Curso de extensão da USP

sobre Judith Butler e Michel Foucault

O sequestro do termo "gênero":

uma perspectiva feminista do transgenerismo

Mulheres na Ciência

Estudantes criam bactéria que come o plástico dos oceanos

Mulheres na Ciência:

Duas barreiras que afastam as mulheres da ciência

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Vídeo da campanha pelos casamentos gays na Califórnia

Ao som de "Fidelity", da russa Regina Spektor, o vídeo da Campanha da Coragem pela validação dos Casamentos Gays já realizados na Califórnia, antes da aprovação da Proposta 8 (iniciativa do advogado Kenneth Starr que entrou com ação pedindo a anulação de todos os casamentos oficializados na Califórnia em 2008), apresenta diferentes casais homossexuais e seus familiares segurando cartazes com a frase "Don't Divorce Us" (Não nos divorcie).

Fora o vídeo, os organizadores enviaram uma carta, , contra a ação de Starr, já assinada por 300 mil pessoas, que deve chegar à Suprema Corte americana, em 5 de março, quando também haverá uma audiência sobre o assunto. A carta cita trecho de discurso de Barack Obama defendendo direitos da comunidade LGBT.

Veja como o vídeo da campanha ficou bonito. Divulgue!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Como hoje é carnaval...













Passeando pela Web, blogs, sites e tudo mais que se encontra nesse caminho, encontrei o blog Men who look like old lesbians (Homens que parecem lésbicas velhas). Não é novidade, outros blogs L já citaram, mas nem por isso deixo de recomendar.

Como hoje é dia de folia, nada como rir um bocado com a cara dos bofes que parecem lésbicas (ou são as lésbicas que parecem com eles?). Alguns ainda dá para perceber que são homens, mas a maioria realmente poderia passar por uma sapa. E não tem só homens mais velhos que parecem sapas mais velhas, tem os jovenzinhos também que parecem com as lezzies teen, uns que parecem com as mais butches... tem de tudo. Tem até o Milton Nascimento com cara de sapa...rsss
E para ilustrar esse post botei aí uma sapa, a Vange Leonel, que, com o passar dos anos, foi ficando cada vez mais parecida com o cara na foto ao lado (Bob Dylan, para quem não sacou). Estranhos mistérios da passagem do tempo. Talvez the answer may be blowing in the wind... rsss

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Vulvas flores












Resolvi postar essas vulvas-flores ou flores-vulvas após uma espécie de debate que rolou na lista gls, da qual participo, em função de um comentário depreciativo de um gay sobre nossa querida boceta. Comentava o rapaz com outro que era virgem de mulher e que só tinha visto as partes pudendas de uma ao nascer, e que, graças a Jesus, não lembrava desse triste momento.

Fiquei impressionada com a grosseria - para dizer o mínimo - já que a lista também é composta por mulheres e fundamentalmente lésbicas que, além de possuirem uma chana, também em geral são grandes apreciadoras de uma ou de várias.

Pedi ao dito que nos poupasse desses chistes sexistas, e a história virou um zum-zum-zum danado. Imaginasse ele - disse - se as lésbicas dessem para expressar sua opinião sobre os penduricalhos masculinos ali na lista. Ia ficar bem desagradável. O rapaz não gostou, disse que eu não tinha senso de humor e que estava fazendo tempestade em copo d'água. No fim, entre pontos e contrapontos se calou.

Fiquei pensando nessa coisa incrível da misoginia masculina (e aqui cabe se falar em misoginia sim) que afeta tanto alguns gays. Não que não existam lésbicas que também tenham repulsa ao sexo masculino (em ambos os sentidos), mas pelo menos não saem por aí dizendo na cara dos caras o quanto eles lhes parecem indigestos. Quando acontece de alguma querer ressuscitar o manifesto Scum, da Valerie Solanas, aquela que atirou no Andy Warhol, que pregava a destruição do sexo masculino, vozes iradas surgem imediatamente, inclusive de mulheres, contra a ousadia androfóbica. E olhe que as mulheres têm milênios de razões para terem mais bronca dos homens do que o contrário.

Historicamente inclusive essa maneira depreciativa de se referir ao sexo feminino, a que muitos gays chamam de racha, rachada, foi um dos motivos que levou à separação das lésbicas do Somos já nos idos de 1979. Posteriormente, eu mesma já me vi às voltas com essas e outras expressões de aversão às mulheres vindas de alguns gays. E olhe que elas vêm de homens pouco letrados e de outros tantos, como o rapaz em questão, bem letrados e articulados.

Pessoalmente não tenho repulsa ao sexo masculino em nenhum sentido. Apenas não tenho desejo por homens. Quando são bonitos, admiro-os esteticamente, mas não me dão tesão. Naturalmente todos e todas temos nossas idiossincrasias, nossas aversões e simpatias, mas, pelo menos por questão de decoro, devemos mantê-las conosco, pois essas coisas são de natureza por demais subjetiva para serem colocadas em público. Como se sabe gosto não se discute, havendo inclusive quem ame o feio porque bonito lhe parece.

Enfim, mesmo em tom de blague, certas coisas a gente só diz entre íntimos. Hoje mesmo estavam os gays rotulando a marchinha A cabelereira do Zezé, a mais tocada das marchinhas de carnaval, como homofóbica, porque - como bem lembram - ela diz: "Olha a cabeleira do Zezé. será que ele é... será que ele é.... bicha!!!" Não considero a letra ofensiva - talvez porque não seja bicha - mas obviamente não vou ficar entoando suas estrofes na cara dos gays, já que eles não acham graça nelas.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Sexo Verbal: Surpresas da Vida e do Viver

A convite do Ricardo Aguieiras, colega do início do MLGBT ou MHB, fui assistir com duas amigas à peça Sexo Verbal: Surpresas da Vida e do Viver. Com textos de Hilda Hist, João Silvério Trevisan, Marcelino Freire, poema do próprio Ricardo e até mesmo alguns do Brasil Colônia e da Inquisição, a peça se desenvolve, numa festa em um casarão, melhor dizendo nas dependências do casarão (quartos, sala, cozinha) e fala de sexo pra falar de amor.

A platéia acompanha os atores pelas dependências do casarão em suas inter-relações. Há amores héteros, gays, lésbicos, pagos, gratuitos, fortuitos, expostos pelos textos, alguns bem tocantes.

A peça me fez lembrar de um poesia que fiz a respeito dessa relação amor e sexo que transcrevo abaixo:
Essas coisas da carne

Essas coisas da carne
atingem o coração,
não aquela válvula
que bombeia sangue,
mas sim o músculo do sentimento
que se contrai, que se expande,
que se estira até romper de paixão.

Essas coisas da carne
impregnam a alma
que encarnada busca seu sexo
como a uma hóstia,
como a um cálice de vinho
que transborda e inunda
o rosto de lágrimas,
esse sal da saudade,
que só a chuva disfarça.
Essas coisas da carne
provam que as razões do coração
a razão realmente desconhece,
que o corpo da alma não esquece
porque tatua na pele a sua pele,
o seu cheiro, a sua voz, os seus gestos,
e essa imagem vale muito mais
do que as mil palavras
com as quais nos desentendemos.

A peça deve permanecer até o final de fevereiro no Casarão do Belvedere, Rua Pedroso, 267 - Bela Vista, às sextas e sábados, às 21 horas. Informações - (11) 3266-5272; Ingressos - 20 reais (10 reais meia entrada)

Ficha técnica

Dramaturgia e Direção: Aurea Karpor
Elenco: Alexandre Acquiste, Aurélio Prates, Aurea Karpor, Hélio Tavares, Mariana Galeno, Silvana da Costa Alves
Iluminação: Alexandre Pestana
Trilha Sonora: Régis Frias
Operação de Luz: Sally Rezende
Operação de som: Wilton Rozante.
Produção: ProjetoBaZar
Figurino: Alexandre Acquiste
Orientação de Literatura: Marcus Aurélius Pimenta
Direção Geral do Projeto: Aurea Karpor e Rodolfo Lima

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Regras existem para serem quebradas

Dizem que as leis da natureza são imutáveis, implacáveis. De vez em quando, porém, alguém decide contrariar as regras e ser fora-da-lei. O preço a pagar muitas vezes é alto; outras vezes o resultado é apenas divertido como no vídeo abaixo. Também disponível em alta qualidade (HQ), clicando no menu da setinha para cima.


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