sábado, 6 de setembro de 2008

Ridendo Castigat Mores - Rindo se Criticam os Costumes

Após ler um manifesto onde 8 integrantes de grupos lésbico-feministas, em 5 parágrafos, de uma a duas frases cada, se propõem a substituir a machista e patriarcal Declaração Universal dos Direitos Humanos pela feminista e revolucionária Declaração das Esquerdas Humanas, não sei porque me veio a cabeça o genial Charles Chaplin em O grande Ditador.

Acho que porque dizem que só se faz política seriamente, assim em tom de queda da Bastilha, esquecendo-se que de fato o grande feito dos feitos da geração de maio de 68, da revolução sem sangue que mudou tantos os costumes nos últimos 40 anos, foi colocar a política nos muros, na poesia, no humor.

O Grande Ditador é uma obra-prima do lema Ridendo Castigat Mores (Rindo se Criticam os Costumes), feita antes que o mundo viesse a saber dos horrores da perseguição aos judeus, dos campos de concentração, da loucura nazista. Difícil escolher qual cena é mais engraçada na impagável imitação de Hitler ou de Mussolini, respectivamente Adenoid Hynkel e Bonito Napoloni.

Escolhi o discurso que Hynkel, ditador da Tomânia, dirige a seus asseclas, para ilustrar o tema deste post, já que há momentos em que - realmente - só rindo. Acrescentei um outro vídeo que compara o discurso de Hynkel com o de Hitler (o próprio). Vejam que impressionante.



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