Curso de extensão da USP

sobre Judith Butler e Michel Foucault

O sequestro do termo "gênero":

uma perspectiva feminista do transgenerismo

Mulheres na Ciência

Estudantes criam bactéria que come o plástico dos oceanos

Mulheres na Ciência:

Duas barreiras que afastam as mulheres da ciência

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O fim de agosto - Yanni e a violinista Karen Briggs


E lá se vai agosto, mês difícil. Confesso que incorporei as superstições contra o mês, considerado aziago, azarado, de maus augúrios. Aziagosto, costumo dizer. Ainda mais porque no sudeste costuma fazer um frio danado em agosto.

E a má fama de agosto vem do misticismo, do folclore e do coincidente rol de acontecimentos tristes e inclusive catastófricos associados ao mês. Houve o massacre de São Bartolomeu em agosto, daí que, no folclore cristão, o dia 24 de agosto é quando o diabo sai das profundas e vem à superfície aprontar das dele.

Jogaram as duas bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki em agosto, matando milhares de pessoas, naquele que é o maior crime contra a humanidade de que se tem notícia. Vulcões deram o ar de sua (des)graça em agosto, sepultando, em diferentes épocas, Pompéia e Krakatoa e matando nem sei quantos.

No Brasil, o mês é considerado ruim para política (como se pudesse haver algum que não fosse), pois Getúlio Vargas se suicidou em agosto. Fora isso, muitas declarações de guerra foram feitas em agosto, mergulhando o mundo dos homens em mais um mar de sangue. Por essas e mais outras, agosto também é considerado o mês do cachorro louco e, em sua homenagem, o Play Center realiza as noites de terror.

Apesar dos pesares, dessa carga dramática toda, agosto também é um mês em que se celebra por exemplo a vitória dos aliados contra o eixo nazi-fascista durante a segunda guerra mundial e a assinatura da lei de anistia que trouxe de volta ao Brasil inúmeros exilados políticos no fim da ditadura militar. Agosto também presenciou, em 1994, o fim do totalitarismo comunista da URSS, com sua saída militar da Alemanha Oriental e dos países bálticos após meio século. E, se em agosto, muita gente da melhor cepa se foi, muita gente da melhor cepa também nasceu.

Para nós, lésbicas brasileiras, agosto acabou mostrando suas duas faces. Em 10 de agosto, a primeira lésbica a ter sua biografia publicada em livro, Sandra Mara Herzer, se suicidou em São Paulo, atirando-se de um viaduto. Em 28 de agosto, a pioneira na política de visibilidade lésbica, Rosely Roth (21/08/59- 28/08/1990), suicidou-se também no Rio, sucumbindo a uma doença devastadora. Em compensação, Rosely (foto) também nasceu em agosto e, em sua breve vida, marcou o mês, com sua coragem e idealismo, ao protagonizar a primeira manifestação lésbica contra o preconceito e a discriminação no dia 19 de agosto, em São Paulo, que posteriormente oficializamos como dia do orgulho das lésbicas brasileiras. E em agosto também se comemora a visibilidade das lésbicas.

Por isso, deixo os sentimentos um pouco sombrios que o mês me evoca, e me concentro no seu lado heróico mais do que no dramático, lembrando também que agosto antecede setembro, o mês glorioso da primavera. Daí que como uma homenagem ao lado heróico de agosto e à memória daquelas que marcaram seus dias com tanto brilho, posto o vídeo com a música "O fim de agosto", um dueto belíssimo de piano e violino com o músico Yanni e a violinista Karen Briggs.

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã. Mais uma vez, eu sei!


Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera. (A flor e a náusea, Carlos Drummond de Andrade)

Para todas e todos aqueles, conscientes de que as sombras do arbítrio e da ignomínia voltam a se projetar sobre o país, sobre nós que não nos reconhecemos neste lastimável estado de coisas, a música de Renato Russo, Mais Uma Vez, à guisa de conforto e esperança.

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez eu sei
Escuridão já vi pior de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.

Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez eu sei
Escuridão já vi pior de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.

Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!

Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Kajuru, apresentador de programa de TV, detona IBOPE e até Lula!

Jorge Reis da Costa, mais conhecido como Jorge Kajuru (Cajuru, 20 de janeiro de 1961), é um jornalista esportivo, radialista e apresentador de televisão brasileiro, segundo a Wikipedia. Faz o tipo polêmico nos programas de auditório populares da TV aberta. Inclusive é amigo do indigesto - para dizer o mínimo - Ratinho.

Nunca havia escutado sobre sua excelsa pessoa, mas, como para tudo sempre existe uma primeira vez, cliquei num link de um twiteiro e cheguei a uma das performances da figura, no programa do Raul Gil.

E eis que me surpreendo com o discurso do cara detonando os institutos de pesquisa e questionando inclusive Lula. Obviamente, o tal Kajuru está buscando seus 15 minutos de fama, mas, por vias tortas, disse aquilo que está na garganta de muita gente: a farsa das pesquisas, o endeusamento de um fulano que - na minha opinião - só poderia ser presidente de boteco de beira de estrada. Só por isso, já merece ter seu desempenho veiculado em toda a blogosfera de oposição. Vejam o Kajuru em ação! Made my day!



Adendo: Texto do Blog Coturno Noturno sobre as pesquisas

  Os donos do Ibope, da Vox Populi, da Sensus e do Datafolha estão, em artigos, entrevistas e palestras, dizendo que a eleição está decidida. O que era briga entre eles no início ficou pacificado pela farta distribuição de dinheiro promovida junto ao setor.
  Todos estão de contrato novo, seja direta, seja indiretamente. Seja o Grupo Folha com o seu contrato de R$ 64 milhões para fazer as provas do Enem, seja a Vox com as pesquisas diárias de tracking para o próprio PT, seja o Ibope e contratos do filho do Montenegro com a Prefeitura do Rio e o Governo do Rio de Janeiro.
  O TSE fez uma dura legislação para regular as pesquisas eleitorais. Uma legislação que, com a posse do Ricardo Levando Não Sei o Quê, está sendo totalmente descumprida. Há quanto tempo este Blog denuncia que o Ibope não deposita as cidades pesquisadas no TSE? E que a Sensus repete exatamente as mesmas cidades da pesquisa anterior, assim como a Vox Populi? O TSE proibiu os humoristas de brincar com as eleições, mas permite que o dono do Ibope venha dar entrevistas para afirmar que o Brasil já tem presidente. Quer lavar a sua biografia suja, apostando na égua que está na frente, já que declarou que Lula não elegeria um poste, há um ano atrás.
  Que credibilidade pode ter o dono do Ibope, que está manipulando as suas pesquisas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, para atender a RBS, repetidora da Globo, que está em campanha de apoio a Dilma na região?
  E está errando por mais de 10 pontos! Obviamente, no final, o Ibope vai ajustar a margem de erro que faz parte do seu "pacote" de vendas ao mercado. Os donos de instituto de pesquisa viraram cabos eleitorais. Deveriam ser proibidos de se manifestar além dos limites dos seus levantamentos, pois geram noticiário e prejudicam a democracia. As pesquisas não estão tendo a transparência necessária, sob os olhos coniventes do TSE, que está burlando a lei não se sabe com que interesses ao não exigir que as suas próprias determinações sejam cumpridas. Coturno Noturno

domingo, 29 de agosto de 2010

29 de Agosto: Dia Nacional de Combate ao Fumo

O Dia Nacional de Combate ao Fumo é comemorado no dia 29 de agosto e tem como objetivo reforçar as ações nacionais de sensibilização e mobilização da população brasileira para os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais ocasionados pelo tabaco.

Para marcar este Dia nacional de Combate ao Fumo (29/08/10), o Inca (Instituto Nacional de Câncer) divulgará, na segunda-feira (30), o relatório final da Pesquisa Especial de Tabagismo (PETab) em pessoas de 15 anos e mais. De acordo com o estudo, o total de fumantes no país corresponde a 17,2% da população nessa faixa etária. O tabagismo causa 200 mil mortes anuais no Brasil.

No ano passado, o então governador José Serra (PSDB), atual candidato à Presidência,  assinou a lei antifumo, 13.541/09, que proíbia o fumo em locais fechados de uso coletivo, públicos ou privados, válida para o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos. Os fumódromos também deixaram de ser permitidos.

A lei causou certa polêmica quando implementada, mas hoje tem a aprovação de 99,7% da população paulista. A partir da iniciativa de São Paulo, várias outras cidades do Brasil implementaram leis semelhantes.
Hoje quase todos os Estados brasileiros (com exceção de Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais e Rio Grande do Sul) tomaram a mesma iniciativa. Atualmente tramita no Congresso o Projeto de Lei 315/08 para tornar o Brasil, como um todo, um país livre de tabaco.

O vídeo abaixo é da  campanha de 2009, mas a ideia apresentada continua sendo ótima.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Estado policial petista II: Acessos a dados na Receita atingiram personalidades e empresários fora do campo tucano

Reproduzo abaixo texto do jornalista Roberto Maltchik, publicado na Editoria "O País" do jornal O Globo, sobre a dimensão da devassa petista ao sigilo fiscal de cidadãos brasileiros. Para variar a canditadura de Dilma Roussef diz que nada tem a ver com a história e - com o cinismo peculiar a essa gente - diz que vai processar as vítimas por suposta calúnia.

Como tem estado impunes dos constantes crimes que cometem desde o episódio do mensalão e certos de que permanecerão impunes também neste caso, saem-se com a história já muito manjada de que não sabem de nada, que é preciso provar que a quebra de sigilo dos tucanos e de várias outras pessoas foi feita por eles ou a mando deles.

Considerando-se que a máfia petista aparelhou todo o Estado brasileiro, incluindo Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público, a quem poderia ser atribuída a quebra do sigilo fiscal desses cidadãos? Ao Obama, presidente dos EUA?

Outra patifaria que vêm dizendo para livrar a cara (de pau) é que as denúncias da oposição são desespero porque Serra estaria perdendo a eleição e assim inventando factóides. Considerando ser essa eleição uma das coisas mais fraudulentas já vistas desde o início da Nova República, há 25 anos, com institutos de pesquisa comprados com dinheiro público, para divulgar pretensas disparadas da canditadura petista, mais ainda se confirma o vale-tudo da quadrilha para eleger o poste.

O momento é muito delicado e exige de toda a população consciente que exija o aprofundamento das investigações sobre os autores das violações e seus mandantes. Agora já são 140 pessoas que tiveram seu sigilo fiscal quebrado. Confira o nome delas ao final do artigo

Devassa generalizada
Roberto Maltchik
O GLOBO (27/08/2010)

Acessos a dados na Receita atingiram personalidades e empresários fora do campo tucano

Além de tucanos, aliados e parentes do candidato à Presidência José Serra (PSDB), o terminal da analista tributária Adeildda Ferreira Leão dos Santos, na Delegacia da Receita Federal em Mauá (SP), serviu para a devassa dos dados fiscais de personalidades, empresários e contribuintes que vivem a milhares de quilômetros do ABC paulista.

O levantamento da Corregedoria da Receita na estação de trabalho da servidora revela que Ana Maria Braga, apresentadora da Rede Globo; a família Klein, que comanda as Casas Bahia; e políticos sem elo aparente com o candidato tucano também tiveram a declaração de Imposto de Renda examinada.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Estado policial petista: violação dos dados fiscais até de Ana Maria Braga!


Mais casos de violação do sigilo fiscal de cidadãos brasileiros vieram à tona ontem e dominam os noticiários desde então. Além do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, sabe-se agora que foram quebrados os sigilos fiscais de Luiz Carlos Mendonça de Barros, ministro do governo Fernando Henrique; Gregório Marin Preciado, marido de uma prima de José Serra; e Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil. Até mesmo a apresentadora da TV Globo Ana Maria Braga teve os seus dados acessados às 11h15 do dia 16 de novembro de 2009 (?!). E acabo de saber, pelo twitter, que o mesmo ocorreu contra a dona das Casas Bahia. Como se percebe, ninguém está a salvo da sanha fascistóide do PT em seu afã de instalar uma ditadura (e não importa o nome que se dê a ela) em nosso país.

Como tem permanecido impunes de todas as ilegalidades que cometem e que vieram à tona desde o espetáculo do mensalão, em boa parte pela covardia da oposição, que nunca soube ser oposição de fato, a bandidagem fascista vem reincidindo na prática de crimes e mais crimes. O aparelhamento do Estado brasileiro para uso do partido e não dos brasileiros é um dos sintomas mais graves, junto com a cooptação da imprensa e dos ataques a mesma, da erosão das instituições democráticas brasileiras.

Reproduzo abaixo, sobre o assunto, o editorial da Folha de São Paulo e o do Globo, além de um texto  do site Diário Tucano. Aproveito para convidar a todos para uma manifestação pela democracia em frente ao Teatro Municipal, no Viaduto do Chá, em São Paulo, às 18:00. Veja o cartaz.

 
Da Folha de São Paulo: Delinquência estatal

Notícia de que sigilo fiscal de mais três tucanos foi violado expõe de maneira didática o aparelhamento do Estado em prol de interesses partidários

Sabe-se, desde ontem, que Eduardo Jorge Caldas Pereira, vice-presidente do PSDB, não foi a única vítima da ação criminosa de funcionários da Receita Federal. Além dele, tiveram os seus sigilos fiscais violados três outros nomes ligados ao PSDB: Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso; Ricardo Sérgio, ex-diretor da Previ; e Gregorio Marin Preciado, parente do candidato tucano à Presidência, José Serra.

O caso, que já era grave, assume agora contornos escandalosos. Conforme a Folha noticiou em junho, os dados fiscais do dirigente do PSDB constavam de dossiê confeccionado pelo "grupo de inteligência" da campanha presidencial de Dilma Rousseff.

Caracteriza-se, agora de maneira cristalina, uma operação ilegal urdida no interior do organismo estatal com a intenção inequívoca de atingir José Serra, de quem todas as figuras envolvidas são ou foram próximas.

Consta que as informações do Imposto de Renda dos tucanos foram acessadas, sem nenhuma motivação profissional, nos terminais de agentes do fisco de Mauá (SP), local onde foram feitas as cópias das declarações de EJ.

Estamos diante de um caso exemplar de "aparelhamento do Estado", expressão que, de tão rotinizada, perdera o impacto que o novo escândalo lhe restitui. Mais do que a simples ocupação fisiológica da máquina, o que se tem neste didático episódio de aparelhamento são servidores públicos delinquindo no exercício de suas funções em benefício do partido.

Não se trata de ocorrência isolada. Não estamos diante de um deslize, mas de um método. Recorde-se o grupo de petistas flagrados em 2006, num hotel em São Paulo, com uma montanha de dinheiro de origem equívoca ao que tudo indica destinado a comprar dossiê contra o mesmo Serra, então candidato ao governo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva os batizou à época como "aloprados". Sob a aparência de reprimenda, é uma maneira de tratá-los como inimputáveis. O apelido já traduz algo da temerária leviandade com que o chefe do Executivo tem relevado atos de delinquência praticados por servidores e militantes, cada vez menos discerníveis uns dos outros.

O escândalo agora em tela guarda óbvia semelhança com a violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, o episódio talvez mais simbólico do atropelo das garantias individuais por agentes graduados de um Estado posto a serviço de seus membros.

A sucessão desses acontecimentos se beneficia do ambiente de impunidade que este governo desde o início cultivou para os seus apaniguados -e que só fez aumentar, à sombra da popularidade asiática do presidente.

A aclamação de Lula e da candidata que inventou para lhe suceder não pode tornar cidadãos (ontem o caseiro, hoje os adversários, amanhã quem?) reféns da sanha de um Estado desvirtuado por interesses particulares. Se dependesse de alguns setores que compõem o atual grupo dominante, não há dúvida de que o país caminharia na direção de um regime de vigilância policial.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Protesto contra a censura ao humor e a liberdade de expressão enquanto Hélio Costa persegue blogueiros!

Gabriel S. Azevedo na Alemanha
Gabriel Sousa Azevedo, estudante de Direito na faculdade Milton Campos e de Jornalismo na PUC-MG, integrante da Juventude do PSDB nacional e  presidente da Juventude do PSDB de Belo Horizonte, criou o blog Amigos do Anastasia (candidato pelo PSDB ao governo de Minas), além de integrar  a Turma do Chapéu, grupo de jovens que busca falar de política com humor.

Em seu blog, Gabriel colocou, primeiro, link para um vídeo no Youtube, onde o candidato pelo PMDB ao governo de Minas, Hélio Costa, da coligação da candidata Dilma Ruimseff (oopss, Roussef), aparece em uma animação pilotando uma nave errante, acompanhada por trilha sonora avisando que ele não conhece Minas e erra dados sobre o Estado.

Hélio Costa então entrou, no Tribunal Regional Eleitoral, no dia 03/07, com uma ação contra o YouTube e aplicação de multa contra o jovem Gabriel, multa diária que poderia chegar a 100 mil, por ter veiculado a animação no seu blog. A Justiça considerou a aplicação da multa abusiva e se contentou com a retirada do vídeo do Youtube.

Posteriormente, no blog do Noblat, este postou o vídeo que segue abaixo (o primeiro), onde se mostra a coligação de Hélio Costa com Fernando Collor, em outra eleição (1990). Gabriel colocou, em seu blog, link para essa postagem, e novamente Hélio Costa foi para cima do rapaz. Gozado que não para cima de quem postou o vídeo, o Ricardo Noblat.

O blog do Gabriel, que ficava hospedado no portal do UOL (o grupo Folha está perdendo a credibilidade a passos céleres), foi suspenso sem maiores explicações, e Hélio Costa foi novamente à Justiça pedir a interdição do conteúdo do twitter do rapaz que o estaria criticando. Como o rapaz passou a relatar no twitter as ações de Hélio Costa contra ele, os advogados do candidato pediram - pasmem - a prisão do blogueiro. Cliquem aqui para ver a ação.

Diante do buxixo geral que a atitude antidemocrática de Hélio Costa gerou, agora ele, em nota à imprensa, se saiu com uma história já conhecida neste pais desde o início do lulo-petismo, ou seja, de que  não sabia que os advogados haviam requerido a prisão do rapaz, que tinham agido por conta própria e que ele cancelara a medida por considerá-la uma atitude excessiva. Reafirmou, contudo, que lamentava ver as redes sociais sendo usadas para denegri-lo. Desde quando falar a verdade sobre o passado de um político é denegri-lo? Lembrando ainda que o verbo denegrir é considerado preconceituoso por muitos.

Essa história de se dizer "ofendido", quando chega a público a vida pregressa de candidatos a cargos públicos ou a de seus partidos, e a busca por calar o pretenso ofensor é o fim da picada. Foi com uma desculpa esfarrapada dessas que o PT conseguiu direito de resposta no site do PSDB e na revista Veja após o vice de Serra, Índio da Costa, e a revista da Abril terem trazido à baila as relações do partido com a organização narcoterrorista da Colômbia, conhecida como Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). O PT disse ter sido ofendido em sua honra (só rindo) por ter sido ligado ao narcoterrorismo, mas não negou, em nenhum momento, suas relações com o grupo em questão. "Diga-me com quem andas que te direi quem és", reza o ditado.

Enfim, é inacreditável estarmos vivendo novamente, mal passados 25 anos de volta à democracia, episódios de arbítrio como esses. Felizmente, as pessoas estão começando a reagir a esses abusos, protestando e botando a boca no trombone, como fez o Gabriel e os organizadores da manifestação contra a censura ao humor, ocorrida domingo agora no Rio. Abaixo seguem o vídeo, postado originalmente no site do Noblat, que provocou a ira de Hélio Costa e outro, da Turma do Chapéu, sobre a manifestação #humorsemcensura.

Abaixo qualquer tipo de censura. Abaixo a óbvia ditadura que estão instalando novamente em nosso país.



segunda-feira, 23 de agosto de 2010

23 de agosto: Dia da Memória das vítimas de todos os regimes autoritários e totalitários

Suecos comemoram o dia 23 de agosto
No ano passado, por ocasião da celebração do aniversário da Queda do Muro de Berlim, fiz uma postagem de onde retirei o texto que se segue (um trecho do texto integral). Como estamos novamente às voltas com regimes autoritários de esquerda agora no continente latino-americano e em nosso país, repetir a postagem sobre o dia 23 de agosto se torna imprescindível. Pouca gente sabe que o comunismo e o nazismo são apenas as duas faces da moeda totalitária, a cara e a coroa dos regimes de terror. Pouca gente sabe como Hitler e Stálin foram próximos. Muita gente ainda engole a conversinha mentirosa de que o comunismo visa lutar contra as injustiças e desigualdades do mundo capitalista. Melhor então conhecer as origens do totalitarismo vermelho.

Durante a Conferência de Praga Consciência Européia e o Comunismo, em junho de 2008, parlamentares da república da Tchecoslováquia redigiram a Declaração de Praga (veja tradução aqui), que convoca os países europeus a apoiarem a criação do Instituto da Memória e Consciência da Europa e a estabelecer legislação que permita aos tribunais de justiça julgar e condenar os culpados pelos crimes comunistas e compensar as vítimas do comunismo. Dessa conferência também saiu a proposta de tornar o dia 23 de agosto, dia do pacto nazi-comunista entre Hitler e Stálin de divisão da Europa (23/08/1939), como Dia da Memória das vítimas de todos os regimes autoritários e totalitários (abaixo um vídeo sobre o tema, financiado pelo grupo político da União Européia das Nações, que é parte de uma sequência de nove episódios. Clicando aqui você vai para a parte 1 desse documentário. Recomendo enfaticamente a visualização de toda a sequência).

Em abril do ano passado (dia 02/04/09), igualmente o parlamento europeu aprovou, em resolução sobre a consciência europeia e o totalitarismo, o apoio ao dia 23 de agosto, como Dia da Memória das vítimas de todos os regimes autoritários e totalitários, e a divulgação e a avaliação dos crimes cometidos pelos regimes comunistas totalitários.

A suástica e a foice e o martelo juntos
Neste momento em que, na América Latina, subprodutos da ideologia autoritária de esquerda assombram a vários países da região, seja na expressão do socialismo do século XXI de Hugo Chávez, clonado na Bolívia, Equador, Nicarágua, ou mesmo no autoritarismo popular ou subperonismo de Lula, como na definição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com ataques à liberdade de imprensa (cerceamento de jornais), ao Estado de Direito, a fazendas produtivas pelo MST, ao equilíbrio e à separação entre os poderes legislativo, executivo e judiciário, entre outros sintomas de erosão democrática, com ênfase para a corrupção, vale a pena se ver ou rever certas páginas tristes do século passado, por mais lastimáveis que sejam, a fim de evitar que elas não se repitam.

Também para quem deseja se aprofundar sobre o tema dos totalitarismos, é possível baixar dois e-books já clássicos sobre o assunto nos seguintes links: O Livro Negro do Comunismo e As origens do Totalitarismo .

Em As Origens do Totalitarismo, Hannah Arendt, compara brilhantemente o nazismo com o stalinismo. Em O Livro Negro do Comunismo, apresentam-se as seguintes cifras do genocídio provocado pelos regimes comunistas onde estes se instalaram. Os números são aproximados e há muita controvérsia sobre eles, com gente dizendo que estão superestimados ou subestimados, dependendo da cor ideológica do leitor e crítico. Seja como for, revela uma carnificina que deixa as ditaduras de direita no chinelo.

- URSS, 20 milhões de mortos,
- Camboja, 2 milhões de mortos,
- Leste Europeu, 1 milhão de mortos,
- China, 65 milhões de mortos,
- Vietnã, 1 milhão de mortos,
- Coreia do Norte, 2 milhões de mortos,
- América Latina, 150.000 mortos,
- África, 1,7 milhão de mortos,
- Afeganistão, 1,5 milhão de mortos,

- Movimento comunista internacional e partidos comunistas fora do poder, uma dezena de milhões de mortos. O total se aproxima da faixa dos cem milhões de mortos.

sábado, 21 de agosto de 2010

Os dossiês do PT e a democracia ameaçada

Abaixo depoimento de Gerardo Xavier Santiago, ex-diretor da Previ, à revista Veja sobre como o fundo de pensão (uma instituição de poupança de direito privado cuja função é garantir a aposentadoria dos funcionários do Banco do Brasil), foi usado para interesses partidários a fim de espionar adversários políticos do PT. Embaixo transcrevo também artigo de minha xará, Míriam Leitão, sobre esse e mais outros esquemas escusos que ameaçam seriamente a democracia brasileira.


Segunda ameaça
Míriam Leitão

O Brasil perderá esta eleição, independentemente de quem vença, se ficarem consagrados comportamentos desviantes assustadoramente presentes na política brasileira. Uso de um fundo de pensão para construir falsas acusações contra adversários, funcionários da Receita acessando dados protegidos por sigilo, centrais de dossiês montados por pessoas próximas ao presidente.

A cada eleição, fatos estarrecedores têm sido aceitos como normais na paisagem política, e eles não são aceitáveis. Quando a Polícia Federal entrou no Hotel Ibis, em São Paulo, em 2006, e encontrou um grupo com a extravagante quantia de R$ 1,7 milhão em dinheiro vivo tentando comprar um dossiê falso, havia duas notícias. Uma boa: a PF continuava trabalhando de forma independente. A ruim: pessoas da copa, cozinha, churrasqueira e campanha do presidente da República e do candidato a governador pelo PT em São Paulo estavam com dinheiro sem origem comprovada e se preparando para um ato condenável. A pior notícia veio depois: eles ficaram impunes.

Nesta eleição, depoimentos e fatos mostram que estão virando parte da prática política, principalmente do PT, a construção de falsas acusações contra adversários, o trabalho de espionagem a partir da máquina pública, o uso político de locais que não pertencem aos partidos.
As notícias têm se repetido com assustadora frequência. O verdadeiro perigo é que se consagre esse tipo de método da luta política. A democracia não é ameaçada apenas quando militares saem dos quartéis e editam atos institucionais. Ela corre o risco de “avacalhação”, para usar palavra recente do presidente Lula, quando pediu respeito às leis criminosas do Irã.

Sobre o desrespeito às leis democráticas brasileiras, Lula não teme processo de “avacalhação”, pelo visto. A Receita Federal não presta as informações que tem o dever de prestar sobre os motivos que levaram seus funcionários a acessarem, sem qualquer justificativa funcional, os dados da declaração de imposto de renda do secretário-geral do PSDB, Eduardo Jorge. Nem mesmo explica como os dados foram vazados de lá. Se a Receita não divulgar o que foi que aconteceu, com transparência, ela faz dois desserviços: sonega ao país informações que têm o dever de prestar antes das eleições; mina a confiança que o país tem na instituição, porque sua direção está adiando, por cumplicidade eleitoral, a explicação sobre o que houve naquela repartição.

Nas últimas duas semanas, a “Veja” trouxe entrevistas de pessoas diretamente ligadas ao governo e que trabalham em múltiplos porões de campanha. O que eles demonstram é que aquele grupo de aloprados do Ibis não foi um fato isolado. Virou prática, hábito, rotina no Partido dos Trabalhadores. Geraldo Xavier Santiago, ex-diretor da Previ, contou à revista que o fundo de pensão, uma instituição de poupança de direito privado cuja função é garantir a aposentadoria dos funcionários do Banco do Brasil, era usada para interesses partidários. Com objetivos e métodos escusos. Virou uma central de espionagem de adversários políticos. Agora, é o sindicalista Wagner Cinchetto que fala de uma central de produção de espionagem e disparos contra adversários; não apenas tucanos, mas qualquer um que subisse nas pesquisas.

Esse submundo é um caso de polícia, mas há outros comportamentos de autoridades que passaram a ser considerados normais nas atuais eleições. E são distorções. Não é normal que todos os órgãos passem a funcionar como ecos do debate eleitoral, usando funcionários pagos com os salários de todos nós, estruturas mantidas pelos contribuintes. Todos os ministérios se mobilizam para consolidar as versões fantasiosas da candidata do governo ou atacar adversários, agindo como extensões do comitê de campanha. Isso é totalmente irregular. Na semana passada, até o Ministério da Fazenda fez isso. Um relatório que é divulgado de forma rotineira, virou palanque e peça de propaganda, com o ministro indo pessoalmente bater bumbo sobre gráficos manipulados para ampliar os feitos do atual governo e deprimir os do anterior. O que deveria ser técnico virou politiqueiro; o que deveria ser prestação de contas e análise de conjuntura virou peça de propaganda.

Um governo não pode usar dessa forma a máquina pública para se perpetuar; órgãos públicos não são subsedes de comitês de campanha; fundos de pensão não são central de fabricação de acusações falsas; o governo não pode usar os acessos que tem a dados dos cidadãos para espionar. Isso mina, desqualifica e põe em perigo a democracia. Ela pressupõe a neutralidade da máquina mesmo em momentos de paixão política. Nenhuma democracia consolidada aceitaria o que acontece aqui.

A Inglaterra acabou de passar por uma eleição cheia de paixões em que o governo trabalhista perdeu por pouco, mas não se viu lá nada do que aqui está sendo apresentado aos brasileiros com naturalidade, como parte da disputa política. Crime é crime. Luta política é um embate de propostas, estilos e visões. O perigoso é essa mistura. Como a História já cansou de demonstrar, democracia não significa apenas eleições periódicas. A manipulação da vontade do eleitor, o uso de meios ilícitos, o abuso do governante ameaçam a liberdade, tanto quanto um ato institucional.

Contra a censura ao Humor Político - Protesto no Rio!

Não sei se todo o mundo sabe, mas os humoristas estão proibidos de fazer piada com os candidatos. Considerando o caráter cada vez mais farsesco dessa eleição, com tanta coisa dita e feita a sério, que em países civilizados só poderia ser considerada piada, essa proibição é absurda e ridícula. Aliás, em países civilizados, humoristas podem exercer sua profissão e fazer humor em época eleitoral e fora dela sem intimidações e constrangimentos.

Aqui, de volta a tempos autoritários, cada vez mais vemos de novo a mão fechada da censura. Como no cartaz acima, quem diria que haveríamos de viver isso novamente. Pois, é! Pelo menos, os humoristas resolveram reagir e fazer um protesto no domingo agora, dia 22/05, às 15:00, em frente ao Copacabana Palace, no Rio. Estou ajudando a divulgar. Todos contra a censura. Quem puder, junte-se a eles pela liberdade.

Comerciais com cães! Para espairecer.

Tive cachorros quando criança até a juventude. Depois os gatos entraram na minha vida, pelas mãos do destino, e acabei me apaixonando irreversivelmente por eles. Mas mantenho os dogs no coração como todos os outros bichos aliás.

Passeando pela página de uma colega que cria galgos no orkut, encontrei um link para um site sobre esses animais com alguns vídeos bem divertidos. São comerciais, um do carro Xsara Picasso, onde a estrela é um whippet que corre quase tanto quanto o automóvel.

O outro é um comercial de um produto para fazer chapinha, da Phillips. A fala no final diz mais ou menos: alguns lindos cabelos lisos existem naturalmente. Para o resto de nós, o produto tal... A estrela do anúncio nesse caso é um imponente afghanhound com aquela cabeleira loura de dar inveja em qualquer mulher.

E o terceiro também tem como protagonista um afghanhound num comercial da cerveja Budweiser. Três mulheres estão naturalmente tomando cerveja na parte externa de um bar, quando uma delas vê um carro esporte, com um homem e uma "loura", que para no farol. Então, ela diz para uma das amigas: Ei, aquele não é seu namorado, Tom? E aparece o homem beijando e afagando a suposta loura para indignação da namorada. /lol/

 Muito bem bolados os três comerciais:





domingo, 15 de agosto de 2010

Práticas libertárias: homeschooling (ensino em casa)

Cleber Nunes e os filhos
Em listas de discussão na Web, muitas vezes já ridicularizaram, por ignorância, o fato de eu me identificar como libertária. A palavra libertária tem sido usada de forma tão confusa que muita gente, que de libertária não tem nada, ostenta a designação, desconhecendo o significado histórico dessa corrente política. No Brasil, inclusive, muitos porra-loucas, descendentes tardios da contracultura, do hippismo,  dizem-se libertários, confundindo dificuldade de aceitar limites com liberdade, abusando de clichês antiburgueses e se posicionando contra qualquer símbolo de autoridade.

De fato, contudo, a grosso modo, libertários são aquelas pessoas que lutam pelos direitos dos indivíduos contra o poder coercitivo do Estado e de outras instituições da sociedade. De vasto espectro político, definem-se como libertários os anarquistas tanto anticapitalistas quanto capitalistas e os liberais, além de outras tantas variantes entre eles. Em comum, a visão de que quanto menos o Estado interferir na vida da sociedade, dos indivíduos, melhor, havendo inclusive quem acredite na total abolição do Estado, posição que refuto por utópica. Nem preciso dizer que, com uma variação tão grande nesse espectro político, a disputa pelo título de verdadeiro libertário é intensa, com as diferentes correntes  desdenhando umas das outras.

Pessoalmente, acho que os anarquistas anticapitalistas acabam sendo muito contraditórios, pois que, embora queiram menos Estado e mais autogestão, como também elegeram o capitalismo como seu inimigo, acabam fazendo alianças com a esquerda autoritária e tragicomicamente ajudando a erigir o Estado totalitário tão apreciado por esse pessoal. Para os anarquistas dessa perspectiva tentarem construir algo novo, que vá além do Estado e do mercado, precisariam afastar-se da esquerda autoritária, como já acontece com algumas correntes nos EUA. Na América Latina, porém, continuam presos ao século XIX, aos textos do Bakunin e a uma retórica anticapitalista que não aponta para qualquer alternativa viável.

No que se refere à coerência, os anarquistas capitalistas e os liberais saem ganhando porque, de fato, embora o capitalismo não seja exatamente uma flor cheirosa, consegue sem dúvida garantir mais liberdade a um número maior de indivíduos, algo inconcebível nos regimes autoritários sejam de "esquerda" ou de "direita", onde o Estado busca controlar até a intimidade das pessoas. 

Enfim, nessa postagem apresento um vídeo que aborda o tema do homeschooling, o ensino em casa, prática muito comum nos países de língua inglesa,  recentemente liberado pelo Ministério da Educação do atual governo, em 22 de junho deste ano, não se sabe se por descuido, por ignorância, ou porque,  incapaz de dar educação minimamente razoável às crianças brasileiras, o Estado tenha decidido delegar a tarefa também aos país. A brecha na lei que permitiu a liberação do homeschooling, antes considerado criminoso (é mole?), suprimiu o ítem que obrigava a conclusão do Ensino Fundamental para obter o Certificado de Conclusão do Ensino Médio através do resultado do ENEM. Agora, para obtenção do certificado de conclusão do Ensino Médio, os(as) participantes devem:

a) Ter 18 (dezoito) anos completos até a data de realização da primeira prova do ENEM 2010;
b) Ter atingido o mínimo de 400 pontos em cada uma das áreas de conhecimento do ENEM;
c) Ter atingido o mínimo de 500 pontos na redação.”

Seja como for, trata-se de uma vitória, pois o homeschooling é uma prática libertária que dá aos pais a liberdade de ensinar seus filhos da maneira que consideram mais correta, coisa que nas escolas em geral não ocorre, principalmente nesses tempos de doutrinação esquerdistóide nos bancos escolares. Entretanto, vejam o calvário pelo qual passou o designer autodidata Cleber Nunes quando decidiu ensinar seus filhos por conta própria. É nessas horas que a gente se dá conta da absurda ingerência do Estado em nossas vidas que quer tutelar desde a educação das crianças até o nosso direito de morrer como e quando quiser. E tem gente que ainda acha pouco. Por último, esperemos que com essa mudança na lei, o Cleber agora possa recorrer das injustas acusações de que foi vítima.


"Homeschooling" - Cleber Nunes from Mises Brasil on Vimeo.

domingo, 8 de agosto de 2010

Vamos salvar a vida de Sakineh Mohammadi Ashtiani!

Encabeçada pelo saudoso presidente Fernando Henrique Cardoso, lista de notáveis pede pela vida da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, ameaçada de apedrejamento por suposto adultério. Ainda que tivesse cometido crime hediondo, semelhante pena não pode constar mais da prática de nenhuma sociedade minimamente civilizada, ainda mais tendo como desculpa um livro religioso.

Religião significa (re)ligação com Deus, simbologia que remete à ideia de inteligência universal, de compaixão e bondade. Tal prática bárbara tem parte é com o diabo, do latim diabolus, aquele que separa, aquele que gera o ódio entre os humanos e dele se alimenta.

Tal prática tem a ver com ódio às mulheres (misoginia) que em países islâmicos encontra as mais diversas formas de expressão: mutilação dos genitais, mutilação de narizes e orelhas, mutilação por fogo (literalmente tocam fogo nas mulheres), estupro, apedrejamento. No caso do Irã, também são vítimas de mortes bárbaras homossexuais, opositores do regime, crentes de outras fés que não o Islamismo, entre outros.


Neste momento em que o governo Lula muito nos envergonha, com sua infame "amizade" com o presidente iraniano, vamos mostrar ao mundo que ele não nos representa e que nós, brasileiros de bem, repudiamos essa chocante e abjeta violação dos direitos humanos.

Abaixo reproduzo texto do site da campanha e 2 vídeos sobre outro apedrejamento.
Clique aqui para assinar a petição a favor da vida de Sakineh. Eu já assinei. Repasse a campanha para o maior número de pessoas que puder. 

 
Sakineh Mohammadi Ashtiani, mãe iraniana, pode ser executada a qualquer momento.
9 de julho de 2010: Mohammad Mostafavi, advogado de Sakineh Ashtiani, disse à AFP: "ainda não fui informado de qualquer suspensão da sentença. Minha cliente continua na prisão." Uma mulher iraniana encara a morte após ser torturada por um suposto adultério.

Em 2006, Ashtiani foi condenada por ter mantido .relações ilícitas. e recebeu 99 chibatadas. Desde então, esta mulher de 43 anos está na prisão, onde se retratou da confissão feita sob a coerção das chicotadas.

Só recentemente é que ela foi levada ao tribunal e recebeu um novo julgamento. De novo ela foi condenada e, desta vez, apesar de já ter sofrido uma punição, foi sentenciada à morte por apedrejamento. Essa prática desumana envolve enrolar firmemente a mulher, da cabeça aos pés, com lençóis brancos, enterrá-la na areia até os ombros e golpeá-la à morte com pedras grandes.

Ontem, no final da tarde, o governo do Irã negou a informação de que Ashtiani seria executada por apedrejamento, embora sua sentença de morte ainda possa ser levada a cabo por outro método, provavelmente o enforcamento.

Os ativistas dos direitos humanos no Irã, incluindo a Anistia Internacional, duvidam da veracidade dessa declaração e continuam preocupados com o destino de Ashtiani.

Não podemos deixar Ashtiani tornar-se mais uma vítima do tratamento aviltante e desumano dispensado às mulheres no Irã, que se tornou uma realidade cotidiana. Faça sua voz ser ouvida e encoraje outras pessoas a fazer o mesmo

Tome uma atitude contra a prática do apedrejamento; tome uma atitude contra o abuso de mulheres, assine esta petição.



O rei está nu: garoto de favela carioca peita Lula e Sérgio Cabral!

Leandro, menino da favela de Manguinhos, no fim de maio de 2009, criticou  as obras esportivas feitas por Lula e encaminhadas por Sérgio Cabral, governador do Rio, na cara dos dois. Sem saber que estavam sendo filmados, Lula e Cabral mostraram suas verdadeiras faces prepotentes, demagógicas e eleitoreiras, buscando, com linguagem chula e agressiva, intimidar o garoto.  Que não se intimidou. Meu garoto!

Vale lembrar que, além da ridícula lei da palmada, que quer impedir pais de darem tapinhas nos filhos mais levados, porque isso seria uma grande violência (sic), Lula também oficializou o Estatuto do Torcedor, onde, entre outras balelas, quer-se impedir os torcedores de dizer palavrões nos estádios. É mole?

Agora, vejam as falas de suas Excrescências no vídeo e concluam se eles têm moral e credibilidade para sequer tentar dar palpite na vida alheia.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Diana Krall canta Tom Jobim, em português, com adorável sotaque!

A cantora e pianista de jazz Diana Krall nasceu em Nanaimo, British Columbia, estado do Canadá, em 16 de novembro de 1964. Começou a ter lições de piano clássico aos quatro anos, e seu pai, também pianista, a introduziu ao jazz quando ainda muito nova. Aos 15 anos, estreou profissionalmente tocando em restaurantes enquanto continuava seus estudos com músicos de jazz.

Seu primeiro disco Stepping Out foi gravado pela Justin Time Records em 1993. Depois vieram Only Trust Your Heart (1995); All for You (tributo a Nat King Cole, considerado seu álbum fundamental), em 1996; Love Scenes (1997); When I Look in Your Eyes (1999) orquestrado na maioria das faixas do disco; The Look of Love, de 2002, com o qual ganhou 3 prêmios, como Artista do Ano, Álbum do Ano e Melhor Álbum Vocal do Ano; The Girl in the Other Room (2004), em parceria com o marido Elvis Costello; Live At The Montreal Jazz Festival (2004); From this Moment On (2006); Quiet Nights (2009).

Em visita ao Brasil, em outubro de 2008, por ocasião da comemoração dos 50 anos da bossa nova, de quem obviamente é fã, a bela e talentosa Diana Krall  se apresentou em várias cidades brasileiras e depois lançou um DVD especial com as músicas dos shows (ver na foto). Uma das músicas foi Esse seu olhar, de Tom Jobim, que ela canta com adorável sotaque. Vejam letra e vídeo abaixo. Confiram também o site da diva. Para exorcisar um pouco a atual mediocridade social, política e cultural do Brasil.

Este seu olhar quando encontra o meu
Fala de umas coisas
Que eu não posso acreditar
Doce é sonhar, é pensar que você
Gosta de mim como eu de você

Mas a ilusão quando se desfaz
Dói no coração de quem sonhou
Sonhou demais, ah! se eu pudesse entender
O que dizem os seus olhos

domingo, 1 de agosto de 2010

Cara ou Coroa

Transcrevo abaixo artigo de Fernando Henrique Cardoso, dos jornais de hoje, sobre as eleições deste ano. Análise precisa, sempre elegante (e eu acho FHC elegante demais para o patamar petista) e apontando o que o pleito deste ano realmente significa: a escolha entre duas visões diferentes de mundo, uma democrática; a outra, autoritária.

Em pouco mais de dois meses escolheremos o próximo presidente. Tempo mais do que suficiente para um balanço da situação e, sobretudo, para assumirmos a responsabilidade pela escolha que faremos. É inegável que a popularidade de Lula e a sensação de "dinheiro no bolso", materializada no aumento do consumo, podem dar aos eleitores a sensação de que é melhor ficar com o conhecido do que mudar para o incerto.

Mas o que realmente se conhece? Que nos últimos 20 anos melhorou a vida das pessoas no Brasil, com a abertura da economia, com a estabilidade da moeda trazida pelo Plano Real, com o fim dos monopólios estatais e com as políticas de distribuição de renda simbolizadas pelas bolsas. Foi nessa moldura que Lula pregou sua imagem.

Arengador de méritos, independentemente do que diga (quase nada diz, mas toca em almas ansiosas por atenção), vem conseguindo confundir a opinião, como se antes dele nada houvesse e depois dele, se não houver a continuidade presumida com a eleição de sua candidata, haverá retrocesso.

Terá êxito a estratégia? Por enquanto o que chama a atenção é a disposição de bem menos da metade do eleitorado de votar no governo, enquanto a votação oposicionista se mantém consistente próxima da metade. Essa obstinação, a despeito da pressão governamental, impressiona mais do que o fato de Lula ter transferido para sua candidata 35% a 40% dos votos. Assim como impressiona que o apoio aos candidatos não esteja dividido por classes de renda, mas por regiões: pobres do Sul e do Sudeste tendem a votar mais em Serra, assim como ricos do Norte e do Nordeste, em Dilma. O empate, depois de praticamente dois anos de campanha oficial em favor da candidata governista, tem sabor de vitória para a oposição. É como se a lábia presidencial tivesse alcançado um teto.

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