segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Comunista comia mesmo criancinhas? Os macabros fatos que levaram a essa frase!

E não é que comunista comia mesmo gente?
Todas as vezes que alguém aponta a herança da esquerda que se tornou hegemônica na América Latina nos últimos anos, a saber a do chamado socialismo real, se houver um(a) defensor(a) dessa ideologia por perto, seguramente ouvirá alguma tentativa de desclassificação da lembrança do tipo "ah, e comunista também comia criancinhas, né?

Que comunistas mataram criancinhas de baciada, isso é sabido, mas se também as comiam não se conhece ao certo. Sabe-se, contudo, que essa história tem um fundo verdadeiro e bem macabro, como não poderia deixar de ser considerando de quem se fala. 

Provavelmente surgiu por conta dos episódios de canibalismo que ocorreram nos países socialistas devido às chamadas "grandes fomes" geradas, por sua vez, pela desastrosa economia planificada comunista, a coletivização forçada, os grandes deslocamentos humanos, ou como política genocida de curvar os povos que não queriam se adaptar ao regime.  Como exemplo deste último caso, destaca-se o episódio do Holodomor (matar de fome, em ucraniano) perpetrado por Stálin contra os ucranianos que resistiam a integrar-se à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), durante os anos 1932-33, através do confisco da produção agrícola desse povo. 

Cerca de 5 milhões de ucranianos morreram de fome, incluindo crianças naturalmente, e houve relatos de canibalismo até de pais contra filhos. Enlouquecidas pela fome, as pessoas matam o que lhes vier pela frente ou se alimentam dos mortos. Embora os ucranianos tenham sido as maiores vítimas desse tipo de ação genocida, não foram únicos nem na URSS nem em outros países que caíram sob o jugo dessa ideologia nefasta. 

No caso da China, o número de mortos pela fome também passou dos vinte milhões segundo os historiadores. Mas, nela, além do canibalismo derivado da situação limite de não se ter nada para comer, ocorreu também o canibalismo oficial como parte das loucuras da época da Revolução Cultural(1966-1976) do presidente Mao Zedong, outro dos grandes psicopatas dessa turma totalitária. 

No livro que reproduzo abaixo, em inglês, chamado Memorial Escarlate, Contos de Canibalismo da China Moderna, de Zheng Yi, o autor descreve o caso das execuções e canibalizações dos inimigos de classe, do Estado, na província de Guangxi. Cerca de 100.000 pessoas foram mortas e - SIM - literalmente comidas pelos comunistas. Após as execuções, quando os corpos das vítimas se tornavam disponíveis para consumo, a elite local ficava com os corações e fígados enquanto o povo tinha o direito aos braços e solas do pés. Como de praxe em regimes totalitários, a insanidade política e os ressentimentos da turba se uniram para literalmente devorar os inimigos reais ou imaginários. Com certeza, criancinhas devem ter feito parte do cardápio demente, principalmente considerando que suas carnes são mais tenras.

Então, quando um desses esquerdiotas vier com suas piadinhas, ao ser confrontado com a herança da ideologia que defende, responda com os macabros fatos históricos sobre o socialismo real, registrados por estudos acadêmicos e não-acadêmicos, que explicam a origem da história de que "comunistas comiam criancinhas". 

Fora o livro abaixo (infelizmente só o encontrei no original em inglês), outros livros disponíveis, em português, que citam a questão do canibalismo, nos chamados países socialistas/comunistas, são o famoso O Livro Negro do Comunismo, escrito por esquerdistas (democráticos pelo visto), e a A Tragédia de um Povo -A Revolução Russa, 1891-1924, de Orlando Figes, da Record. 

Depois, alguém ainda duvida da sorte que tivemos de os militares terem posto essa turma para correr em 1964? Pena que não tenham feito jus à confiança que o povo lhes depositou e tenham aproveitado o ensejo para implantar também a sua ditadura, pra lá de branda se comparada com as comunas.

Scarlet Memorial, Tales of Cannibalism in Modern China - Zheng Yi (1996)

1 comentários:

Que horror! Pensar que tem "gente" que ainda defende essas ideias.

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