmissão do partido e de seu afã de instalar uma ditadura populista no Brasil. Não por menos deram apoio a versão petista do Programa Nacional de Direitos Humanos III em que os direitos homossexuais (bem como os direitos de outros movimentos) aparecem como cobertura para o recheio autoritário do governo, onde se leem propostas de controle da imprensa, do fim do direito de propriedade (que só estaria protegida se tivesse função social, função esta definida pelo governo e seus "movimentos sociais") e outras tantas coisas de arrepiar os cabelos.

De qualquer forma, é ilusório supor que a população LGBT, caso nos aconteça a tragédia da vitória de Dilma Roussef (continuidade do atual governo), venha a ter muitas regalias na sonhada ditadura dessa gente. As liberdades individuais, das quais a vivência da homossexualidade depende, nunca se deram bem com regimes comunistas ou afins. Haverá apenas os pelegos homossexuais do partido posando para as fotos oficiais enquanto a maioria da população é reprimida como até hoje acontece em Cuba e na China. Para a Conferência da ILGA-LAC*, que agora acontece em Curitiba (26 a 30/01), até última informação, ativistas cubanos não haviam tido permissão para vir ao Brasil e participar do evento. Perigas de eles tentarem escapar e ficar por aqui se esbaldando nos horrores do mundo capitalista, não é mesmo?

E leia mais sobre a esquerda e os homossexuais nessa postagem do blog Q-Libertários

*(versão latino-americana da conferência da Associação Internacional de Gays e Lésbicas - ILGA)

Fórum Democracia e Liberdade de Expressão em São Paulo

O Instituto Millenium está sorteando no TWITTER inscrições “CORTESIA” para o Fórum Democracia e Liberdade de Expressão em São Paulo.

Para participar você deve:
a) Seguir o Instituto Millenium no Twitter ( @instmillenium )
b) RT (retuitar) a mensagem do sorteio que será divulgada pelo twitter do Instituto Millenium

ATENÇÃO: O sorteio é aberto a followers de todo o Brasil e inclui apenas a inscrição para o evento. Passagens, transporte e hospedagens não estão inclusos.

Toda semana serão sorteadas duas inscrições.
O sorteio é automatizado e será realizado através do serviço Sorteie.me
Quanto mais mensagens você enviar com o link que aparecer na frase a ser retuitada, mais chances você tem de ganhar!
(Promoção válida até o dia 23/02/2010)

Reparação ou a Memória ideológica

Concluído no final do ano passado, o longa metragem Reparação aborda a saga do então piloto Orlando Lovecchio Filho, que teve parte da perna esquerda amputada devido a uma bomba colocada junto à biblioteca do consulado dos EUA, em São Paulo, no dia 19 de março de 1968, auge da ditadura militar. Anistiado como vítima da repressão, o autor do atentado, Diógenes Carvalho de Oliveira, do grupo Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), foi contemplado pela Comissão de Anistia com uma pensão vitalícia de R$ 1.627 mil, além de ter recebido R$ 400 mil por atrasados. Já Orlando, obteve, tão somente, em 2004, uma pensão do INSS por invalidez, hoje no valor de R$ 635,79.
"Decidi fazer o filme quando tomei conhecimento do caso do Orlando, há cerca de três anos. Afinal, qual o conceito para estabelecer o valor de uma indenização?", diz Moreno. Na opinião do diretor, o que existe são grupos no poder que direcionam as diretrizes de concessão de indenizações conforme os seus interesses ideológicos. "Usando o conceito marxista, parece que o conceito de luta de classes esteve presente no momento da reparação", afirma, no filme, o historiador Marco Antonio Villa.
Sempre centrado no drama de Lovecchio pela busca de uma indenização que considera mais justa, o filme (de Daniel Moreno) conta com depoimentos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do historiador e professor da Universidade Federal de São Carlos, Marco Antonio Villa, do geógrafo e sociólogo Demetrio Magnoli, e da pesquisadora da Unicamp, Glenda Mezarobba, autora do livro "Um Acerto de Contas com o Futuro - a anistia e suas consequências: um estudo do caso brasileiro" (Editora Humanitas), entre outros.
Abaixo trailer do Reparação. O texto acima foi editado de trechos da matéria de Guilherme Meirelles, da Agência Estado, 'Reparação', fala sobre vítima das 'vítimas da ditadura'

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Comício contra Chávez em estádio de beisebol da Venezuela!
















A imprensa brasileira noticiou mal e porcamente as reações do povo venezuelano contra mais um dos abusos do ditador Hugo Chávez que continua suas expropriações e fechamentos de emissoras de TV. A RCTV, uma espécie de Globo local, já havia sido fechada pelo caudilho anteriormente, mas passara a transmitir de Miami, como TV a cabo. Neste final de semana, Chávez fechou também a TV a cabo, alegando que ela se recusava a transmitir seus discursos, o que seria ilegal.

Estudantes foram às ruas em protesto e, como se pode ver no vídeo abaixo, o povo venezuelano aproveitou eventos esportivos para mandar Chávez para o inferno. Eles gritam vai cair, vai cair, este governo vai cair ou, na gíria do beisebol local, Chávez está fora (Chávez está ponchao).

O socialismo bolivariano de Chávez esta destruindo a Venezuela. Antes país rico, exportador de petróleo, hoje às voltas com racionamentos de energia, recessão profunda, escassez de alimentos, presos políticos e abusos de poder de toda a natureza. Este é o cenário que petistas e assemelhados querem para o Brasil. Segue também charge do Spon Holz sobre esssa obviedade. Vamos acordar!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

São Pedro não poupa São Paulo nem em dia de aniversário!

Caramba, que não para de chover um segundo nesse aniversário de Sampa, antes intitulada terra da garoa, hoje terra da enchente. E quanto mais chove, mais caem casas e a popularidade de Kassab! Suas lágrimas de tristeza diante das pesquisas só não são maiores que as chuvas recorrentes deste verão. De qualquer forma, feliz aniversário Sampa querida. Te quero verde e enxuta!  A charge é do Spon Holz!

Plano Nacional da Cultura: Mais uma AMEAÇA AUTORITÁRIA DO GOVERNO LULA À LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Estou preparando um artigo a respeito dos direitos homossexuais, a esquerda e esse malfadado programa de direitos humanos (cinismo puro), mas enquanto não termino segue outro vídeo sobre o tema, desta vez um editorial do grupo bandeirantes de televisão.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Contra o Monstro da Censura!

Entre as muitas polêmicas, provocadas pelo Programa Nacional dos Direitos Humanos 3 (PNDH-3), do governo Lula, a do "controle da mídia" é uma das que mais se ressalta. Esse controle da mídia, inclusive com intervenção editorial, fim de concessão a rádios e TVês que não respeitarem os "direitos humanos" (por exemplo, informar a população das invasões de terra promovidas pelo MST seria um desrespeito aos direitos dus manos), tem conotação claramente autoritária e vem provocando reações as mais diversas. Abaixo, reproduzo vídeo Contra o Monstro da Censura que fala do assunto. Trata-se de uma campanha, feita pela F/Nazca, para a Conar e a ESPM contra a censura. A chamada é Não deixe o monstro acordar. Centro de Referência sobre Liberdade de Expressão. Vamos divulgar!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Massacre dos golfinhos e baleias na Dinamarca

Recebi um e-mail da Sonia, uma colega, falando sobre o massacre de Golfinhos, Baleias Piloto e Baleias de Bico nas Ilhas Faroe (ilhas ao norte da Europa que pertencem à Dinamarca, mas têm legislação própria). Abominação análoga à farra do boi, aqui em nosso país, os inteligentíssimos golfinhos Calderon, mais baleias piloto e de bico são massacradas por rapazes como um rito de passagem para a maturidade.

Os bichos são encurralados por botes em uma baía, tem o corpo perfurado por ganchos, a espinha quebrada e o corpo esquartejado para que um bando de sádicos, débeis mentais, provem, para sua comunidade igualmente sádica e estúpida, que são homens após cometerem semelhante proeza. Baleias e golfinhos são seres inteligentíssimos e sentem tanto medo e dor quanto nós. E mesmo que não fossem tão inteligentes, o que justifica semelhante abominação?

Na página da PETA (Pessoas por um Tratamento Ético para os Animais), a gente pode contribuir para parar esse absurdo, apenas colocando o nome e o e-mail no formulário que abaixo-assinará um texto dirigido às autoridades das Ilhas (primeiro-ministro e departamento turístico local) e ao Ministro dos Assuntos Exteriores do governo dinamarquês) reivindicando o fim dessa horrenda brutalidade.

Depois é só clicar em Send this message e acompanhar o desenrolar dos acontecimentos. Quanto mais gente assinar, mais chances temos de interromper essa suposta tradição sangrenta e degradante. Abaixo, algumas fotos do que a "humanidade" é capaz.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Gente tão louca que pensa que pode mudar o mundo - Feliz 2010!

Gente tão louca que pensa que pode mudar o mundo... E muda exatamente porque confia em suas loucuras!

A doutrinação de esquerda que recebemos, por estas plagas, nos ensina que é o povo que muda o rumo da história, que é a massa que promove as grandes revoluções. Quem não caminha junto com a manada não pode estar cert@.

Papo furado. A História mostra que é bem ao contrário! Revoluções, no sentido saudável do termo, de mudança de paradigmas, são sempre feitas, desde os primórdios da humanidade, porque indivíduos ou grupos de indivíduos preferiram priorizar suas "loucuras", seus sonhos, do que seguir a mesmice e estreiteza das massas.

A princípio são ridicularizados, perseguidos e às vezes até mortos por suas ideias, mas posteriomente essas mesmas ideias, que de fato são o que muda o mundo, começam a ser incorporadas pela sociedade e, enfim, aceitas pela massa como se sempre tivessem sido naturais.

O comercial da Apple abaixo faz uma homenagem a esses indivíduos que desafiaram as restrições intelectuais, artísticas, políticas e morais de seus tempos e, com isso, mudaram a maneira como vemos as coisas hoje. Tem poucas mulheres na lista (e existiram mais mulheres que poderiam orgulhosamente constar dela), mas fica para um próximo vídeo. Valeu a intenção.

Albert Einstein, Bob Dylan, Martin Luther King Jr., Richard Branson, John Lennon, R. Buckminster Fuller, John Ronald Reuel Tolkien, Muhammad Ali, Ted Turner, Maria Callas, Mahatma Gandhi, Amelia Earhart, Alfred Hitchcock, Martha Graham, Jim Henson, Frank Lloyd Wright, Picasso....

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Avatar

Fui ver Avatar e gostei, apesar de ter ficado um pouco frustrada com os efeitos especiais. Mas disso falo depois. Primeiro, prefiro falar no aspecto paradoxal do filme de James Cameron que é ao mesmo tempo convencional e inovador.
Convencional porque a história (o roteiro) é convencional. Parece um conjunto de citações de outros filmes. Das sequências Alien (lembrando que Cameron fez uma delas), temos o mercenário, em busca de um minério valiosíssimo no subsolo da aldeia dos Na'vi, no planeta Pandora, sem nenhuma ética quanto ao modo de obter o objeto de sua cobiça; temos o militar estereotipado que acha que tudo se resolve na base da força bruta e é custeado pelo mercenário; e temos o cientista, aqui de fato a cientista, interpretada por Sigourney Weaver, a Tenente Ripley de Alien, e sua equipe. A diferença com Alien é que, em Avatar, a cientista, embora também um pouco estereotipada, tem uma relação mais respeitosa com seu objeto de estudo, ou seja, a natureza e a população humanóide de Pandora, pondo-se a seu lado quando estas se veem ameaçadas.

De O Último Samurai, entre outros, temos a história de um militar que é contratado para atacar um determinado povo estranho, ou bancar o espião desse povo, acaba convivendo com ele e, nesse convívio, encontra uma nova forma de ver a vida, passando a integrar a comunidade que deveria ser sua vítima e a lutar ao lado dela contra seus agressores. Fora isso, há também os velhos embates entre o Bem e o Mal, a carcomida civilização humana versus a vital, porque ligada à Natureza, civilização Na'vi, a Civilização versus a Natureza e um romance entre os protagonistas da história, tudo temperado com o bom e velho sentimentalismo de sempre, ainda que sem exageros.

Por outro lado, Avatar é inovador pela tecnologia que  apresenta ao nosso olhar cinematográfico bidimensional. E aqui explico meu comentário inicial. Fiquei meio frustrada com os efeitos especiais de 3D porque os esperava mais exuberantes, com os objetos saltando da tela, aquelas coisas. Mas isso não acontece. Nas primeiras cenas do filme, a imagem aparece claramente 3D mas, depois, é como se nossos olhos se acostumassem à tecnologia apresentada, e ela ficasse quase imperceptível. De fato, o 3D de Avatar é bem sutil e parece simplesmente imitar a realidade. E aqui reside o grande salto inovador do filme. Tudo é tão bem feito, parece tão real (mesmo os personagens e o cenário fantástico) que é como se fosse real.

Muitos falaram que a tecnologia usada visa criar uma sensação de imersão no filme. Não senti assim. Me vi o tempo inteiro como espectadora apenas, com uma ou outra sensação de que alguns objetos da tela estavam ao alcance de minhas mãos, mas assistindo algo tão verossímel que parecia verdadeiro. De fato, Cameron, com seu Avatar, estabeleceu como será o novo padrão do cinema daqui para frente, dando o sinal definitivo para o enterro das películas bidimensionais. A partir de Avatar, os filmes 3D deixam de ter simplesmente o apelo do inusitado para se firmar como o padrão do presente do futuro.

Imperdível de qualquer forma não só pela inovação tecnológica mas também, a despeito dos clichês, por fazer a apologia da Natureza e da imprescindível interconexão que temos que ter com tudo que existe. No filme o mesmo processo, feito pela tecnologia, que permite que a consciência do soldado Jake Sullivan se incorpore em seu Avatar, êmulo de um Na'vi real, acaba reproduzido por vias naturais. Para esses nossos tempos de tantas ameaças ao meio-ambiente, a mensagem é clara.

Abaixo trailer de Avatar.

Vencendo o Medo!

Video sobre filhote de búfalo que é capturado por leões e, depois, ainda por cima, disputado por jacarés. A mãe do filhote que aparentemente fugira do ataque dos felinos, deixando o filho à própria sorte, retorna com uma imensa manada de búfalos. Unidos espantam as feras. O filhote ainda está vivo, ergue-se e se junta à manada. Obviamente a possibilidade de sobrevivência do bufalozinho - provavelmente muito ferido - é pequena, mas o que impressiona é a atitude de seus pares.

Primeiro, nos veem à mente o ditado tão sábio e recorrente, mas frequentemente esquecido pelos humanos, de que a união faz a força. Os mais fracos, quando se juntam, podem derrubar os mais fortes. Segundo, impossível negar como os animais se comunicam e inclusive articulam ações conjuntas de defesa e ataque. Isso exige inteligência, uma inteligência que, nós, humanos, em nossa imensa arrogância, acreditamos ser só nossa propriedade. E tudo isso traz a ideia de que precisamos descer de nosso pedestal antropocêntrico, voltarmos a nos ver como parte da natureza (e não seus dominadores) e, em vez de depredá-la, protegê-la e preservá-la.

Video tocante. Será que humanos teriam o mesmo senso de solidariedade?

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Diana Krall - The look of love!



The look of love is in your eyes
A look your smile can't disguise
The look of love is saying so much more than just words could ever say
And what my heart has heard, well it takes my breath away

I can hardly wait to hold you, feel my arms around you
How long I have waited
Waited just to love you, now that I have found you

You've got the
Look of love, it's on your face
A look that time can't erase
Be mine tonight, let this be just the start of so many nights like this
Let's take a lover's vow and then seal it with a kiss

I can hardly wait to hold you, feel my arms around you
How long I have waited
Waited just to love you, now that I have found you
Don't ever go
Don't ever go

Autores: Bacharach, Burt; David, Hal

Aleluia dilacerada



Que faço eu aqui
Entre essas mulheres vazias,
Em meio a essa conversa estéril,
Em meio a esse papo inútil;
Entre essas mulheres sôfregas,
E sua fala ácida de inveja, de cio?

Que faço eu aqui
Entre essas mulheres tolas,
Essas beldades decadentes,
Como um império que avista seus bárbaros,
Como uma Tróia que abraça o cavalo
Grávido de destruidores?

Que faço eu aqui
A essa hora pensando nela?
Por que o descuido me trouxe essa lembrança?
Ela que só me deixou perplexidade e fel
E roubou as flores da minha primavera.

Ah, sim, tudo que aprendi com o amor
Foi atirar em alguém que sacou primeiro,
Que me acertou em cheio porque eu não esperava
De quem dividia minha mesa e cama
Algo assim traiçoeiro.

Ah, o Amor, essa Aleluia dilacerada,
essa marcha sem bandeira e sem vitória
por uma avenida esvaziada.
Essa lança que trespassa a carne
E atinge a alma que ferida se rende...
E dança.

Míriam Martinho

São Paulo, 11/12/2009
Nota: poesia inspirada em Hallelujah de Leornard Cohen

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A Iluminação de Sidarta

Hoje, 8 de dezembro, comemora-se a Iluminação do sábio indiano Sidarta Gautama, mais conhecido como Buda. Durante oito dias, Sidarta se postou ao pé de uma figueira, e entrou em meditação profunda. Na manhã do oitavo dia, ao ver a estrela da manhã, Vênus, ele atingiu a Iluminação, um estágio de consciência onde se percebe a unidade subjacente a todas as coisas, onde a gente se toca de que tudo é interconectado, que não há de fato separação. Não se trata de uma descoberta intelectual, mas sim de uma descoberta que transcende o intelectual, que vem do âmago do ser.

Durante os dias em que permaneceu em meditação, Sidarta foi acossado por muitos demônios interiores e venceu a todos com a conquista da impassibilidade diante de todos os artifícios que eles usaram para desviá-lo do caminho. O último demônio a ser derrotado foi seu próprio ego. Após esse último embate, Sidarta se tornou Buda, um epíteto que significa aquele ou aquela que despertou ou se iluminou.

Segundo consta, Buda, então, colocou a ponta dos dedos no chão e disse:
“A Terra é minha testemunha. Eu e todos os seres da grande Terra simultaneamente nos tornamos o Caminho.”

Tinha 35 anos. Passou o resto da vida transmitindo seus ensinamentos até falecer, aos 80 anos, de forma prosaica, para um iluminado, de uma intoxicação alimentar. Os discípulos de Buda levaram seus ensinamentos da Índia para outros países da Ásia, onde eles floresceram com as características particulares de cada região.

Em fins do século XIX, missionários cristãos passaram a transportar para o Ocidente sua versão do caminho de Buda Xaquiamuni*, depois seguidos por estudiosos leigos e por monásticos que migraram da Ásia para a Europa, para os Estados Unidos e também para a América Latina. Do século XX em diante, sobretudo de meados do século XX para cá, o Budismo começou a se assentar em terras cristãs, como a nossa, e mestres e mestras, orientais e ocidentais, carregaram as sementes do Darma (os ensinamentos de Buda) para plantá-las também em solo brasileiro. Uma dessas sementes se instalou, por obra do destino, em meu coração cético, e vicejou. Quem sabe eu ainda não consiga sentar sob uma figueira sagrada, vença todos meus demônios interiores e não obtenha um pouquinho da tão sonhada felicidade plena.

* Chama-se Sidarta de Buda Xaquiamuni porque ele era da família dos Shákyas (abrasileirando deu Xaquia, mais muni que quer dizer sábio, daí Xaquiamuni, sábio da família dos Xáquias).
Foto do Buda Iluminado: Keanu Reeves em O Pequeno Buda de Bertolucci. Abaixo trecho do filme, quando Sidarta atinge a Iluminação.

sábado, 14 de novembro de 2009

Contra a visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil

Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, tem um currículo tão grande de infrações aos direitos humanos que bem podia constar da lista seleta de figuras como Hitler, Stálin, Mao Zedong, Fidel Castro, entre outros. Inclusive, seu antissemitismo é notório, já tendo afirmado vezes sem conta que quer varrer Israel do mapa terrestre e que o holocausto é uma mentira inventada pelo sionismo.

Mais não só os judeus são vítimas da intolerância do fanático presidente iraniano. Minorias religiosas em seu próprio país, como os Bahá'í são perseguidas e executadas assim como mulheres e jovens homossexuais, já que o adultério e a homossexualidade são crimes no Irã. E a lista de vítimas não pára por aí.

Como se não bastasse, Ahmadinejad está trabalhando com energia nuclear em sua pátria, da boca para fora, com fins pacíficos, mas obviamente ninguém acredita. É grande a possibilidade de que esteja fabricando artefatos nucleares para lançar contra Israel e sabe lá quem mais. Enfim, uma catástrofe.

Por sua vez, o atual ocupante da presidência no Brasil, sr. Lula da Silva, cada vez mais dando vazão à sua índole autoritária e anti-ética não perde a chance de flertar com ditadores de vários continentes, tendo agora Ahmadinejad como um de seus favoritos. Nessas, lá vem o (mal)dito nos visitar e, desta vez, parece que sem dúvida.

Para protestar contra essas estranhas amizades de Lula e a presença de Ahmadinejad por aqui, reproduzo abaixo, primeiro, texto do Roberto Romano, que é professor de Ética e Filosofia na Unicamp, e segundo a agenda de manifestações que ocorrerá em várias cidades do Brasil para "saudar" o presidente iraniano. Deixo aqui também um link para as pessoas abaixo-assinarem um manifesto, contra Ahmadinejad e suas loucuras, da Frente pela Liberdade no Iran.

Brasil: parceiro de tiranias? 
A visita do presidente iraniano, sr. Mahmoud Ahmadinejad, levanta interrogações sobre a política externa de nosso país. Aquele mandatário conseguiu a reeleição com fraudes, violência contra os adversários, bênçãos de um clero autoritário. A “Guarda Revolucionária”, dirigida pelo general Mohammad Ali Jafari, abafou nas prisões, torturas e mortes de inocentes, os gritos dos oposicionistas. Desde então, recrudesceram os atentados aos direitos humanos no Irã.
Terras submetidas à tirania dificilmente podem ser parceiras e amigas de Estados onde ainda rege uma Constituição que assegura prerrogativas democráticas. Assusta a consciência civil brasileira, o trato caloroso do governo federal com o regime de Teerã. Quando o Executivo brasileiro afirma, sem pestanejar, que os massacres, torturas, violações dos direitos de expressão e de imprensa, constituem “problema interno” daquele país, precisamos avivar a memória nacional para situações exatamente iguais, vividas inclusive por grupos e pessoas que hoje nos administram.
No século 20 vivemos o pesadelo trazido por duas ditaduras que anularam as garantias dos cidadãos diante do Estado. Quando as prisões clamavam, os dirigentes eludiam toda e qualquer responsabilidade. Eles respondiam que tudo, nas queixas, não passava de “propaganda contrária à grandeza nacional”. É da época o nefando “Brasil, ame-o ou deixe-o”. E para sustentar tal propaganda, eles contavam com apoios de Estados estrangeiros. Apenas com a exasperação das violações foi iniciada uma corrente cosmopolita de solidariedade aos perseguidos.
Abro um documento anexado ao processo judicial-militar que sofri a partir de 1969. Após enumerar supostos crimes hediondos contra o Brasil e o seu Estado, a autoridade coatora afirma que ele (Roberto Romano e companheiros) “em consciência não tem autoridade moral para oferecer à imprensa internacional qualquer fato que venha desmoralizar o governo, insultar a justiça ou estigmatizar a polícia que, no cumprimento de seu estrito dever, defendeu a Democracia e a Formação Cristã do Brasil” (Autos do Processo, Prontuário número 146141, página 5, com carimbo do Arquivo Público do Estado, 2/março de 2009, com o necessário “Confere com o Original”). Vejamos a Sentença dos Juízes militares, seguidos de um juiz togado, no desfecho da lide: “Tudo o que se sabe desse moço, no curso do processo, é que a acusação que se lhe faz é totalmente improcedente”. E “nestas condições, não comprovada, por ausência absoluta de provas, a denúncia, resolve o Conselho julgá-la improcedente, para absolver frei Roberto Romano da Silva” (Autos do Processo, Sentença 207/69, A-77).
Quando existem juízes idôneos, o veredictum modifica as palavras dos acusadores, restitui aos réus a cidadania e os direitos suspensos. Mesmo em uma ditadura podem ser encontrados julgadores prudentes, garantindo os fiapos de lei que protegem os adversários do regime. O meu caso não foi regra, mas exceção no período. Sem o apoio do meu advogado, o grande dr. Mario de Passos Simas, de setores eclesiásticos liderados por Dom Evaristo Arns e dos movimentos internacionais em defesa dos direitos, eu não teria chegado ao julgamento, tantas foram as ameaças à integridade física e anímica dos presos.
No caso do Irã, a violação dos direitos humanos não interessa apenas aos iranianos, mas à humanidade. A nossa política internacional segue doutrinas desprovidas de cautelas prudenciais. Ela esquece o que se passou ainda ontem em nosso país. Quando pessoas que defendiam os direitos humanos se dobram aos ditames de supostas razões de Estado e acolhem, braços abertos, um ditador sob cuja responsabilidade a cidadania iraniana é massacrada, temos tudo para que se tolde a legitimidade dos mandatários brasileiros. Isolado, o carisma do presidente não lhe garante poder legítimo. Todos os ditadores da era moderna foram populares e usaram esse fato para gerar monstros políticos. Na visita do sr. Ahmadinejad temos a confissão dos governantes: se estivessem no poder a partir de 1964, aceitariam os procedimentos do regime.

Amanhã,15 de novembro, protestos em algumas das principais capitais brasileiras contra a vinda do presidente do Iran ao país.
- São Paulo: Horário: 15:30h
Local: Praça dos Arcos (Paulista c/ Angélica)
- Belo Horizonte: Horário: a concentração será as 15:00h e sairá em passeata ou carreata às 15:30h
Local: Centro de Belo Horizonte (Saída da Praça Rodoviária até a Praça Sete)
- Cuiabá: Horário: 15h
Local: Em frente ao shopping Pantanal
- Curitiba: Horário: 15:30h
Local: Boca Maldita, no calçadão da Rua XV de Novembro
- Goiânia: Horário: 15:30h
Local: Parque Vaca Brava (em frente ao Goiânia Shopping)
- Manaus: Horário: 8:30h
Local: Praça do Congresso, Centro
- Roraima: Horário: 18:00h
Local: Vila Olímpica
- Pará: Horário: a partir das 8:00h
Local: Praça da República - Centro de Belém
- Rio Branco: Horário: 15:00h
Local: Praça Plácido de Castro (em frente à Prefeitura do Rio Branco)
- Rondônia: Horário: 15:30h
Local: Praça Aloisio Ferreira - Praça Central de Porto Velho
- Distrito Federal
A manifestação no ocorrerá em 23 de novembro, em horário ainda a ser definido, na Esplanada dos Ministérios.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A moça de vermelho e a baixaria dos machistas da UNIBAN 2

Bem, como é de conhecimento geral, a baixaria machista na UNIBAN continuou com a agora expulsão da moça de vermelho e seu vestido curto demais da tão honrada instituição. Andaram dizendo que a moça subiu por uma rampa, com aquele vestido, para dar evidência à sua - como diríamos - periquita!! Enfim, nos velhos moldes do discurso do estuprador, a vítima é responsável pela violência que sofreu!! É mole?!

Bem, pelo menos, as feministas foram mais rápidas desta feita (a UNIBAN não deve ter ligação com o PT) e estão prometendo protesto, às 18:00 de hoje, em frente ao campus de São Bernardo da Universidade Bandeirante.

Também está rolando petição contra o absurdo da agressão + expulsão que tod@s devem assinar. Clique no link ao lado para assinar http://www.petitiononline.com/unitalib/

Neste dia em que comemoramos a queda do muro da tirania, em Berlim, vamos ajudar a derrubar o muro do preconceito e do sexismo de que Geisy Arruda foi vítima.

Abaixo brincadeira com a situação tendo como base o filme A Queda que retrata os últimos dias de Hitler no fim da guerra. Bem apropriado.

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