8 de Março:

A origem revisitada do Dia Internacional da Mulher

Mulheres samurais

no Japão medieval

Quando Deus era mulher:

sociedades mais pacíficas e participativas

Aserá,

a esposa de Deus que foi apagada da História

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Brasil em chamas, e eles planejam depredar mais

Tentativa de invasão do Palácio do Itamaraty (Foto: Beto Barata / AFP)
Grupo de manifestantes se reúne para discutir os rumos dos protestos em Porto Alegre
Alas radicais defendem ações violentas e depredações para chamar a atenção

Em reunião da terça-feira, integrantes de um bloco que participa dos protestos em Porto Alegre discutiu futuros atos, entre eles ações violentas. Participaram do encontro militantes de sindicatos, partidos e movimentos sociais.

A sede de um sindicato no centro de Porto Alegre serviu de base, na noite de terça-feira, para articulações de um dos principais grupos que lideram os protestos em Porto Alegre. Durante os debates, que duraram três horas, houve defesas de ações violentas para chamar a atenção. Entre elas, depredações.

Entre os 200 manifestantes na reunião, havia militantes de PSOL, PSTU, PT, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Sindbancários, Sindicato dos Correios, DCE da PUC-RS, DCE da UFRGS, Movimento Pula Roleta, PoA Protesta e Movimento de Proteção Indígena.

O encontro foi convocado pelo Bloco de Luta em Defesa do Transporte Público, um dos principais grupos organizadores de protestos no Rio Grande do Sul e foi realizado das 18h às 21h. A reunião foi na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Processamento de Dados (Sindppd-RS), na Rua Washington Luís, centro da Capital. Segundo relatos colhidos por Zero Hora, todos participantes tiveram de se identificar e dizer os motivos pelos quais estavam ali. No momento da entrada, todos tinham de abrir bolsas e mochilas para provar que não carregavam gravadores.

Possíveis alvos foram listados

Em meio às discussões, foram feitas defesas veementes de depredações como forma justa de chamar atenção às demandas do grupo. Um dos participantes, que se disse estudante de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), declarou:

– Nós vamos para a rua novamente. Se tiver de depredar prédio público, vamos depredar. Se tiver de incendiar ônibus, vamos fazer isso. Porque agora o Brasil acordou para combater esses políticos corruptos.

Cada vez que alguém mencionava a possibilidade de depredação, brincadeiras eram feitas. Uma militante do PSTU chegou a dizer:

– Só não depredem o sindicato, porque temos de devolver o lugar inteiro aos donos.

Entre os possíveis alvos mencionados por alguns participantes do encontro estão oTribunal de Justiça, o Palácio Piratini (sede do governo estadual), Federasul e meios de comunicação, como o Grupo RBS. O Palácio da Justiça, localizado na Praça da Matriz, foi alvo na passeata de segunda-feira. Vidraças foram quebradas.

Um dos que falaram durante a reunião foi Lucas Maróstica, militante do PSOL. Um membro do MST disse que seus companheiros estavam prontos para qualquer coisa:

– Para o bem ou para o mal.


Os debatedores perguntaram também se existiam ali médicos ou estudantes. Diante da resposta positiva, pediram que se apresentassem no final, para planejar como será feito o auxílio aos feridos que surgirem durante as manifestações.

A reunião também decidiu que o foco ideológico dos protestos deve ser afinado. Os integrantes do Bloco de Luta mostraram preocupação com o crescimento abrupto da massa que vai às ruas protestar, fenômeno que atrelou às passeatas uma multiplicidade de causas, incluindo algumas conservadoras. O grupo, responsável pelo chamamento das manifestações em Porto Alegre desde 2012, é majoritariamente de esquerda e avalia que o gigantismo dos atos trouxe consigo o risco de perda de foco ou hasteamento de bandeiras conservadoras.

Bloco elegeu três bandeiras

Para se manter na vanguarda conceitual do movimento, o Bloco de Luta decidiu que irá resgatar três antigas demandas, colocando-as no patamar de importância em que está a reivindicação pela redução da tarifa de ônibus para R$ 2,60.

Dentre as demandas, estão a qualificação da saúde pública, a destinação de 10% do produto interno bruto (PIB) para a Educação e de 2% do PIB para investimentos em políticas de transporte público. A meta dos jovens é ter em mãos demandas concretas, que afastem pautas abstratas e de difícil mensuração.

Uma decisão, porém, de agregar novas bandeiras à linha de frente dos protestos, junto à causa da redução das tarifas de ônibus urbanos, foi a alternativa encontrada para segurar a eclosão de pautas consideradas conservadoras.

Na avaliação de manifestantes, durante o processo de agregação de novos atores ao movimento, houve a aproximação de uma oposição de direita ao governo federal. São essas alas, consideradas conservadoras, que levantam bandeiras como a luta contra a corrupção. O temor dos manifestantes de esquerda, ainda que eles também defendam o combate a fraudes e desvios, é que o movimento fique focado apenas em um discurso de moralidade e de ética.

Conduta da BM será questionada

Outra pauta inserida nas passeatas e que incomoda os líderes de esquerda é a da redução de impostos. Para eles, os tributos são altos em certa medida, mas o pensamento é de que os “ricos” deveriam pagar ainda mais.

O Bloco de Luta ainda pretende fazer uma “denúncia política” para questionar o governador Tarso Genro sobre a conduta da Brigada Militar, considerada agressiva pelos manifestantes. O grupo negou que tenha entregue uma pauta de reivindicações a Tarso e ao prefeito de Porto Alegre, José Fortunati.

Fonte: Zero Hora, 20/06/2013

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Tarifa zero aumentaria IPTU. Passe livre é roubada!

Como se não bastassem todos os impostos que já pagamos, querem aumentar ainda mais a carga tributária ou dobrando o IPTU ou onerando os proprietários de carros. Cortar os gastos do Estado mastodôntico petista nem pensar.

Abaixo texto sobre o aumento do IPTU e vídeo dos libertários mostrando porque esse papo de passe livre é roubada! Ao fim da postagem, link para o outro texto que fala da possível oneração dos proprietários de veículos para livrar a cara do governo safado que temos.

Tarifa zero exigiria dobrar arrecadação obtida com IPTU


Ana Estela de Souza Pinto

Se os usuários de transporte público deixarem de pagar passagens, como pede o Movimento Passe Livre, esse dinheiro terá que vir dos cofres da cidade. Há duas formas de obtê-lo: cortando custos em outros setores ou aumentando impostos.

Quando a Prefeitura de São Paulo propôs a extinção da tarifa de transporte público em 1990 (na gestão Luiza Erundina, então do PT), a previsão era que o dinheiro sairia do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), cobrado de quase 2 milhões de proprietários de imóveis na cidade.

Essa é a fonte mais óbvia para os recursos, porque atinge de forma uniforme quem mora ou tem uma empresa na capital.

As outras formas de arrecadação da prefeitura são direcionadas a parcelas específicas da população, como o ISS (cobrado de quem presta serviços) ou taxas de fiscalização.

Mas, para compensar o fim da tarifa, seria preciso praticamente dobrar o valor do IPTU, ou seja, passar dos pouco mais de R$ 5 bilhões arrecadados em 2012 para algo como R$ 9,7 bilhões (mais 92%).

Esse acréscimo, da ordem de R$ 4,62 bilhões, é quanto se arrecadou no ano passado com as tarifas do transporte público --o sistema consumiu R$ 5,69 bilhões, mas pouco mais de R$ 1 bilhão foi pago diretamente às empresas pela prefeitura, o chamado subsídio.

Quem paga hoje R$ 1.000 por ano de IPTU, por exemplo, passaria a pagar R$ 1.920.

O aumento não atingiria diretamente moradores mais pobres, hoje isentos desse tributo --é o caso, por exemplo, de quem tem imóvel com valor venal de até R$ 73.850 ou pensionistas e aposentados do INSS beneficiados pela isenção.

Indiretamente, no entanto, a conta pode acabar sendo repartida por todos, pois empresas instaladas no município teriam seus custos aumentados e tenderiam a repassá-los para seus preços.

Fonte: FSP, 18/06/2013

Usuário de carro deve financiar os ônibus, defende secretário de Haddad

terça-feira, 18 de junho de 2013

Estado x Mercado: outro fla-flu ou o mercado é mesmo a melhor solução?

Comentarista Paulo Martins (segundo da direita para a esquerda) defende privatizações
Não vejo o livre mercado como panaceia universal, mas não tenho dúvida de que é preciso diminuir o tamanho do Estado no Brasil. Estado grande demais, em qualquer país, gera mediocridade, corrupção, estagnação econômica e  autoritarismo. O Brasil tem uma longa tradição estatista gerada pela direita conservadora a la brasileira (oligarcas, coronéis, latifundiários, igrejeiros e mais modernamente capitalistas de compadrio) e mantida e até aumentada pela esquerda petista. De fato, o único governante - doa a quem doer - que tentou e conseguiu modernizar um pouco as coisas, pelo menos no sentido de dar mais transparência e meritocracia ao Estado, e liberalizar a economia foi o centro-esquerdista Fernando Henrique Cardoso.

Lula colheu os frutos do que FHC plantou porque manteve a princípio o programa do predecessor, mas, depois de 2008, com a crise financeira americana, atribuída, ao que tudo indica, erroneamente à desregulação do mercado, retomou os velhos sonhos estatistas de esquerda, perspectiva acelerada no governo Dilma Roussef. E veja onde chegamos de novo: inflação, corrupção desenfreada, estagnação econômica, PIB diminuindo!

Então, assim, eu gostaria de experimentar a versão liberal da economia e dar mais liberdade para as pessoas empreenderem, fornecendo mais alternativas de produtos e serviços à população. Isso nunca foi de fato tentado em nosso país, pois a visão liberal é anatemizada por aqui, mas, por isso mesmo, como algo novo, deveria pelo menos ser aventado. 

Daí que  vale a pena registrar quando alguém se coloca abertamente pela desestatização no Brasil, como é o caso do comentarista Paulo Martins nesse debate com seus colegas do Jornal da Massa do SBT (PR). Vejam!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Geração perdida: nostálgicos de um passado que não viveram


Hoje haverá outra manifestação do tal Movimento Passe Livre nem se sabe exatamente se contra o aumento de R$0,20 no aumento das tarifas de ônibus ou se pela estatização completa dos serviços, o que resultará, se essa ideia de jerico prevalecer, em apenas ainda mais aumento de impostos e serviço ainda pior.

Pelo menos agora estão dizendo que vão coibir os vândalos do movimento que saíram quebrando e incendiando ônibus, estações do metrô, lojas, agredindo policiais, etc... e geraram reação violenta da polícia, com casos flagrantes de abuso de força. A PM alega que, na quinta-feira, dia da última manifestação, os manifestantes não acataram o acordo de não subir a Consolação e daí teria se iniciado o confronto mais violento. Até acho, considerando algumas siglas e perfis envolvidos nesse protesto, que isso tenha mesmo acontecido, mas, de qualquer forma, não justifica policiais atirando balas de borracha contra o rosto de transeuntes, jornalistas, manifestantes. Essas balas não matam, mas podem ferir seriamente principalmente se atingirem os olhos das pessoas, como se registrou. Os policiais abusivos precisam ser punidos por esses excessos e as táticas de controle de distúrbios revistas.

Por outro lado, a manifestação contra o aumento da tarifa de fato capitalizou a frustração da população contra a superlotação dos ônibus e outras tantas indignações justas. Entretanto, conscientes de que manifestações tão violentas por um aumento de apenas vinte centavos são difíceis de engolir, agora os manifestantes dão amplitude ao objetivo dessas manifestações, embora não o especifiquem. A manifestação virou um oba-oba na base do "contra tudo que está aí" e se encontra obviamente manipulada por partidos de extrema-esquerda (PSOL, PSTU, PCO), fora o PT e seus aliados (PCdB também já entrou na jogada) com vistas às eleições de 2004 (por exemplo, já tem gente pedindo o impeachment do Alckmin) e possíveis desestabilizações institucionais. A Folha de SP afirmou que militantes do PSOL andam 'recrutando' punks para os protestos, o que naturalmente o partido nega. Há quem diga que não é sério quem leva a sério essa acusação, mas, considerando a cartilha que reza o PSOL (defende inclusive as ditaduras cubana e venezuelana), não sério é quem desconsidera totalmente essas acusações. No mínimo, deve-se colocar as barbas de molho com esse partido. Em caso de dúvida, consultar o programa do partido disponível na internet para maiores esclarecimentos.

Pessoalmente, acho - como já disse - que esses protestos têm respaldo da população real marcada por uma insatisfação difusa contra tantos descalabros que acontecem no país. Ao contrário de outros analistas, não creio que as manifestações sejam fruto apenas de baderneiros desocupados, a despeito dos vândalos que se infiltraram nos protestos. O aumento da tarifa, embora irrisório, pode sim ter funcionado como uma gota d'água num copo cheio de cansaço pelos ônibus superlotados, pela corrupção, pelo péssimo governo Dilma (anteontem recebeu uma sonora vaia no início da Copa das Confederações, ver vídeo abaixo). Só que agora a tarefa de separar o joio do trigo, está bem difícil e o risco de radicalização tanto de parte dos manifestantes quanto da polícia bem alto. 

Para se começar a separar o joio do trigo, primeiro é fundamental que os manifestantes identifiquem e afastem os vândalos (vejamos se cumprem a promessa de fazê-lo). Os protestos têm que ser pacíficos ou então todo mundo tem que parar de fazer mimimi quando a polícia revida. A despeito da truculência da PM, quem começou a baixaria foram os manifestantes nas edições anteriores a de quinta-feira. Só depois a coisa desandou do lado policial também. Muita gente nas redes sociais não quer assumir essa responsabilidade e culpa exclusivamente a polícia pela batalha campal em que as manifestações desandaram. De "tadinhos", contudo, está pavimentado o chão do inferno. Na mesma linha, também é preciso respeitar o trajeto acordado com a Segurança Pública não só para evitar confrontos com a polícia como também sobretudo para respeitar o direito dos outros cidadãos de ir e vir. Tem muitos que acham - vejam só - o direito de ir e vir coisa de playboy incapaz  de se juntar de bom grado aos "iluminados" dos protestos. Mas falam em "democracia".

Segundo, é preciso definir o foco do movimento porque essa história de "contra tudo que está aí" é porra-louquice daquele tipo de anarquista que não sabe construir nada mas é ávido por chutar o pau da barraca.  Libertário de verdade é um ser racional. Discordo da bandeira do passe livre porque a considero impraticável, mas, já que mágicos das finanças acreditam nela, que fiquem só nela. O alastramento dessas manifestações sem objetivos claros pode levar até a crises institucionais, o que seguramente agrada aos extremistas de plantão, mas não é de interesse da sociedade de fato, apenas dessa minoria conflituosa. O Brasil tem longa tradição de instalação de regimes autoritários após conturbações sociais. Tem gente flertando com o diabo em pessoa como se fosse de fato possível barganhar com ele sem se sair queimado.

Por fim, fazendo jus ao título dessa postagem, simultaneamente me impressiona e me entristece constatar como essa geração de hoje é perdida no tempo. Seus referenciais são da década de 60, do período militar (1964-84). Não tem referências próprias. São nostálgicos do que não viveram. A propósito dessas marchas, os à esquerda querem reviver o maio de 68 da França, entoam o Pra não Dizer que não falei das flores (1968), do Vandré (vejam abaixo a montagem que fizeram com a música), alguns se pensam revolucionários da Sierra Maestra, sem consciência histórica e política, sem atentar para a terrível breguice anacrônica desses posicionamentos. Os à direita, por sua vez, dizem-se saudosos da ditadura militar que também não viveram, quando havia ordem e progresso e os "comunistas" foram banidos do espaço público para os cárceres ou para o exílio (sic). Trata-se de mais um capítulo do já notório fla-flu dos bregas de esquerda versus jecas de direita que atravanca o progresso do país.

Eu que vivi de fato aquele período, que foi o da minha adolescência e juventude, não sinto saudades alguma de nada daquilo, com exceção de algumas músicas antológicas e do espírito libertário que - esse - os ativistas de hoje não querem incorporar (atualmente todos  só querem saber de partidos e do Estado). Mas falando em música, já em 1970, John Lennon dizia que o sonho tinha acabado em referência ao fim dos Beatles e também aos ideais do período ("the dream is over", verso da música God), e Gilberto Gil, a propósito, fez uma música com esse título (O sonho acabou, 1971) que deixo como recado aos nostálgicos do que não viveram: "O sonho acabou. Quem não dormiu no sleeping-bag nem sequer sonhou. ....O sonho acabou. Foi pesado o sono pra quem não sonhou". Ver abaixo!

Em outras palavras, dois expoentes daquele período de grandes transformações já decretavam seu fim no início da década de 70. O sonho já estava pesado para quem não teve a coragem de embarcar nas ilusões da época. Imagine hoje. Renovar é preciso, não? Novos sonhos, novos posicionamentos. Será que não existe mais criatividade no mundo? Pasma aqui!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Uma questão: passe livre ou transporte livre?

Ontem, escrevi sobre as manifestações contra o aumento de R$0,20 na tarifa dos ônibus que descambaram em violência  e destruição - incoerentemente - de meios de transporte, como ônibus, estações do metrô, e prédios públicos.

Ontem também, em outra manifestação em São Paulo, foi a vez da política abusar da força e descer o cacete (simbólica e literalmente) nos manifestantes, disparar balas de borracha até contra o rosto de pessoas, bombas de gás lacrimogêneo, enfim, todo o arsenal repressivo das polícias em todo o mundo. Lastimável!

Ainda como  disse ontem, todo o protesto é aceitável em democracias desde que se mantenha pacífico. Quando desandam, como esses supostamente contra o aumento das passagens de ônibus, perdem a legitimidade. E como violência gera violência, fica-se aí numa bola de neve com extremistas de esquerda (PSOL, PSTU, PCO e petistas também, não se enganem) depredando o patrimônio público e a polícia respondendo com truculência indevida.

Por trás dos abusos dos manifestantes, existe o tal movimento passe livre que prega serviço de transporte gratuito para todos. Como tal coisa é impossível, pois tudo tem custo (serviços públicos são pagos por nós mesmos através de impostos), é necessário parar para apreciar melhor o assunto. Por isso, reproduzo abaixo texto da página do facebook Passe Livre Não Existe à guisa de reflexão.

Passe livre não, transporte livre sim

O passe livre nunca existirá. Acreditar que transporte é um direito é o mesmo que acreditar na obrigação de alguém lhe oferecer este serviço; é o mesmo que apoiar trabalho escravo. Motoristas terão que ser pagos, a construção dos ônibus terá que ser paga, os funcionários da estatal terão que ser pagos, cobradores terão que ser pagos e jamais haverá ônibus o suficiente para a prestação de um serviço decente.

Concordo que o preço da passagem é alto, mas isso não ocorre simplesmente porque o governo decide aumentar o preço da passagem. Isso ocorre porque ele cria um cartel de empresas para prestar esse serviço e dificulta ao ponto de praticamente proibir que outras empresas que não fazem parte ofereçam o serviço.

Para se ter um táxi é praticamente impossível pois o número das licenças são limitadas (o valor no RJ é de R$100.000,00 para obter as licenças). É crime cobrar para levar seus amigos ou conhecidos a algum lugar; é crime oferecer transporte com seu próprio carro. Mototaxi é perseguido; vans que não são licenciadas pela prefeitura são perseguidas. 

Tudo isso para proteger o cartel criado pelo governo! Ao invés do passe livre, exijam transporte livre! É possível fazer uma manifestação muito maior do que essa, unindo taxistas revindicando menos impostos e menos burocracia, chamando pessoas que trabalham com moto táxi, pedindo ajuda a empresas de ônibus que são excluídas pelo cartel, motoristas de van e pessoas interessadas em oferecer serviço de transporte com o próprio carro! 

Faça essa ideia seguir adiante! Se continuarmos nesse ritmo nunca iremos mudar nada, isso é uma cortina de fumaça. Pagaremos da mesma forma através de impostos que serão realocados. Sem falar que já financiamos através de impostos o subsídio governamental que é dado para essas empresas! Compartilhe!

Compartilhe

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites