Curso de extensão da USP

sobre Judith Butler e Michel Foucault

O sequestro do termo "gênero":

uma perspectiva feminista do transgenerismo

Mulheres na Ciência

Estudantes criam bactéria que come o plástico dos oceanos

Mulheres na Ciência:

Duas barreiras que afastam as mulheres da ciência

segunda-feira, 30 de março de 2009

A fera nossa de cada dia!

Esta semana que passou quase me vi envolvida num tremendo barraco pelo grande crime de não ter lido e não ter comentado um texto que me enviaram como circular num e-mail. Por conta da minha longa militância, algumas pesquisadoras, que já me entrevistaram, pedem meu parecer sobre suas teses. Muitas vezes, pela correria da vida cotidiana, deixo de comentar de imediato ou levo inclusive tempo para comentar o que me enviam. Nesses casos, contudo, quando sou objetivamente convocada a dar minha opinião sobre algo, pelo menos me sinto na obrigação de me desculpar por não ter lido ou por ter demorado a responder. Nunca me ocorreu, contudo, de alguém me vir com paus e pedras porque não expressei minha opinião sobre um texto. Tá certo que minha opinião vale muito (rsss), mas não é caso para tanto.

Como para tudo, porém, existe uma primeira vez, na semana passada fiz meu debut nesse tipo de imbróglio. Dado o caráter cordial do relacionamento que tinha com a pessoa barraqueira em questão (não sabia que era barraqueira até então) e pelo fato inclusive de estar tentando convencê-la a escrever num projeto coletivo de uma colega em comum (nem de minha iniciativa o projeto é), expliquei que não lera e comentara aquele texto dela, da barraqueira (embora tivesse comentado outros), por ter estado muito ocupada, ao mesmo tempo que busquei incentivá-la a redigir para o projeto coletivo pela idéia do projeto simplesmente. Mas a figura afirmou que, como lia meus textos, apesar de eu não ter pedido que o fizesse, eu tinha a obrigação (como amiga...rsss) de ler e comentar os dela, e, já que não lia os dela, não estava em posição de lhe pedir que escrevesse em nenhum outro lugar (sic). E quanto mais logicamente eu tentava argumentar com a dita, mais enfurecida ela ficava, começando, depois de um certo momento, literalmente a delirar, dizendo-se atacada, perseguida e não sei mais quantas outras. Como vi que estava entrando numa areia movediça porque a figura distorcia tudo o que eu dizia, entendendo inclusive o avesso do que eu falava, encerrei a conversa ponderando que ela estava querendo brigar, mas eu não queria, e desejando-lhe que ficasse bem e se encontrasse. A dita ainda me enviou uma mensagem desaforada, quando então a bloqueei, mas continua pela Web a destilar seu surto e, por certo, a veicular suas alucinações pelos bastidores da vida.

Conversa de louco, não é mesmo? Circulares de textos rolam aos milhares pelas caixas de entrada de todo mundo, por isso mesmo, quando se quer uma opinião de qualquer forma, a gente expressa isso claramente. Se não, entende-se que é facultativo ao destinatário comentar ou não a circular. Claro, todo mundo espera um feedback de tudo que envia, mas ninguém, em estado normal, arma um tremendo barraco porque alguém não leu um texto em particular.

Mas parece mesmo que está todo mundo meio louco, arrumando
brigas por motivos fúteis, como barris de pólvora humanos de pavio super-curto. Em novembro do ano passado, presenciei, mais do que vivi, um outro lance desses de ira despropositada. Ia deixar uma colega no ponto de ônibus, mas antes parei na farmácia, e ela me acompanhou para dar continuidade à conversa que mantínhamos. Estacionei o carro atrás de um outro de vidro fumê, e lá fomos às compras. Quando já estava no caixa, reparo que a pessoa do carro de vidro fumê manobrava, tentando sair, sabe-se lá por onde, pois não havia espaço para tal, e se aproximava perigosamente do meu carro. Pedi à colega que me acompanhava que fosse dizer @ motorista que esperasse um pouquinho que eu já estava pagando as compras. Minha colega foi e voltou irritada porque a motorista (era uma mulher) fora grosseira com ela, dizendo que tinha o que fazer, coisas do gênero (só ela, né?) em voz alta. Até apressei a caixa, alertando-a que tinha uma atacada ali no estacionamento e que era melhor correr.

Bem, saímos da farmácia e fomos para meu carro. Minha colega pegou a mochila que havia deixado no banco de trás, demos um beijinho de despedida, ela saiu em direção ao ponto de ônibus e eu sentei no banco do motorista, para dar partida no carro, quando se iniciou uma cena inusitada. Minha colega, que já estava a meio caminho do ponto de ônibus, retornou e se dirigindo ao carro de vidro fumê ergueu o braço e exclamou um “como é que é mesmo?”. Depois fiquei sabendo que a motorista havia dito para minha colega que era bom mesmo ela se apressar para não perder a hora na zona (sic). Ato contínuo, saiu do carro de vidro fumê uma versão brasileira do Arnold Schwarzenegger, se dirigiu a essa minha colega soltando fogo pelas narinas, pegou-a pelos ombros e a empurrou. Ela se estatelou no meio fio. Daí que saio eu do meu carro, para acudir a colega, e a barraqueira da motorista do vidro fumê sai do carro dela agora preocupada em controlar seu provável marido pitbulll que ela mesmo atiçara. Os transeuntes começaram a rodear a cena e a dizer para chamar a polícia ao mesmo tempo que xingavam o grandalhão de covarde, assim meio baixinho porque o tamanho do pitt e sua raiva botavam mesmo medo.

Enquanto eu entrava no meu carro de volta, para abrir a porta para minha colega a fim de sairmos dali (ela estava inclusive com um dos cotovelos sangrando), o Arnold também veio para o meu lado fungando e babando. Me senti como naquela cena do Alien III quando o monstro chega bem perto do rosto da Ripley mas não a mata porque sabe que ela estava grávida de outro monstrinho. O Arnold quase encostou o nariz no meu, mas eu mantive a pose e lhe disse que, se me tocasse, a coisa ia ficar feia. Funcionou porque ele se afastou, pude abrir a porta do carro do motorista e do passageiro para minha colega entrar e fugirmos dali. Antes pegamos a placa do veículo do pitt e, posteriomente, fomos à delegacia da mulher dar queixa. Como a colega já tinha problemas osteomusculares, o tombo agravou sua condição, estando até hoje na base da fisioterapia.

Coisa de louco, não é mesmo? Como é que alguém pode estar tão alterado a ponto de agredir outro alguém por que não tem paciência para esperar as manobras de um carro num estacionamento público? E as conseqüências de atitudes como esta? Minha colega poderia ter batido a cabeça no meio fio e ter sofrido algo bem mais sério do que problemas nas articulações.

Cito esses dois casos porque são os mais recentes que vivi, mas não são os únicos e não sou a única a ter vivido ou presenciado atitudes deste tipo principalmente em cidades como São Paulo. Tem muita gente que perde até a vida em simples brigas de trânsito, de bar, de rua. Gente que nunca sequer lhe viu, por qualquer picuinha, se toma de fúria descontrolada e parte para a baixaria verbal ou física num piscar de olhos.

O senso comum diz que há muitas pessoas por aí, carregadas de frustrações, desapontamentos, que buscam descarregar em outras pesssoas seus infortúnios, e o mais certo é simplesmente não deixar que elas lhe façam de lixeira. Sem dúvida, manter a cabeça fria em momentos de ataques alheios, súbitos e sem sentido, pode minimizar realmente as conseqüências dos atos dos destemperados sobre nossas vidas. Mas creio que é necessário uma análise mais ampla das sociedades que, cada vez mais, produzem gente assim tão irada, tão egoísta, tão amarga, tão de mal com a vida.

terça-feira, 24 de março de 2009

Maria Bethânia Reverso

Na Ilustrada de domingo (FSP), 22/03/09, o jornalista Marcus Preto fez um artigo sobre a postagem dos trabalhos de Maria Bethânia na Web, inclusive destacando que se pode encontrar coisas raras da diva na rede. Como exemplo, citou o blog de fãs da cantora, Maria Bethânia Reverso, onde se pode baixar realmente, em áudio ou vídeo, gravações e shows antológicos da artista.

Baixei o áudio do show Rosa dos Ventos, de 1971, acho que o espetáculo mais expressivo de Bethânia, pois era mais do que um show, era um congraçamento dos fãs, uma espécie de rito de toda uma geração sufocada por aqueles tempos sombrios.

Gal Costa também teve um show antológico como o Rosa dos Ventos, o Fatal, Gal a Todo Vapor, também de 1971, que incluía, entre outras músicas, Vapor Barato, do Jards Macalé e do Waly Salomão, para lá de representativo também não só da carreira da cantora como de toda uma época.

Ambos os espetáculos foram pontos altos dessas duas artistas e muito icônicos daquele momento da cultura e da vida brasileiras. À parte isso, a qualidade e a beleza das músicas desses shows são, como tudo que é bom, atemporais, e podem ser ouvidas pelas novas gerações numa boa.

Nesse sentido, quem é bon gourmet musical não deve deixar de acessar o blog Reverso para conhecer ou (re)conhecer a carreira da Betha.

Posto abaixo, Maria Bethânia cantando Lamento do Morro, de Orfeu do Carnaval, que encontrei, na página do orkut de uma colega, e que é linda.


sábado, 21 de março de 2009

Boas-vindas ao admirável mundo novo.

O assunto da semana que se encerrou, na área dos costumes, foi sem dúvida a matéria da revista Época sobre a garota que ficou grávida da companheira, auxiliada pelas modernas técnicas de reprodução assistida. Uma das mulheres cedeu os óvulos, fertilizados com o sêmen de um doador, e a outra, o útero, onde foram implantados os óvulos fertilizados. O resultado foram gêmeos, um menino e uma menina. O casal, com a parceira grávida agora nos 7 meses, quer registrar as futuras crianças no nome das duas mães que, desta vez, são mães inclusive biológicas, para desespero dos conservadores, sobretudo religiosos. Para tal, as moças recorreram à advogada Maria Berenice Dias, do Rio Grande do Sul, que já se oficializou como advogada dos direitos homossexuais no Brasil. As moças querem, além do interesse próprio, abrir precedente jurídico para o reconhecimento da maternidade ou paternidade conjunta de casais de mulheres e de homens.

Com uns e umas contra e outras e outros a favor, a discussão promete muito pano para manga. E desde já discussões paralelas também começam a surgir. O advogado Pedro Estevam Serrano, colunista da revista jurídica Última Instância, julga, em seu artigo O reconhecimento de filiação de casal lésbico, não haver empecilho legal para o reconhecimento da maternidade conjunta do casal lésbico, mas se preocupa com o fato de o pai biológico dos gêmeos ser desconhecido.

Segundo ele, a criança, fruto de inseminação artificial, tem o direito de “saber de sua história genética e exigir de seu pai o cumprimento dos deveres inerentes à paternidade, bem como exercer os direitos de filiação que lhe são acometidos, inclusive, herança etc., sob pena de jogarmos pá de cal nos direitos infantis e adolescentes previstos no art. 227 de nosso Texto Maior.” “... A criança que nasce tem direito de saber quem é seu pai e dele receber os cuidados e mantença que faz jus, bem como a exercer todos os demais direitos inerentes à filiação ou dela decorrentes.”
Achei estranhas as colocações do autor. Primeiro que sua visão sobre paternidade é inteiramente biologizante, tanto que o doador do esperma vira pai compulsório, ainda que não queira. Me parece que a paternidade e a maternidade vão além da questão do encontro de espermatozóides com óvulos. Pai e mãe são fundamentalmente aquelas pessoas que criam a criança, que a nutrem não só de leite materno como também de carinho, amor, atenção, que bancam sua sobrevivência, estudos, etc... Segundo, pressupõe-se que quem doa sêmen o faz por um ato de generosidade, para ajudar a quem não pode ter filhos, abstendo-se de futuras interferências na vida do casal receptor da doação e se isentando igualmente de cobranças quanto às obrigações da paternidade. Senão, de repente, criaremos um grupo de crianças de proveta super-privilegiado a receber pensões e heranças em duplicidade enquanto tantos outros não têm os cuidados sequer de um único pai.

Daí que, mesmo considerando válida a idéia de assegurar o direito da criança de conhecer seu pai biológico, não vejo como justa a causa de cobrar de um doador de esperma os tributos de uma paternidade normal. Se a questão ainda fosse só conhecer o pai, ainda vá lá, embora não me pareça algo assim tão simples de qualquer forma, mas cobrar do doador responsabilidades que ele não assumiu não é correto, a meu ver. O que essas cobranças – que no exterior já ocorrem com certa freqüência – podem trazer é uma debandada geral dos doadores, o que não é desejável para muita gente.

No mais, nossas boas-vindas a esse admirável mundo novo.

domingo, 8 de março de 2009

Violência contra a mulher

O tema da marcha pelo dia internacional da mulher deste ano é o combate a violência contra as mulheres. Navegando no UOL, vi este vídeo que posto abaixo sobre até onde este grau de violência pode chegar. Trata-se de um caso de violência no Paquistão.

Ao ver o vídeo, pelo seu impacto, resovi me contradizer e falar de um tema militante, neste 8 de março. Ao vê-lo lembrei também de um documentário que assisti há tempos sobre a violência contra a mulher naquele país, da National Geographic, se não me engano intitulado Crimes de Honra. O documentário tinha por eixo a história de uma mulher que teve o nariz, os olhos e as orelhas arrancadas pelo marido porque este a vira cumprimentar e trocar umas palavras com outro homem numa via pública. Sentindo-se desonrado (sic), ao chegar em casa, o facínora quase a matou de pancada e a mutilou dessa forma terrível com uma faca (foto acima).

O documentário segue a saga dessa mulher, Zahida Perveen, que contou com a ajuda do irmão e de um médico residente nos EUA, até a reconstituição plástica de seu nariz e orelhas e da implantação de simulacros de globos oculares que permitissem que ela pudesse ao menos voltar a ter uma vida social (foto ao lado). Num caso raro para o Paquistão, Zahida Perveen também processou o criminoso.

Paralelamente, outros casos de mulheres queimadas e mutiladas de várias formas por seus maridos foram sendo apresentados num filme de horror indescritível sobretudo por não ser um filme.

Também é entrevistada, no meio dessas trevas, uma mulher que se tornou ativista pelos direitos das mulheres em seu país, Shahnaz Bokhari e organizou um grupo contra a violência denominado Associação das Mulheres Progressistas de Islamabad. É ela que aparece no vídeo que posto abaixo, em homenagem a todas as mulheres que lutam por simplesmente viver em segurança neste planeta.

Também são do site de sua organização as fotos da mulher que foi mutilada pelo marido e que postei aqui. Neste site também se encontram outras fotos e histórias igualmente impressionantes. Vale a visita.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Lugar de Mulher - pelo 8 de março

Confesso que ando meio sem pique para comemorar o dia internacional da mulher seja pelo porre capitalista de tantas propagandas comerciais para você comprar num sei o quê em homenagem às mulheres (sic) seja pelo porre esquerdista de ver as questões da mulher novamente subordinadas à luta contra a burguesia, o neoliberalismo, a crise econômica e outras tantas desse pessoal que - como a Folha de São Paulo tão bem alcunhou - é cínico e mentiroso. Domingo haverá passeata cheia de bandeiras vermelhas na avenida.

Porém, todavia, contudo, como ainda há muito por fazer em termos de direitos das mulheres, achei que devia de qualquer forma lembrar a data, mas estava sem saber o que dizer que não fosse de caráter "ativista", quando uma colega me enviou o cordel abaixo da Salete Maria, do blog
Cordelirando. Achei os versos muito bons, inclusive porque desfolham essa mulher abstrata da militância e do dia 8 nas múltiplas mulheres reais que são de todo tipo e que estão em todo o lugar. De fato, nosso lugar é- como diz o cordel - onde quer que a gente sobreviva.

Lugar de Mulher

Do ponto onde me encontro, na janela dum sobrado
Daqui donde me defronto, com meu presente e passado
Fico metendo a colher do ‘meu lugar de mulher’
Neste mundão desgarrado
Do meu ângulo obtuso, num canto da camarinha
Afrouxo um parafuso, liberto uma andorinha
Desmancho uma estrutura, arranco uma fechadura
Desmonto uma ladainha
Reza a história do mundo, que mulher tem seu lugar
É um discurso ‘corcundo’,e prenhe de bla-bla-blá
Eu que ando em toda parte,divulgo através da arte
Outro modo de pensar:
Lugar de mulher é quarto,sala, bodega e avião
Lugar de mulher é mato,cidade, praia e sertão
Lugar de mulher é zona, do Estado do Arizona
À Vitória de Santo Antão
Lugar de mulher é sauna, capela, bonde, motel
Lugar de mulher é fauna, terreiro, campus, quartel
Lugar de mulher é casa, seja na Faixa de Gaza
Ou no Morro do Borel
Lugar de mulher é cama, seresta, parque, novena
Lugar de mulher é lama, escola, laje, cinema
Lugar de mulher é ninho, dos becos do Pelourinho
Às águas de Ipanema
Lugar de mulher é roça, riacho, circo, cozinha
Lugar de mulher é bossa, reisado, feira, lapinha
Lugar de mulher é chão, das ruelas do Sudão
Às veredas da Serrinha
Lugar de mulher é mangue, deserto, vila, mansão
Lugar de mulher é gangue, novela, birô, oitão
Lugar de mulher é mar, das praias do Canadá
Ao céu do Cazaquistão
Lugar de mulher é ponte, trincheira, jardim, salão
Lugar de mulher é fonte, indústria, baile, fogão
Lugar de mulher é mina, do solo de Teresina
Ao Morro do Alemão
Lugar de mulher é barro, palco, metrô e altar
Lugar de mulher é carro, camarote, rede, bar
Lugar de mulher é trem, dos caminhos de Belém
À serra do Quicuncá
Lugar de mulher é show, favela, brejo e poder
Lugar de mulher é gol, ringue, desfile e lazer
Lugar de mulher é creche, das bandas de Marrakech
Às vilas do ABC
Lugar de mulher é serra, obra, beco e parlamento
Lugar de mulher é guerra, missa, teatro e convento
Lugar de mulher é pia, das tendas de Andaluzia
À Santana do Livramento
Lugar de mulher é tudo, por onde possa passar
Seja pequeno ou graúdo, seja daqui ou de lá
Lugar de mulher é Terra, mas não onde o gato enterra
O que precisa ocultar
Lugar de mulher é dentro, mas também pode ser fora
Lugar de mulher é centro, que a margem não ignora
Lugar de mulher é leste, norte, sul, também oeste
De noite, tarde e aurora
De minha perspectiva, mulher não tem ‘um’ lugar
Onde quer que sobreviva, pode ser seu habitat
Lugares existem zil, eu mesma sou do Brasil
E vivo no Ceará!

Salete Maria

domingo, 1 de março de 2009

Parabéns ao Rio, minha terra natal!

Nasci na cidade do Rio de Janeiro em 20 de julho de 1954, filha de migrantes nordestinos em busca de vida melhor. Depois fui exportada para Sampa, ainda bebê, onde de fato cresci, onde de fato me formei como pessoa.

Mas, quando criança e mesmo no início da adolescência, ia muito ao Rio, tenho parentes por lá. Ao longo da minha vida, também visitei o Rio várias vezes e guardo boas lembranças da cidade que já foi mais maravilhosa, hoje tão conturbada pela violência sem freios.

Apesar desses pesares, o Rio ainda é o cartão-postal do Brasil, com aquela paisagem esplendorosa do Cristo Redentor, da baía de Guanabara, com seu histórico tão importante para a cultura brasileira. Por essas e mais outras, deixo aqui minha homenagem de carioca-paulistana aos 444 anos do Rio de Janeiro, com uma música que, por ritmo e letra, interpreta a cidade melhor que ninguém! Samba do Avião, do Tom Jobim, com ele e a Miucha.

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