sábado, 8 de janeiro de 2011

Feliz 2011: Lula não é mais presidente do Brasil (balanço do governo)!

Nunca antes neste país se ouviu tanta mentira
Com a chegada de 2011, encerra-se a primeira década do novo milênio e os oito anos do governo Lula, graças aos céus. Não mais teremos Lula transformando nossos ouvidos em latrina com suas besteiras, vigarices e fanfarronices. Provavelmente teremos dificuldade de entender o que diz Dilma Roussef (como se teve durante as eleições), mas o simples fato de não ser mais Lula a ocupar (pelo menos não oficialmente) o palácio do planalto, já é motivo para júbilo.

Nas inevitáveis avaliações de seu governo, os analistas, com honrosas exceções, esmeraram-se em continuar a adulação desse grande vigarista (sim, este é de fato o retrato do rei nu) que é Luis Inácio Lula da Silva, vigarista que, por quase uma década, rebaixou o Brasil a seu nível. Jamais vi o país tão medíocre, tão corrupto e tão autoritário desde a época dos generais. Aliás, acho que os generais eram menos medíocres e menos corruptos, apesar de tantos pesares.

Entretanto, como Lula saiu do governo com alta aprovação popular (se bem que essa aprovação tenha sido medida pelos mesmos institutos de pesquisa que perderam credibilidade durante as eleições seja pela metodologia falha que utilizam seja pelas ligações com o lulopetismo), a maioria dos analistas políticos preferiu optar pela continuidade da sabujice que marcou a relação da imprensa com São Lula, entoando loas ao ególatra de plantão.

O MÉRITO RELATIVO DE LULA
Como integro a parte da população brasileira que enxerga a realidade como ela é, meu balanço do governo Lula em seus dois mandatos, ao contrário da maioria, será objetiva e não louvatória. Para começar, concordando com outros analistas, afirmo, sem sombra de dúvida, que o mérito de Lula foi ter dado continuidade à política econômica (metas de inflação, câmbio flutuante e Banco Central livre de interferência política) e aos programas sociais do governo Fernando Henrique Cardoso. Muitos afirmam que não foi pouca coisa, já que, se Lula tivesse seguido a linha predominante em seu partido, estaríamos como a Venezuela, ou seja, no poço sem fundo do “socialismo”.

Sorte nossa seguramente, mas não vejo nessa postura de Lula algo a ser tão elogiado. Lula não estava pensando no país ao optar por dar continuidade às reformas de FHC. Lula estava investindo na construção de si mesmo como o mito do sujeito que mudou esta terra brasilis como nunca antes havia acontecido, algo que jamais poderia ter feito se tivesse optado pelo fracassado socialismo do século XXI do amigo Hugo Chávez. Basta ver que, embora tenha copiado tanto do governo anterior (não fez reforma alguma em oito anos), não só jamais reconheceu o mérito do verdadeiro autor das mudanças que transformaram o país como também saiu injuriando, difamando e demonizando FHC. Na verdade, Lula fez um quase latrocínio político (roubo seguido de morte) contra FHC, ainda que tenha contado com a apatia da oposição para tal. Aliás, o próprio Fernando Henrique só se animou a defender seu patrimônio político após comentaristas internacionais o terem apontado como o responsável pelas reformas econômicas que possibilitaram ao Brasil passar praticamente incólume pela crise internacional de 2008/2009. Uma das mais prestigiadas revistas de negócios do mundo, The Economist, numa edição especial sobre o Brasil, afirmou que Lula teve a sorte de ter tido FHC como seu antecessor, assentando as bases econômicas que tanto deram prestígio ao ex-líder sindicalista.

Então, mesmo naquilo em que de fato o governo Lula foi meritório, ou seja, em dar seguimento às transformações promovidas pelo governo anterior, é preciso destacar que se trata de mérito relativo, já que assumiu créditos que não lhe pertenciam, sem reconhecer que fazia uma continuidade, deixando a partir daí também sua assinatura, mas sim afirmando que fundava um novo país, mentira repisada incontáveis vezes pelo bordão “nunca antes neste país” com o qual se auto-ufanou durante oito anos. Lula é um usurpador, alguém que se apodera ilicitamente daquilo que não lhe pertence ou a que não tem direito, como registram os dicionários. Não há valor nisso.



OS DISCUTÍVEIS AVANÇOS SOCIAIS DO GOVERNO LULA
Não faltará quem diga, porém, como se isso o desculpasse de tantas falhas éticas, que Lula promoveu a ascensão de parte da classe D para a C, que não sei quantos milhões saíram da pobreza. Entretanto, primeiro, será que essas mudanças têm base sólida e será que podem ser creditadas exclusivamente a Lula ou, como afirmou Delfim Neto, a maré subiu e Lula subiu junto, surfando nas ondas da bem-aventurança econômica? O certo é que a ascensão da classe D para C é medida pelo consumo, bancado pelo crédito a perder de vista, que vem endividando muitos brasileiros. Bom lembrar que, havendo qualquer alteração no quadro atual, muita gente correrá risco de falência, voltando para a classe D rapidinho. O certo também é que os que saíram da pobreza devem o feito ao Bolsa Família (de autoria do tucano Marconi Perillo), que Lula incorporou, um programa que, na formatação atual, é meramente assistencialista, sem saída, pois o governo investiu muito pouco em infraestrutura, sobretudo na região nordeste, o que geraria emprego e libertaria a população da servidão governamental, verdadeiro curral de votos.

Por outro lado, naquilo que de fato mede a qualidade de vida da população e a tão propalada justiça social (carro-chefe da propaganda dita de esquerda), ou seja, saúde, educação, infraestrutura (como já dito) e segurança, os avanços foram poucos, sem falar nos retrocessos. Em meados de novembro deste ano, a imprensa noticiava que O Brasil havia perdido 11,2 mil leitos hospitalares entre 2005 e 2009, de acordo com relatório do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Falta de tudo na área de saúde, e - como se sabe - as pessoas continuam morrendo nas filas dos hospitais públicos sem atendimento.

De acordo com dados do próprio governo, que escaparam para a opinião pública, a educação brasileira continuou péssima, com ligeira melhoria que não garantiu boa pontuação dos estudantes brasileiros em exames internacionais (53º lugar no Programa Internacional de Avaliação de Alunos). Nesta área, aliás, a situação brasileira permanece alarmante com praticamente metade da população (46%) composta por analfabetos e analfabetos funcionais e a outra metade letrada com média de leitura de um livro por ano. Como se não bastasse, Lula, em 2010, cortou verbas das pastas da Educação e da Saúde.

Na área de infraestrutura, a situação seguiu lastimável com estradas, portos e aeroportos sucateados, ameaçando a vida das pessoas e dificultando e onerando demasiadamente o transporte de cargas e passageiros do país. O saneamento básico, com repercussão direta nos indicadores de saúde, também pouco melhorou, tendo a rede de coleta de esgoto avançado apenas de 47,8% para 53,3% dos domicílios. Os Correios, outrora símbolo de competência, loteados entre políticos petistas e da base aliada do governo, passaram a atrasar e a extraviar cartas e encomendas.

Na área de segurança, a violência aumentou exponencialmente sobretudo pelo avanço do narcotráfico via o flagelo do crack em particular, sem uma política efetiva de combate ao crime organizado. E aqui é bom lembrar que, apesar do contingenciamento de verbas para a infraestrutura e a segurança brasileiras, Lula não poupou dinheiro para construir estradas na Bolívia (para a cocaína produzida pelo cumpanhero Evo Morales chegar mais fácil ao Brasil), portos em Cuba (para o cumpanhero Fidel e seu irmão Raul Castro irem mantendo sua ditadura) e até para ajudar (R$ 25 milhões) a reconstrução da Faixa de Gaza, em território palestino (sic).

DEGENERANDO O BRASIL
Agora, se nas questões sociais, listadas acima, o governo Lula deixou bastante a desejar, principalmente considerando a conjuntura econômica mundial favorável em que se deram seus dois governos (a crise internacional é de 2008 apenas), com bom crescimento do país, é no terreno da política que cravou sua pior marca. Posando de paladino da ética desde sua fundação nos anos 80, ao chegar ao poder, Lula e seu partido, o Partido dos Trabalhadores (PT), superaram todos os corruptos já existentes, com quem, aliás, aliaram-se durante os dois mandatos do ex-presidente. Confirmou-se, portanto, a análise de que o PT, ainda que cabrestado por Lula, nunca teve projeto político para o país e sim projeto de poder para si mesmo.

De fato, como foi resgatado inúmeras vezes durante a última campanha presidencial, Lula e seu partido se opuseram ferozmente a todas as propostas que beneficiaram o Brasil desde a redemocratização: foram contra a eleição de Tancredo Neves, não homologaram a Constituição de 1988, foram contra o Plano Real, contra a privatização da telefonia, contra as medidas econômicas do governo FHC, contra a lei de Responsabilidade Fiscal, contra os programas sociais do governo FHC, para citar os mais notáveis exemplos de ação antipatriótica desses entes políticos. Ao chegar ao poder, repetindo, passaram a assumir tudo o que sempre combateram, tanto o positivo quanto sobretudo o negativo de seus antecessores e criticados, usurpando o mérito de uns (principalmente de FHC) e copiando o demérito de outros.

Passaram também a roubar literalmente os cofres públicos em todos os postos governamentais em que se instalaram. Mesmo antes de Lula tomar posse em 2003, os esquemas de corrupção de petistas em municípios por eles governados já ocorriam, o mais notório deles sendo o caso do prefeito de Santo André, Celso Daniel, que cobrava propina dos empresários do transporte público da cidade (senão não liberava a circulação dos ônibus) a fim de fazer caixa para campanhas do PT. O prefeito foi executado porque se insurgiu contra o embolso de parcela das propinas por seus comparsas e porque detinha informações sobre os receptadores finais do esquema, ao que se sabe Gilberto Carvalho (assessor de Lula) e José Dirceu, o mesmo que posteriormente encabeçaria o escândalo do mensalão. A morte do prefeito e as consequentes e arrastadas investigações sobre o caso trouxeram à tona as práticas criminosas do PT que se tornariam a tônica do governo Lula em seus sombrios oito anos de governo.

Listar todos os casos de corrupção e outras ações criminosas de Lula e dos petistas não cabe nesse artigo, inclusive porque dão um livro. Aliás, já foi escrito um chamado O Chefe, de autoria de Ivo Patarra que você pode conferir clicando aqui. O que cabe dizer é que a expansão da metástase petista, mesmo diante dos mais escancarados casos de corrupção, se deveu a três fatores: a covardia e a incompetência da oposição (por exemplo, no caso do mensalão, Lula tinha que ter recebido o impeachment) que não fez e continua não fazendo oposição; o processo de cooptação e aparelhamento sócio-político-cultural feito pelo PT de movimentos sociais, universidades, imprensa, e até setores religiosos, no melhor estilo gramsciniano de implantar hegemonia ideológica, e os bilhões gastos em propaganda do governo para pintar um Brasil com as cores da paleta petista da mentira, do cinismo e da infâmia(foram repassadas verbas para mais de 4 mil veículos de comunicação do interior, incluindo blogs, transformando a verba publicitária do governo em instrumento de coação sobre estes veículos; isso sem falar na "compra" de artistas por meio de financiamentos da Petrobrás).

Sem oposição parlamentar, Lula e seus cúmplices ficaram impunes e puderam continuar roubando e, com o dinheiro do assalto ao dinheiro público, de um lado enriquecendo individual e ilicitamente, de outro comprando políticos, sindicatos e os movimentos sociais que passaram a agir como braços de seu projeto de poder. Hoje praticamente todos os movimentos sociais são pelegos, chapa-branca, com uma minoria muito pequena de oposição incapaz de peitar efetivamente a cosa nostra da estrelinha branca ou vermelha, dependendo do fundo. Hoje questões dos direitos da mulheres, negros, homossexuais, etc. vêm muitas vezes mescladas a uma suposta luta anticapitalista (como se eles soubessem o que colocar no lugar do capitalismo), com muitos militantes se dizendo socialistas, a maioria com a profunda fundamentação do dito popular “maria vai com as outras.”

Diga-me com quem andas: Chávez, Lula e Ahmadinejad
Importante salientar que Lula nunca foi ideólogo de coisa alguma, nem de fato adepto de socialismos, comunismos, etc. Lula não passa de um populista de verniz esquerdistóide com o DNA autoritário do sindicalismo de onde se originou. Como nem ele nem seu partido jamais tiveram qualquer programa para o país, ao chegar ao poder, copiaram o programa do governo anterior, seguindo, por isso, uma linha social-democrata de cunho liberalizante, mantendo, do esquerdismo tradicional e do sindicalismo, os pendores autoritários e as bravatas antiamericanas. De fato, embora tenha fundado, com Fidel Castro e o PT, o famigerado Foro de São Paulo (com o propósito de espalhar governos da esquerda autoritária, viúva do Muro de Berlim, pela América Latrina), em seus mandatos, Lula fez múltiplas alianças com as velhas oligarquias de direita, banqueiros e empresários, refestelando-se nas delícias do capitalismo, inclusive realizando várias privatizações, enquanto, da boca para fora, continuava com o discursinho hipócrita antiprivatista e contra os ricos, as elites, os brancos de olhos azuis, os paulistas, etc.

A HERANÇA MALDITA DE LULA
Lula deixa uma herança maldita tanto do ponto de vista moral como econômico-financeiro. De fato, seu governo pode ser bem traduzido pela palavra desmoralização. Lula desmoralizou as instituições brasileiras como nunca antes neste país. Desmoralizou o Congresso Nacional com o esquema de compra de políticos via escândalo do mensalão, outras picaretagens e troca de favores variados; desmoralizou as agências reguladoras, responsáveis por fiscalizar áreas fundamentais do país, como as telecomunicações, a saúde pública, os aeroportos, esquartejando-as, entre políticos (como feito com os Correios), e reduzindo seus recursos; desmoralizou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), violando a lei eleitoral ao utilizar espaços e recursos públicos ilegalmente para eleger Dilma Roussef; desmoralizou o Tribunal de Contas da União (TCU), contestando sua análise sobre obras públicas com problemas de transparência e mandando que seguissem adiante, ao contrário do que fora determinado pelo órgão; desmoralizou a diplomacia brasileira interferindo em assuntos internos de outros países (como na crise de Honduras) e apoiando os piores ditadores do planeta, com destaque para os irmãos Castro de Cuba, e os presidentes do Irã e da Venezuela, respectivamente Ahmadinejad e Hugo Chávez, enquanto banalizava torturas a dissidentes políticos e execuções medievais. Inclusive, no último dia de seu governo, tratou de rebaixar mais ainda a diplomacia brasileira ao dar refúgio ao ex-terrorista italiano Césare Battisti por razões ideológicas (o bandido é de “esquerda”).

Continuando, Lula e seus cúmplices desmoralizaram a imagem do Terceiro Setor, com as ONG, onde ainda existe muita gente séria, hoje encaradas apenas como vias de lavagem de dinheiro, coisa de mamateiros do dinheiro público, de vigaristas e vagabundos. Lula e seus cúmplices desmoralizaram a democracia, o Estado de Direito, a liberdade de expressão (os ataques à imprensa livre foram uma constante), o mérito como forma de ascensão social (a última da turma foi a tese de doutorado de Aloísio Mercadante, aceita pela UNICAMP, totalmente fora dos parâmetros acadêmicos), e a Justiça, esta tornada garantidora da impunidade do ex-presidente e de outros petistas envolvidos em todo tipo de corrupção e delito, dando-lhes salvo conduto para voltar à cena pública e à vida política após esfriado o último escândalo do último delito (vide Antonio Palloci, Zé Dirceu, Erenice Guera, entre outros).

Lula e seus asseclas fizeram do estado brasileiro a casa da Mãe Joana, onde podem tudo à custa dos pagadores de impostos brasileiros, ou seja, daqueles que honestamente trabalham, auto-outorgando-se prêmios e privilégios (na saída Lula também concedeu passaportes diplomáticos para os filhos e neto), como se não bastasse todo o dinheiro que roubam. O Brasil, que sempre foi meio surrealista, descambou definitivamente para a esquizofrenia na era Lula, vivendo a realidade da fantasia propagandística, com os mocinhos tratados como bandidos e os bandidos tratados como heróis, enquanto a vida real passou ao largo e os valores morais foram virados do avesso.

Talvez no governo Dilma, que terá que enfrentar uma realidade internacional bem menos confortável (já há uma boa inflação à espreita), fora os imensos gastos públicos por conta do Estado inchado de pelegos de toda a ordem (o governo terá que cortar gastos), o Brasil possa se reencontrar com a realidade e a decência perdidas, com o surgimento de forças oposicionistas de verdade para dar fim a um dos ciclos mais lastimáveis de nossa história.

Pessoalmente, nunca tive tanta ojeriza a um presidente como tive e tenho por Lula. Nem os presidentes militares me provocaram tanta repulsa. Lula encarna tudo o que detesto numa pessoa: é mentiroso, corrupto, ignorante (e faz apologia da ignorância), bêbado, boçal, vulgar, desprovido de qualquer autocrítica, senso de ridículo, falastrão, ególatra, autoritário.

Lula já foi muito tarde, e espero que nunca volte. Até Dilma Roussef, talvez a maior de suas fraudes, ainda me parece melhor do que ele. Vade retro, Lula!

E que Deus lembre que é brasileiro. Parece que conseguiu cidadania de outro país e não mais  voltou à terra natal sequer para nos visitar.

Nota: Como fiz alguns parênteses longos no decorrer do texto, para facilitar a leitura, optei por grifá-los em itálico.

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